Brumadinho/MG: águas dos rios representam riscos à saúde; Faemg realizará reunião com produtores

As Secretarias de Estado de Saúde (SES-MG); de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad); e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de Minas Gerais enviaram comunicado informando que, devido aos resultados iniciais do monitoramento feito pelo governo do Estado após o rompimento da barragem B1 (Mina do Feijão) em Brumadinho (MG), a água do rio Paraopeba apresenta riscos à saúde humana e animal.

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As Secretarias de Estado de Saúde (SES-MG); de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad); e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de Minas Gerais enviaram comunicado informando que, devido aos resultados iniciais do monitoramento feito pelo governo do Estado após o rompimento da barragem B1 (Mina do Feijão) em Brumadinho (MG), a água do rio Paraopeba apresenta riscos à saúde humana e animal.

“Diante disso e por segurança à população, os órgãos citados não indicam a utilização da água bruta do Rio Paraopeba para qualquer finalidade, até que a situação seja normalizada”, diz a nota, que complementa: deve ser respeitada uma área de 100 metros das margens.

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“O contato eventual não causa risco de morte. E para os bombeiros, que têm trabalhado em contato mais direto com o solo, a orientação da Saúde é para que utilizem todos os equipamentos de segurança".

Figura 1

Para manter o abastecimento, o Governo do Estado de Minas Gerais já determinou à Vale que forneça água potável para as comunidades afetadas, segundo o comunicado. “Os detentores dos direitos de captação afetados podem solicitar junto ao Igam (Instituto Mineiro de Gestão das Águas) autorização prévia para intervenção emergencial, em corpo hídrico, de nova captação, em alternativa à intervenção regularizada impactada. Desse modo, eles terão seus processos de outorga priorizados pelo Estado a fim de minimizar impactos sociais e econômicos decorrentes, em virtude do interesse público". 

Servidores da Secretaria de Agropecuária estão percorrendo a região de 20 municípios para dar orientações de não utilização da água desses cursos, diz o comunicado à imprensa. Qualquer pessoa que tenha tido contato com a água bruta do rio Paraopeba após a chegada da pluma de rejeitos, ou ingerido alimentos que também tiveram esse contato, e apresentar náuseas, vômitos, coceira, diarreia, tonteira, ou outros sintomas, deve procurar a unidade de saúde mais próxima e informar sobre esse contato.

Faemg fará reunião com produtores rurais de Brumadinho

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) fará uma reunião na próxima semana no Sindicato de Produtores Rurais de Brumadinho, “com o objetivo de levantar as necessidades e buscar soluções” após o rompimento da barragem da mineradora Vale.

Em nota, a Faemg informou que está se mobilizando junto aos sindicatos regionais para oferecer apoio e assessorias técnica, ambiental e jurídica aos produtores rurais atingidos direta ou indiretamente pelo acidente na Mina do Córrego do Feijão, ocorrido na última sexta-feira, 25.

A área afetada pelos rejeitos da mineradora faz parte do chamado “cinturão verde” do entorno de Belo Horizonte, que abastece com hortaliças a Central de Abastecimento de Minas Ferais (Ceasa) e a região metropolitana da capital mineira.

As informações são dos jornais Valor Econômico e Estadão, adaptadas pela Equipe MilkPoint.

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