“Diante disso e por segurança à população, os órgãos citados não indicam a utilização da água bruta do Rio Paraopeba para qualquer finalidade, até que a situação seja normalizada”, diz a nota, que complementa: deve ser respeitada uma área de 100 metros das margens.
“O contato eventual não causa risco de morte. E para os bombeiros, que têm trabalhado em contato mais direto com o solo, a orientação da Saúde é para que utilizem todos os equipamentos de segurança".
Para manter o abastecimento, o Governo do Estado de Minas Gerais já determinou à Vale que forneça água potável para as comunidades afetadas, segundo o comunicado. “Os detentores dos direitos de captação afetados podem solicitar junto ao Igam (Instituto Mineiro de Gestão das Águas) autorização prévia para intervenção emergencial, em corpo hídrico, de nova captação, em alternativa à intervenção regularizada impactada. Desse modo, eles terão seus processos de outorga priorizados pelo Estado a fim de minimizar impactos sociais e econômicos decorrentes, em virtude do interesse público".
Servidores da Secretaria de Agropecuária estão percorrendo a região de 20 municípios para dar orientações de não utilização da água desses cursos, diz o comunicado à imprensa. Qualquer pessoa que tenha tido contato com a água bruta do rio Paraopeba após a chegada da pluma de rejeitos, ou ingerido alimentos que também tiveram esse contato, e apresentar náuseas, vômitos, coceira, diarreia, tonteira, ou outros sintomas, deve procurar a unidade de saúde mais próxima e informar sobre esse contato.
Faemg fará reunião com produtores rurais de Brumadinho
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) fará uma reunião na próxima semana no Sindicato de Produtores Rurais de Brumadinho, “com o objetivo de levantar as necessidades e buscar soluções” após o rompimento da barragem da mineradora Vale.
Em nota, a Faemg informou que está se mobilizando junto aos sindicatos regionais para oferecer apoio e assessorias técnica, ambiental e jurídica aos produtores rurais atingidos direta ou indiretamente pelo acidente na Mina do Córrego do Feijão, ocorrido na última sexta-feira, 25.
A área afetada pelos rejeitos da mineradora faz parte do chamado “cinturão verde” do entorno de Belo Horizonte, que abastece com hortaliças a Central de Abastecimento de Minas Ferais (Ceasa) e a região metropolitana da capital mineira.
As informações são dos jornais Valor Econômico e Estadão, adaptadas pela Equipe MilkPoint.