O diretor de Mercados Agroalimentares da Secretaria da Agricultura da Argentina, Gustavo Idígoras, disse que, como fruto das negociações com o Brasil no setor de lácteos, é iminente um "acordo de preços".
O acordo estabelece um preço base, fixado em torno de US$1900/tonelada. Sobre esse preço, as vendas de leite em pó, da Argentina para o Brasil, poderiam ser feitas sem problemas. Caso as exportações argentinas de leite sejam realizadas a um preço menor que esse, será discutido se existirá uma tolerância entre 7 e 8%. Porém, caso o preço do produto argentino seja vendido abaixo da margem tolerada, será determinada uma tarifa interna.
O valor dessa tarifa é o que está no centro das discussões dos órgãos agrícolas dos governos dos dois países no momento. Ainda, será criado um Comitê de Política Leiteira do Mercosul, composto por produtores, industriais e autoridades dos Estados parte.
Idígoras explicou que a idéia de criar esse comitê foi dada pelo secretário da Agricultura da Argentina, Antonio Berhongaray, que comunicou-a ao ministro brasileiro, Marcus Pratini de Moraes, para evitar crises conjunturais e definir uma política setorial do Mercosul. A iniciativa surgiu durante as negociações feitas em Brasília, que contaram com a presença de autoridades e empresas privadas do setor, de ambos os países.
Dificuldades para chegar a um consenso
Segundo reportagem de Cláudia Mancini, publicada hoje na Gazeta Mercantil Latino Americana, a Confederação Nacional de Agricultura (CNA) propôs aos produtores argentinos que o preço do leite desse país, importado pelo Brasil, deveria entrar no mercado brasileiro com base no preço internacional, e que, em caso de queda muito grande desse valor, seria estabelecido um preço mínimo que garantisse ao produtor de leite líquido do Brasil o pagamento de cerca de US$0,25/litro. A proposta, que foi feita após mais uma rodada de negociações, está sendo analisada pelas indústrias argentinas.
A expectativa é de que, caso seja feito um acordo com a Argentina, esse levasse a um acordo com o Uruguai, também envolvido nessa investigação. Há alguns dias a CNA fez um acordo de preço para o leite em pó com a européia Arla Foods (Veja artigo relacionado).
Por Cláudia Mancini, para Gazeta Marcantil Latino Americana, e redação Infortambo, 12/02/01
Acordo de preços entre Argentina e Brasil
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