Aqui e agora, as percepções públicas de nutrição são boas notícias para as marcas de lácteos. Dados sobre os hábitos de lanches britânicos, divulgados pela Nielsen no ano passado, indicam que uma revolução de proteína está ocorrendo, disseminada por snacks de carne, como beef jerky, mas com produtos lácteos substitutos de refeições não ficando muito atrás. Uma das principais dietas previstas para 2016 defende os lácteos desnatados e a crença de que os lácteos são bons para a saúde ainda é regularmente reforçada pela mídia britânica.
Regularmente não significa consistentemente e importantes veículos de mídia também sugeriram ligações entre os lácteos e o câncer. O debate histórico sobre o teor de gordura e se o consumo de lácteos por adultos é natural não mostra sinais de ter acabado.
O mercado de lácteos está retrocedendo?
À primeira vista, não. As preocupações sobre o consumo saudável dentre os jovens adultos (fatia demográfica alvo recomendada pela Nielsen para os produtores de lanches) estão direcionando o crescimento no leite com sabor e nos iogurtes, e o queijo continua firme em seu crescimento anual.
Entretanto, a faixa de 25-34 anos está mais preocupada com gorduras do que qualquer outra: 27% das famílias dentro dessa faixa etária têm pelo menos uma pessoa fazendo dieta e 42% dos jovens adultos especificamente olham o teor de gordura na embalagem do produto. Essa alta conscientização torna o mercado volátil. Tudo o que precisa é a gordura substituir o açúcar como inimigo público número um e os produtos lácteos ficarão na mesma posição que os cereais estão agora: reduzindo os teores e freneticamente modificando as marcas diante do declínio nas vendas.
Apesar da “guerra do açúcar”, a principal faixa demográfica para os lanches lácteos ainda estão 8% mais preocupada com a gordura. Todos os ingredientes para uma reviravolta contra os lácteos estão lá. Tudo o que é necessário para as marcas de lácteos sentirem os efeitos negativos é uma mudança nas prioridades da imprensa.
Como as marcas de lácteos podem se preparar para as futuras acusações de se tratar de produtos não saudáveis?
Agilidade e adaptabilidade são as únicas formas de lidar com uma mudança súbita no mercado. Será necessário um plano para as marcas sobreviverem aos desafios futuros e a capacidade de implementar esse plano o mais rápido possível caso ocorra essa mudança nas prioridades.
Projetos liderados por inovação é uma forma comprovada para esse objetivo em particular. Ao invés de mudar o produto, as alterações lideradas por inovações mudam as formas com as quais o consumidor se une a ele. Para os produtores de lácteos, isso significa notar que, das principais dietas para 2016, a única realmente recomendada por especialistas de saúde recomenda controlar as porções ao invés de evitar grupos de alimentos. Um produtor bem preparado pode, então, introduzir o controle das porções à marca através da venda de múltiplas embalagens na forma de “potes com porções” ou similar.
Essas inovações não são meramente para a gestão da crise; elas são parte integral de uma estratégia em qualquer mercado ativo e em transformação. Para marcas de lácteos, agora mesmo, isso significa aproveitar a onda da atual resistência dos consumidores ao açúcar, reestabelecer produtos como leite com sabor como uma alternativa saudável aos refrigerantes.
Isso também significa observar as tendências do mercado de lanches, como substitutos de refeição, situação na qual os consumidores frequentemente combinam vários produtos. Nesse caso, construir relações entre os produtos é uma opção. Os biscoitos Belvita enfatizam que são parte de um café da manhã saudável e devem, dessa forma, serem associados com um produto lácteo. Existe uma possibilidade de nuvens escuras para as marcas de lácteos e proteger o valor da marca será crucial. Outras marcas de alimentos enfrentaram tempestades nesse setor fornecendo inovações estratégicas.
Por exemplo, a Kellogg’s construiu uma identidade de marca que vai além dos cereais comuns, reintroduzindo tudo o que esses produtos contêm e criando uma relação com os consumidores baseada na variedade e no equilíbrio.
Os produtos em si não mudaram – somente o significado que os consumidores dão a eles - e, as soluções direcionadas pela inovação são uma forma interessante de alcançar esse objetivo.
O artigo é de James Hirst, diretor gerente do Rare, publicado no FoodBev.com.
Regularmente não significa consistentemente e importantes veículos de mídia também sugeriram ligações entre os lácteos e o câncer. O debate histórico sobre o teor de gordura e se o consumo de lácteos por adultos é natural não mostra sinais de ter acabado.
O mercado de lácteos está retrocedendo?
À primeira vista, não. As preocupações sobre o consumo saudável dentre os jovens adultos (fatia demográfica alvo recomendada pela Nielsen para os produtores de lanches) estão direcionando o crescimento no leite com sabor e nos iogurtes, e o queijo continua firme em seu crescimento anual.
Entretanto, a faixa de 25-34 anos está mais preocupada com gorduras do que qualquer outra: 27% das famílias dentro dessa faixa etária têm pelo menos uma pessoa fazendo dieta e 42% dos jovens adultos especificamente olham o teor de gordura na embalagem do produto. Essa alta conscientização torna o mercado volátil. Tudo o que precisa é a gordura substituir o açúcar como inimigo público número um e os produtos lácteos ficarão na mesma posição que os cereais estão agora: reduzindo os teores e freneticamente modificando as marcas diante do declínio nas vendas.
Apesar da “guerra do açúcar”, a principal faixa demográfica para os lanches lácteos ainda estão 8% mais preocupada com a gordura. Todos os ingredientes para uma reviravolta contra os lácteos estão lá. Tudo o que é necessário para as marcas de lácteos sentirem os efeitos negativos é uma mudança nas prioridades da imprensa.
Como as marcas de lácteos podem se preparar para as futuras acusações de se tratar de produtos não saudáveis?
Agilidade e adaptabilidade são as únicas formas de lidar com uma mudança súbita no mercado. Será necessário um plano para as marcas sobreviverem aos desafios futuros e a capacidade de implementar esse plano o mais rápido possível caso ocorra essa mudança nas prioridades.
Projetos liderados por inovação é uma forma comprovada para esse objetivo em particular. Ao invés de mudar o produto, as alterações lideradas por inovações mudam as formas com as quais o consumidor se une a ele. Para os produtores de lácteos, isso significa notar que, das principais dietas para 2016, a única realmente recomendada por especialistas de saúde recomenda controlar as porções ao invés de evitar grupos de alimentos. Um produtor bem preparado pode, então, introduzir o controle das porções à marca através da venda de múltiplas embalagens na forma de “potes com porções” ou similar.
Essas inovações não são meramente para a gestão da crise; elas são parte integral de uma estratégia em qualquer mercado ativo e em transformação. Para marcas de lácteos, agora mesmo, isso significa aproveitar a onda da atual resistência dos consumidores ao açúcar, reestabelecer produtos como leite com sabor como uma alternativa saudável aos refrigerantes.
Isso também significa observar as tendências do mercado de lanches, como substitutos de refeição, situação na qual os consumidores frequentemente combinam vários produtos. Nesse caso, construir relações entre os produtos é uma opção. Os biscoitos Belvita enfatizam que são parte de um café da manhã saudável e devem, dessa forma, serem associados com um produto lácteo. Existe uma possibilidade de nuvens escuras para as marcas de lácteos e proteger o valor da marca será crucial. Outras marcas de alimentos enfrentaram tempestades nesse setor fornecendo inovações estratégicas.
Por exemplo, a Kellogg’s construiu uma identidade de marca que vai além dos cereais comuns, reintroduzindo tudo o que esses produtos contêm e criando uma relação com os consumidores baseada na variedade e no equilíbrio.
Os produtos em si não mudaram – somente o significado que os consumidores dão a eles - e, as soluções direcionadas pela inovação são uma forma interessante de alcançar esse objetivo.
O artigo é de James Hirst, diretor gerente do Rare, publicado no FoodBev.com.