O engenheiro de alimentos, Fernando Arenas Gil, e o zootecnista, José Víctor Higuera, explicaram que a solução consiste em substituir o coalho tradicional por um sistema único em que um queijo fresco, que atualmente é processado em um período de três ou quatro horas, estaria pronto em 30 minutos acidificando o leite quimicamente. Outros queijos mais elaborados que normalmente precisam de 45 dias para maturar poderiam ser fabricados em quatro horas.
Isso leva à redução, por um lado, do equipamento e do investimento necessário para o processo de produção, além de permitir aumentar de forma substancial a massa de produção obtida, o que derivará em uma redução de custos. Pode-se obter qualquer textura em termos de dureza (calculada por pressão com equipamentos), desde o queijo branco e macio até o mais duro. Aos queijos maturados, não se adiciona o tradicional cultivo microbiano, ainda que se obtenham características muito similares a certas variedades.
Outra vantagem do processo é o aumento da vida útil do queijo, graças à redução da atividade de água, com o qual se diminui a proliferação de microrganismos que decompõem mais rápido o produto.
Este equipamento também trabalha na redução dos processos e no tempo de elaboração do iogurte, convencidos de que o mesmo sistema funcionará para outros produtos lácteos. Até o momento, os pesquisadores estão em contato com algumas empresas na Espanha e na Colômbia que estão interessadas em testar o sistema.
Fonte: http://feagas.com.
