Iogurte búlgaro Trimona promete conquistar consumidores americanos

Empresário que lançou iogurte búlgaro Trimona aposta em crescimento de mercado nos EUA.

Publicado por: MilkPoint

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Até pouco tempo atrás, os consumidores dos Estados Unidos pareciam interessados somente no iogurte grego, mas agora, há espaço para outras opções, disse o empresário por trás do iogurte búlgaro, Trimona.

Desenvolvido por Atanas Valev – um engenheiro agrícola e entusiasta de iogurtes da Bulgária que chegou aos Estados Unidos em 1991 -, o iogurte búlgaro Trimona é feito em um laticínio orgânico em Nova York e agora está disponível em cerca de 300 lojas em Chicago, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e vários outros estados.

Feito com uma cultura viva selecionada por Valev – que ele trouxe em sua mala da Bulgária – e leite integral orgânico de vacas criadas a pasto (principalmente Jersey e Guernsey), o Trimona não é dessorado como o iogurte grego (o soro permanece nele), dando ao produto uma textura mais leve e cremosa. O iogurte não contém leite em pó, espessantes ou açúcar adicionada, tem um pH mais baixo (3,4-3,5 vs 4.0-4,9) do que muitos outros iogurtes e tem um sabor “forte”, disse Valev. “Não tem nada adicionado e nada removido. Ele não é espesso e pesado como o iogurte grego, mas não é aguado também. É realmente cremoso”.

Cada pote contém 6 gramas de proteína, que é um pouco menos do que tipicamente se encontra no iogurte grego, disse Valev, que observa que a maioria dos americanos “realmente não tem carência de proteína”, apesar de toda a publicidade.

Apesar de haver espaço para mais de um iogurte no mercado, muito do que é oferecido não impressiona Valev, que disse que a remoção do soro do leite também significa a remoção de minerais importantes (cálcio, potássio, magnésio), enquanto o iogurte feito com leite desnatado significa que você retira as vitaminas A, D e E que são lipossolúveis.

“Eu queria apenas que as pessoas experimentassem”, disse Valev, que passou anos fazendo o iogurte em sua cozinha antes de finalmente resolver ver se o público americano gostaria tanto do produto quanto ele. Ele fez um teste inicialmente no mercado de Chicago em 2010 – “onde está a maior população búlgara” – e, então, fechou contratos com a Whole Foods e outras lojas de alimentos naturais em 2012 e 2013. Nos próximos dois anos, ele espera garantir distribuição nacional e está atualmente avaliando ofertas de investidores para ver se levará o negócio para o próximo nível.

 “Passei oito meses distribuindo caixas de iogurte em minha van de Long Island para varejistas individuais em Manhattan antes de encontrar distribuidores e quando eu falava aos varejistas sobre o produto, eles gostavam de saber que era orgânico e sem glúten, apesar de o fato de ser de animais criados a pasto ainda ser novo”.

“As pessoas sempre me perguntam se eu lançarei o produto com sabores e talvez eu lance, mas a melhor forma de consumir iogurte é puro e, então, adicionar fruta ou mel”.

Ao mesmo tempo, algumas pessoas que apresentam problemas digestivos quando comem produtos lácteos perceberam que podem apreciar o Trimona, o que Valev atribui ao fato de que a A1, a proteína mais prevalente no leite de vacas Holandesas de alta produção – é muito menos prevalente no leite de vacas Jersey e Guernsey, onde a proteína A2 predomina.

Sobre a questão do produto ser da Bulgária: os consumidores americanos sabem que a Bulgária é considerada o berço do iogurte na forma que conhecemos hoje? Provavelmente não, disse Valev, mas os consumidores adoram ouvir essa história em suas demonstrações (ele fez mais de 250 demonstrações nos dois últimos anos).

“Obviamente as pessoas vêm consumindo produtos com leite fermentado, incluindo iogurte, há milhares de anos [e a palavra ‘iogurte’ vem da Turquia], mas a cultura agora usada como padrão na produção de iogurtes [Lactobacillus delbrueckii subsp. Bulgaricus] foi descoberta pelo microbiologista búlgaro, Dr. Stamen Grigorov, em 1905. Seu trabalho teve uma grande influência sobre Élie Metchnikoff, do Instituto Pasteur, em Paris [que avaliou que o consumo de lácteos fermentados pode ter algo a ver com a longevidade dos camponeses búlgaros]. Esse cara foi o pai dos probióticos”. Os dados são do Dairy Reporter.
Figura 2
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