Os processadores japoneses de sorvete estão “alguns anos à frente” dos processadores da Europa e da América do Norte em termos de inovação, disse a firma de pesquisa de mercado, Mintel. O analista sênior do setor de alimentos da Mintel, Alex Beckett, disse que o Japão liderou e continua liderando o setor global de sorvetes em termos de conceitos de produtos e sabores.
“Mais do que em qualquer outro país, eles são pioneiros quando se fala de sorvete. O Japão está realmente à frente nas inovações de sorvete”.
A afinidade japonesa por sabores não ortodoxos de sorvete está bem documentada. No ano passado, por exemplo, a Häagen-Dazs desenvolveu uma edição limitada de sorvete feito com “vinho tinto premium” de Bordeaux, e incorporou o aroma de flor de cerejeira em outro produto.
O uso de sal, de acordo com Beckett, também é atualmente “muito popular” no país. “Ele aparece em algumas das principais inovações. Eles estão de fato especificando de onde vem o sal”.
Em todo o mundo, entretanto, Beckett identificou que o controle de porções é uma “tendência unificadora”. “As preocupações com saúde não têm fronteiras”. O controle de porções, disse Beckett, entra na tendência mais ampla de “prazer permitido” que leva a um aumento no desenvolvimento de sorvetes considerados saudáveis aos consumidores. No começo desse ano no Japão, por exemplo, a Häagen-Dazs lançou duas variedades de sorvetes com sabores de vegetais.
Os sorvetes feitos com ingredientes naturais parecem, entretanto, “ressoar” melhor com os consumidores ocidentais, disse ele. “Na Europa e nos Estados Unidos, não é com baixo teor de gordura ou com poucas calorias, é natural. O natural ressoa como saudável, mas sem nada ser removido”. As informações são do Dairy Reporter.
