Os produtos lácteos podem recuperar a participação de mercado perdida às alternativas não lácteas, com leite de amêndoa, por exemplo, desenvolvendo produtos voltados a suprir as necessidades nutricionais de grupos específicos, disse o Datamonitor Consumer.
A pesquisadora do Datamonitor Consumer, Louisa Sabin, disse que leite de amêndoa, de coco, de caju, entre outros produtos alternativos ao leite de vaca, representam uma maior ameaça às vendas do que os leites de outros animais. As vendas globais de produtos alternativos aos lácteos cresceram de US$ 5,178 bilhões em 2009 para US$ 8,15 bilhões em 2014, de acordo com o Euromonitor.
“Eles são percebidos como sendo mais saudáveis e mais naturais, porque são de origem vegetal”, disse Sabin.
Para recuperar o mercado perdido a esses produtos de origem vegetal, os processadores de lácteos devem focar no desenvolvimento de produtos lácteos funcionais voltados a suprir necessidades de grupos demográficos específicos, como crianças, mulheres e idosos.
O Big Milk, da Arla Foods, lançado em abril de 2015, é um excelente exemplo disso, segundo Sabin. O produto, enriquecido com vitamina D, A e ferro, foi desenvolvido pela Arla para suprir especificamente as demandas nutricionais de crianças de um a cinco anos.
Estar no topo das tendências de ingredientes também é essencial para o desenvolvimento de produtos lácteos funcionais, como o Big Milk, disse ela.
Sabin atribuiu a atual mudança dos consumidores em direção aos produtos alternativos, em parte, à “pressão negativa” sobre o leite de vaca. Intolerância à lactose e alergias ao leite, que são frequentemente autodiagnosticadas pelos consumidores, também têm participação, levando alguns consumidores a acreditarem que o leite de cabra, por exemplo, será mais fácil de digerir, segundo ela.
Leite de jumentas e camelas, ambos hipo-alergênicos, têm potencial para suprir essa lacuna cada vez maior no mercado. O leite de jumenta foi lançado no começo do ano pela primeira vez em caixas. As caixas de porção individual de 100 ml do leite de jumenta Onalat UHT começaram a ser vendidas em Modena, Itália, em dezembro de 2014. A partir de janeiro desse ano, a processadora, Eurolactis, garantiu contratos com varejistas da Itália e da França. Para desafiar o leite de cabra na categoria de “mais fácil de digerir”, entretanto, o leite de jumenta precisa se tornar “mais visível aos consumidores”, disse Sabin. “O leite de jumenta está mais associado com produtos de beleza, mas pode entrar no setor de alimentos e bebidas porque é muito similar ao leite humano e é adequado para pessoas alérgicas ao leite. Porém, no momento não está realmente visível”.
O leite de camela, por sua vez, saiu de um produto consumido no Oriente Médio e norte da África para se tornar um super-alimento no Ocidente. Entretanto, como é vendido nos Estados Unidos por US$ 18 a garrafa, provavelmente se tornará um produto nicho.
Fonte: Dairy Reporter.
A pesquisadora do Datamonitor Consumer, Louisa Sabin, disse que leite de amêndoa, de coco, de caju, entre outros produtos alternativos ao leite de vaca, representam uma maior ameaça às vendas do que os leites de outros animais. As vendas globais de produtos alternativos aos lácteos cresceram de US$ 5,178 bilhões em 2009 para US$ 8,15 bilhões em 2014, de acordo com o Euromonitor.
“Eles são percebidos como sendo mais saudáveis e mais naturais, porque são de origem vegetal”, disse Sabin.
Para recuperar o mercado perdido a esses produtos de origem vegetal, os processadores de lácteos devem focar no desenvolvimento de produtos lácteos funcionais voltados a suprir necessidades de grupos demográficos específicos, como crianças, mulheres e idosos.
O Big Milk, da Arla Foods, lançado em abril de 2015, é um excelente exemplo disso, segundo Sabin. O produto, enriquecido com vitamina D, A e ferro, foi desenvolvido pela Arla para suprir especificamente as demandas nutricionais de crianças de um a cinco anos.
Estar no topo das tendências de ingredientes também é essencial para o desenvolvimento de produtos lácteos funcionais, como o Big Milk, disse ela.
Sabin atribuiu a atual mudança dos consumidores em direção aos produtos alternativos, em parte, à “pressão negativa” sobre o leite de vaca. Intolerância à lactose e alergias ao leite, que são frequentemente autodiagnosticadas pelos consumidores, também têm participação, levando alguns consumidores a acreditarem que o leite de cabra, por exemplo, será mais fácil de digerir, segundo ela.
Leite de jumentas e camelas, ambos hipo-alergênicos, têm potencial para suprir essa lacuna cada vez maior no mercado. O leite de jumenta foi lançado no começo do ano pela primeira vez em caixas. As caixas de porção individual de 100 ml do leite de jumenta Onalat UHT começaram a ser vendidas em Modena, Itália, em dezembro de 2014. A partir de janeiro desse ano, a processadora, Eurolactis, garantiu contratos com varejistas da Itália e da França. Para desafiar o leite de cabra na categoria de “mais fácil de digerir”, entretanto, o leite de jumenta precisa se tornar “mais visível aos consumidores”, disse Sabin. “O leite de jumenta está mais associado com produtos de beleza, mas pode entrar no setor de alimentos e bebidas porque é muito similar ao leite humano e é adequado para pessoas alérgicas ao leite. Porém, no momento não está realmente visível”.
O leite de camela, por sua vez, saiu de um produto consumido no Oriente Médio e norte da África para se tornar um super-alimento no Ocidente. Entretanto, como é vendido nos Estados Unidos por US$ 18 a garrafa, provavelmente se tornará um produto nicho.
Fonte: Dairy Reporter.