Co-fundadora de iogurte australiano Noosa afirma: iogurte grego não é a única opção do mercado

Enquanto Chobani, Dannon e Yoplait vêm batalhando pela supremacia no mercado de iogurtes dos Estados Unidos, outra companhia igualmente ambiciosa surgiu e serviu com um lembrete de que o iogurte grego não é a única [...]

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Enquanto Chobani, Dannon e Yoplait vêm batalhando pela supremacia no mercado de iogurtes dos Estados Unidos, outra companhia igualmente ambiciosa surgiu e serviu com um lembrete de que o iogurte grego não é a única opção do mercado.

Primeiramente lançado no mercado dos Estados Unidos em 2010, o iogurte Noosa, estilo australiano, cresceu a uma taxa explosiva desde então e está agora disponível em redes como Target, Kroger, SuperValu, The Fresh Market, Whole Foods, Safeway, Wegmans, Stop & Shop e Giant.

 Embora não haja espaço para complacência no mercado de alimentos dos EUA, o sucesso de Noosa levou o co-fundadora da empresa, Koel Thomae, a ficar confiante de que essa poderia ser uma marca de US$ 100 milhões com potencial para expandir além do departamento de iogurtes. 

“Precisamos continuar inovando, mas temos algo único”, disse Thomae – uma australiana nativa que agora mora em Boulder, Colorado, nos Estados Unidos. “Todo mundo está fazendo iogurte grego, já que esse produto está direcionando o crescimento na categoria, mas as pessoas querem tentar algo novo. Nós temos mais proteína que o iogurte tradicional, mas estamos em nossa categoria de iogurte integral. Os varejistas estão cada vez mais tentando aumentar a parte de lácteos para incluir a próxima onda de iogurtes internacionais e muito saborosos, e alguns deles estão sendo bastante cruéis com o pouco espaço sobrando para as categorias de movimentos mais lentos”.

Dependendo do sabor, cada pote de 227 gramas de Noosa tem 11-14 gramas de gordura, 14-17 gramas de proteína e 240-320 calorias, comparado com cerca de 0,7 gramas de gordura, 18-22 gramas de proteína e 140-230 calorias do iogurte grego.

Disponível em 12 sabores – puro, mel, morango, manga, framboesa, limão, coco, ruibarbo e morando, maracujá, torta de cereja, abacaxi e pêssego -, o Noosa tipicamente é vendido por US$ 2,49, um preço premium, mas não proibitivo, disse Thomae.

 “Nós estamos sendo estratégicos; sabemos que não pertencemos a todas as lojas. Temos um preço premium, porque estamos vendendo um produto premium, mas investimos muito dinheiro em amostras e cupons para estimular que as pessoas experimentem, porque quando as pessoas provam o produto, adoram. O iogurte tradicional nos Estados Unidos pode ser muito doce, enquanto o grego pode ser muito azedo. O Noosa é realmente cremoso e denso, como o iogurte grego, mas não é tão doce ou azedo”.

Thomae, que tem formação em marketing, conheceu o iogurte através de uma marca familiar chamada Queensland Yoghurt em uma viagem que fez à Austrália há alguns anos. Ela o provou e foi instantaneamente fisgada. “Eu falei com a família que fabricou o produto [Paul e Grant Mathewson), mas eles não quiseram fazer nada nos Estados Unidos naquela ocasião. Então, voltei para o Colorado, mas não conseguia parar de pensar sobre esse iogurte incrível. Cerca de 18 meses depois, meu chefe me persuadiu a entrar em contato com a família novamente, marcamos uma reunião e, dessa vez, fui determinada”. Dessa vez eles concordaram em começar um negócio nos Estados Unidos.

“Então, lancamos a marca Noosa. Embora quiséssemos relacionar o produto a nossa herança australiana, sentimos que Queensland Yoghurt não significaria nada aos consumidores americanos, de forma que nós colocamos a marca Noosa, nome de uma bela cidade costeira no sudeste de Queensland, de onde se originou a receita”.

O próximo passo foi convencer a família que dona da fazenda Morning Fresh Daily, em Bellvue, Colorado, a ser seu fornecedor de leite e parceiro. O dono da fazenda, Robert Graves, acreditou que se tratava de uma oportunidade de negócios e construiu uma planta de processamento de iogurte perto de sua fazenda.

 Como o iogurte é um produto perecível, com o rápido processamento, o Noosa começou a gerar dinheiro muito rapidamente e isso, somado com os investimentos iniciais de parceiros e empréstimos de bancos permitiu que o negócio prosperasse sem financiamento de private equity.

Ela disse que provavelmente abrirão outra planta de processamento nos Estados Unidos, quando encontrarem outra fazenda familiar com quem trabalhar. Os dados são do Dairy Reporter.
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Material escrito por:

Juliana Santin

Juliana Santin

Médica veterinária formada pela FMVZ/USP. Contribuo com a geração de conteúdo nos portais da AgriPoint nas áreas de mercado internacional, além de ser responsável pelo Blog Novidades e Lançamentos em Lácteos do MilkPoint Indústria.

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