Até que ponto laticínios lançarem bebidas de soja é bom negócio?

Embora os resultados de curto prazo possam ser apetitosos, no médio prazo a tendência é que exista elevado número de marcas, sem diferenciação. Saiba mais.

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Em um dos mais celebrados livros de estratégia competitiva publicados recentemente, os professores W. Chan Kim e Renée Maubourgne mostram que o segredo da competição é na verdade não competir, mas sim tornar seus concorrentes irrelevantes. No livro Blue Ocean Strategy ("A estratégia do oceano azul") os autores mostram como empresas que seguiram esse conceito conseguiram criar novos segmentos de negócio, não contaminados pela competição feroz que caracteriza segmentos maduros.

Os autores dão o exemplo de empresas como o Cirque du Soleil, que reinventou os espetáculos circenses ao banir os animais, eliminar picadeiros simultâneos, evitar artistas famosos e trazer conceitos do teatro, incluindo trilha sonora, enredo e efeitos visuais para as apresentações. Segundo os autores, o Cirque du Soleil criou um "oceano azul", calmo e sem concorrência, ao invés do exaurido e sangrento "oceano vermelho" dos circos, cujo desempenho econômico era decadente. O Cirque du Soleil não era nem circo e nem teatro, mas uma mistura de ambos, que se mostrou um sucesso de público, crítica e faturamento. A empresa canadense virou um negócio que se multiplicou por 22 em dez anos e hoje fatura US$ 540 milhões.

A grande sacada dos autores é que sua proposta se baseou no estudo de 150 movimentos estratégicos em direção à criação de oceanos azuis em diversas áreas, ao longo de mais de um século, e não no estudo de empresas de sucesso, como normalmente se faz. As boas idéias tendem a ser copiadas e um oceano azul de hoje poderá (tenderá a) se transformar em um oceano vermelho do futuro. Segundo Kim e Mauborgne, a história das empresas mostra que raramente há a cultura para criação contínua de oceanos azuis. Em seu livro, eles propõe um enfoque sistemático para suprir esta lacuna na gerência estratégica das empresas.

A criação de oceanos azuis pode ser feita em qualquer área de negócios, não apenas em setores cuja carga de inovação é notadamente elevada, como tecnologia de ponta. Em alimentos, mais especificamente em bebidas, um exemplo evidente são os sucos da Del Valle, a empresa mexicana que, ao desembarcar no Brasil criou um novo conceito no setor ao comercializar sucos prontos para consumo, uma clara mudança em relação ao padrão anteriormente vigente (e tido como imutável), de sucos que necessitavam da adição de água (e açúcar) para consumo. Lógico que, como toda boa idéia, fatalmente seria copiada, o que acabou ocorrendo, havendo hoje diversos produtos no mercado. De qualquer forma, a empresa foi a pioneira, ocupou o espaço e teve a chance de estabelecer sua marca no segmento ou, ao menos, desfrutar de seu "oceano azul" antes de sofrer concorrência.

Um oceano azul criado em segmento anexo a esse foi o das bebidas à base de soja, utilizando a ligação com a preocupação com a saúde e qualidade de vida, já mencionado em outros artigos desse espaço. Não sei quem criou o conceito, mas vale alertar que, um a um, muitos laticínios estão entrando nesse oceano, procurando surfar a onda do "saudável", "sem colesterol" e "sem lactose". Utilizando as experiências prévias e alguns conceitos de estratégia competitiva, é possível dizer que, em pouco tempo o segmento se tornará um novo oceano vermelho, mas não é isso o mais importante nessa análise. O objetivo é tentar discorrer sobre a lógica estratégica dessa decisão e seus prós e contras.

Antes disso é oportuno dizer que as empresas de laticínios são empresas de alimentos, sendo lógico e saudável que queiram estender seus ativos e competências para outros segmentos que ofereçam boas oportunidades de lucro. Dentro dessa premissa, desenvolver bebidas à base de soja (e sucos) é uma alternativa interessante, ao menos no curto prazo. É justamente nessa última expressão que mora o perigo: curto prazo.

A essa altura, o leitor já pode inferir que, embora os resultados de curto prazo possam ser apetitosos, no médio prazo a tendência é que exista elevado número de marcas, sem diferenciação alguma. Dos produtos existentes no mercado hoje, todos estão embalados impecavelmente, com designs caprichados e fotos adornando a prática e moderna embalagem cartonada. Também, em uma tentativa de diferenciação que talvez já não diferencie tanto assim, todos (que conheço) anunciam a ausência de lactose e colesterol e a adição de cálcio. Mais ainda, muitos anunciam que tais produtos devem ser consumidos por quem pretende ter uma vida mais saudável, afinal não possui gordura, colesterol, além da adição de proteínas, vitaminas e minerais.

Novamente, a essa altura, o leitor deve começar a desconfiar que muitas empresas de laticínios estão apostando em produtos que competem com o leite e lácteos, e de forma frontal. Afinal, se solucionarmos a simples equação da negação dos atributos veiculados - com lactose e com gordura - chegamos ao leite. Assim, ao enaltecer a qualidade de vida e a saúde embutidas em quem consome bebidas de soja, a mensagem subliminar que pode ficar é que o leite e seus derivados ficam estariam posicionados no campo oposto, associados, naturalmente, a uma suposta baixa qualidade de vida e saúde inferior. Não creio que este deva ser o objetivo das empresas, mas é uma conseqüência possível e real, à medida em que as próprias empresas de laticínios anunciam ter agora lançado um produto saudável.

Não se pode negar que esse segmento tem crescido a taxas de 40% ao ano e (ainda) permite precificação favorável. Também, não se pode negar que vários segmentos lácteos são verdadeiros oceanos vermelhos, sendo natural que as empresas busquem alternativas para compensar essa situação. Mas me parece no mínimo temeroso quando a solução adotada bate de frente com o "core business" da empresa, ou seja, com o seu negócio principal, de onde vêm seu know-how, sua marca e suas competências. Há o risco, bastante plausível, de não só transformar o suposto oceano azul das bebidas de soja em oceano vermelho, mas, nesse processo, tornar o mercado de leite e lácteos ainda mais vermelho, na hipótese de seus próprios integrantes desenvolverem produtos substitutos que contribuam para a arranhar a imagem dos lácteos, em um ambiente marcado por mais e mais mensagens dessa natureza.

Acredito ser possível conciliar as duas linhas de produtos mas, para isso, a comunicação deve ser cuidadosa para não diminuir o mercado do produto principal. Ausência de lactose é indicado para quem tem intolerância; colesterol não é um problema generalizado; há estudos mostrando que os lácteos não devem ser substituídos por bebidas de soja a não ser em casos específicos.

É logicamente possível criar oceanos azuis no setor lácteo. A Parmalat criou um deles, com o leite UHT, usufruindo durante um tempo razoável o seu pioneirismo, até que veio a concorrência. Mesmo assim, alimentada também por fortes investimentos em marketing, a empresa desfrutou de liderança no segmento e preços mais elevados durante todo esse período, até estourar o escândalo na matriz, ao final de 2003.

Há, claro, pressões de curto prazo por resultados. É válido, porém, analisar outros movimentos recentes da indústria de laticínios motivados pelo curto prazo, sendo o mais gritante a transformação do requeijão em especialidade láctea, que reduziu custos mas atraiu grande número de concorrentes na mesma direção, resultando em aumento da competição agora com este novo tipo de produto. O movimento, além de não resolver o problema de competição, erodiu, no caso de algumas marcas mais fortes, uma posição de mercado construída ao longo de décadas. O resultado foi que diversas empresas voltaram às fórmulas antigas (o requeijão), agora gastando para anunciar se tratar do "legítimo" "verdadeiro", "receita tradicional", etc. Ou seja, voltou-se à estaca zero. Certamente ganharam as empresas que não entraram nessa onda e utilizaram bem o hiato para ganhar mercado e melhorar sua reputação.

Admito que não trabalho em laticínio, não enfrento a concorrência no setor e não estou submetido às pressões de acionistas e proprietários por resultados de curto prazo (pelo menos no setor laticinista). Minha análise, portanto, carrega esse viés, ou a falta do mesmo. No entanto, analisando a rápida movimentação do setor lácteo para o lançamento de bebidas de soja e afins, a impressão que se tem é a da transformação de um oceano azul (ou que algum dia tenha sido) em um novo oceano vermelho. Analisando mais uma vez casos análogos, impossível não lembrar do crescimento fenomenal do leite UHT, há cerca de quinze anos. Inicialmente, um oceano azul, reinventando a forma de transportar, armazenar, vender e consumir leite. Depois, um oceano vermelho, marcado pela profusão de marcas, pela consolidação do varejo e pela dificuldade de diferenciação.

A investida dos laticínios no segmento de bebidas de soja não me parece, enfim, uma solução estratégica consistente, visando crescimento sustentável.
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Material escrito por:

Marcelo Pereira de Carvalho

Marcelo Pereira de Carvalho

Fundador e CEO da MilkPoint Ventures.

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Faquini
FAQUINI

CURITIBA - PARANÁ - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 03/05/2006

Em primeiro lugar, digo que respeito profundamente o autor do artigo em questão, já li vários de seus artigos, muito bons por sinal, e o MilkPoint de modo geral, o qual até participei de curso sobre qualidade do leite.



Tenho conhecimento profundo sobre o assunto em questão, sou Técnico em Laticínios, com especialização em Desenvolvimento de Novos Produtos, Administrador de Empresas, pós - graduado em Adminstração Industrial, atuo como Gerente Industrial de empresa alimentícia que têm segmento lácteo e outros produtos, tenho 16 anos de experiência em área industrial. Minha família é oriunda de cidade pequena do interior de Minas Gerais, sendo originalmente o principal meio de sustento a produção do leite em propriedade rural.



Tenho que discordar do autor em várias partes de seu artigo, e de todas as pessoas até o momento que colocaram seus comentários vinculados ao artigo.



Respeito o posicionamento de todos, procuro entender o ponto de vista, mas não posso concordar, com colocações que são equivocadas com relação à base técnica e mercadológica.



É perfeitamente possível coexistir produtos lácteos e produtos não lácteos, em uma linha de produção e comercialização de Indústrias de Laticínios ou de Alimentos de um modo geral.



Deve ser lembrado, que os consumidores têm necessidades diferentes, e se respeitar as diferenças com relação à alimentação de cada pessoa.



O leite sem dúvida, é a melhor fonte de proteína, cálcio, etc, e de mais fácil absorção, procuramos desenvolver o conceito de alimentação saudável, com o enriquecimento de produtos lácteos na alimentação do dia - a - dia.

Porém devemos observar, que produtos a base de soja (não podendo ser chamado de leite), são muito interessantes por possuirem características diferentes dos produtos de origem animal.



Vários exemplos podem ser dados, o mais comum é o fato de parte da população, principalmente de origem asiática, ter problemas de intolerância à lactose do leite de vaca, ou alergia à proteína do leite, este último afetando muitas crianças desde o nascimento.



Vários estudos no mundo todo comprovam que a alimentação com produtos a base de soja é recomendada, é uma das principais causas de menor incidência de problemas cardíacos, em populações aonde o consumo de soja é maior do que países que consomem pouco.



É totalmente equivocado afirmar que um Laticínio (que é uma empresa produtora de alimentos) não pode produzir alimentos a base de soja, pois estes vão "concorrer" com a venda de leite. Desde que sejam respeitados todos os requisitos legais, exigidos pelo Ministério da Agricultura e Minstério da Saúde, e se garanta a segurança, qualidade e responsabilidade de toda a linha de produção, o produto pode ser feito e comercializado normalmente.



Têm que se discernir, o que é saudável, do que não é.



Leite é Saudável.

Soja é Saudável.

Sucos são saudáveis.



Agora, não se pode dizer o mesmo, de certos tipos de "refrescos", refrigerantes, bebidas alcoólicas, etc.

Todo alimento saudável, e com comprovação de seu benefício ao consumidor, têm que ser divulgado, e bem propagado, uma alimentação nutritiva é a base de uma população saudável e com menos problemas de saúde.

Deve ser tomar cuidado, pois existe um tendência de "onda protecionista" de segmentos políticos, para proteção do mercado de leite, mas com isto prejudicando outros produtos, que não são responsáveis pelos problemas de mercado da área láctea.



O grande problema hoje é cambial, aonde temos importação de leite em pó, mais barato, que o produto produzido nacionalmente, reprimindo o comércio externo, tendo excesso de produtos lácteos, havendo maior oferta do que procura, forçando os preços para baixo, prejudicando o segmento industrial e o segmento agropecuário, enfim toda a cadeia láctea.



Há 4 anos iniciamos desenvolvimento e produção de produtos a base de soja, em nada se prejudicou a produção e a comercialização de produtos lácteos, pelo contrário, desta época para cá, a produção de produtos lácteos aumentou em 50%. Não houve interferência negativa do lançamento de produtos à base de soja, em relação aos produtos lácteos já existentes ou novos lançados, a empresa e os produtores de leite, se fortaleceram, pois manteve - se e cumpriu - se todos os compromissos à fornecedores, principalmente os produtores rurais, os quais são respeitados e atendidos da melhor forma possível.



<b>Resposta do autor:</b>



Caro Leonardo,



Obrigado mais uma vez pela participação, que sempre tem engrandecido nosso trabalho e melhorado nosso conhecimento a respeito do mercado.



Suas colocações são pertinentes e, relendo novamente o artigo e a sua carta, acho que existem mais convergências do que divergências. Eu menciono que as empresas de laticínios são empresas produtoras de alimentos e, como tal, devem procurar utilizar da melhor forma possível seus ativos e suas competências. Também, digo que é possível ter a coexistência das duas linhas de produtos, desde que a comunicação seja clara. O que não se pode fazer é transformar (mesmo sem querer) um problema significativo, mas localizado, que é o da intolerância a lactose, como algo que afeta um número muito maior de pessoas.



Não se pode generalizar; sem dúvida há quem esteja trabalhando com o foco adequado, utilizando os produtos para um nicho de mercado que inclusive é crescente e perfeitamente legítimo. O que procurei alertar é que, na busca da rentabilidade, muitas empresas acabam lançando no mercado um produto que canibaliza seu carro-chefe (há empresas que, na comunicação com a empresa, menciona inclusive "leite de soja"), o que no mínimo é uma medida estratégica muito corajosa.



Por fim, em relação aos lácteos e saúde, há muitas pesquisas mostrando que há reais benefícios da alimentação com lácteos, desde que com teor moderado de gordura. Os efeitos vão desde redução do risco de alguns tipos de câncer, até regulação da pressão sanguinea, controle de diabetes e auxílio ao emagrecimento, conforme temos noticiado no MilkPoint.



Um abraço,



Marcelo

Douglas de Mendonça Thompson
DOUGLAS DE MENDONÇA THOMPSON

URUGUAIANA - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 30/04/2006

Que a luz ilumine aqueles que pensam no amanhã. Lamentavelmente, estamos praticando o suicídio do leite diariamente quando procuramos desprestigiá-lo criando alternativas que vão contra a naturalidade do produto.



Nem todos podem restringir o leite, a grande maioria pode e deve consumir este produto que tem participação garantida na dieta diária. Nossa família utiliza produtos pasteurizados, pois acreditamos neste processo. Considero seu artigo uma alerta importante para o seguimento. Leite é leite por ser leite.
Tania Maria Costa Borges
TANIA MARIA COSTA BORGES

OUTRO - RIO GRANDE DO NORTE - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 29/04/2006

Concordo com o autor, sou nutricionista e trabalho no Sindleite/RN. Porque não enfatizar o leite bovino como fonte de cálcio? Quem disse que não precisamos de colesterol? No caso de patologia, existe o leite desnatado. O equilíbrio dos nutrientes do leite bovino é reconhecido, basta verificar em algumas literaturas.



Quanto a "alimento saudável", existe cardápios saudáveis. Mas, estamos no país do modismo, onde educar e formar sairam de moda. É a informação superficial e inconseqüente que importa. Acredito que os laticínios tem ainda muito o que criar com o leite e seus derivados, que é seu foco principal!
Vicencio Lomba Lima
VICENCIO LOMBA LIMA

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO

EM 27/04/2006

Parabéns pelo artigo e também pelo excelente comentário do Reynaldo Farah.



Realmente é preocupante ver os laticínios interessados em um nicho de mercado que compete diretamente com o leite. "Saudável" seria se eles melhorassem suas relações com os produtores de leite e buscassem viabilizar essa soja, a preços competitivos, para que pudéssemos utilizá-la para a alimentação do gado.
Nelson Jesus Saboia Ribas
NELSON JESUS SABOIA RIBAS

GUARACI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/04/2006

Muito boa a análise, concordo 100% com a conclusão no último parágrafo. Nossos homens de marketing (Láctea Brasil) tem que priorizar ações para neutralizar o crescimento deste produtos com "leite" a base de soja.



Se a soja consegue mudar a opinião do consumidor dizendo mentiras sobre os lácteos deve haver uma estratégia para mostrar as verdadeiras qualidades do leite. Caso o leite seja prejudicial, como alguns desinformados dizem, então os laticínios que estão lançando produtos a base de soja estarão certos, afinal eles não são produtores de leite mesmo.
Reynaldo Farah Junior
REYNALDO FARAH JUNIOR

POUSO ALTO - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/04/2006

Prezado Marcelo,



Concordo que o fato de os laticínios lançarem bebidas a base soja parece uma estratégia perigosa. Como você bem disse no artigo, se a "nova" bebida é saudável, então por analogia a "antiga" não era?



O lançamento de um novo produto no mercado deve ser acompanhado por pesquisas minuciosas, que apontem com grande probabilidade de acerto a sua viabilidade. Produtos não devem ser lançados apenas para suprir uma necessidade de curto prazo da empresa. Principalmente, porque lançar um produto novo demanda investimento por período prolongado, o chamado ciclo de introdução, para somente após a empresa passar a colher os frutos do investimento feito. Portanto, médio e longo prazo.



Cuidado maior ainda deve ser tomado no caso específico tratado no artigo, pois podemos estar diante de uma questão de produtos substitutos, onde o maior volume de venda de um pode significar a redução do volume de venda do outro.



Na minha opinião, se um laticínio quiser lançar uma bebida a base de soja, deveria fazê-lo totalmente desvinculado das suas marcas originais, com estratégia mercadológica e de marketing independentes, e se possível, numa razão social específica para a nova bebida.



<b>Resposta do autor:</b>



Caro Reynaldo,



Obrigado pela mensagem, que complementa de forma bastante oportuna a abordagem do artigo.



Um abraço,



Marcelo Pereira de Carvalho
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