O objetivo do estudo foi avaliar os fatores relacionados com o retorno da ciclicidade pós-parto e a sobrevivência embrionária em vacas de leite lactantes. Vacas Holandesas (n=6396) de quatro rebanhos foram analisadas para determinar a relação entre ordem das lactações, escore de condição corporal (ECC) ao parto e a primeira IA, estação do ano em que o parto ocorreu e produção de leite no retorno à ciclicidade 65 dias pós-parto, e todas as variáveis descritas anteriormente, mais ciclicidade e método de IA na taxa de concepção e na sobrevivência embrionária após a primeira IA pós-parto.
As vacas foram pré-sincronizadas com duas injeções de prostaglandina aplicadas com 14 dias de intervalo e foram inseminadas entre 69 a 82 DPP, após a sincronização do estro (GnRH - 7dias - PGF - observação de cio) ou da ovulação (protocolo Ovsynch) com o protocolo iniciado 12 a 14 dias após a pre-sincronização.
Amostras de sangue foram coletadas duas vezes (aproximadamente 51 e 63 DPP) para determinar a ciclicidade das vacas pela dosagem de progesterona. As vacas foram consideradas ciclando quando a dosagem de progesterona foi maior ou igual a 1ng/ml em pelo menos uma das amostras.
O ECC foi avaliado na semana após o parto e no momento da primeira IA pós-parto, entre 69 a 82 DPP. A produção de leite de cada vaca foi avaliada nos primeiros 90 DPP. A gestação foi diagnosticada 30 ± 3 e 58 ± 3 dias após a IA.
Uma maior porcentagem de vacas multíparas já tinha retornado a ciclicidade aos 65 DPP (P<0,001). O retorno a ciclicidade foi influenciado (P<0,01) pelo ECC ao parto e a primeira IA, estação do ano e produção de leite. Mais vacas (P<0,001) que iniciaram a ciclicidade até os 65 DPP estavam gestantes 30 e 58 dias após a primeira IA, em comparação com as vacas que estavam em anestro, porém a condição de ciclicidade não afetou a sobrevivência embrionária.
A taxa de concepção foi afetada (P<0,01) pela ordem, ECC ao parto e a primeira IA, mudança no ECC e estação do ano em que o parto ocorreu, porém não foi afetada pela produção de leite e pelo tipo método de inseminação utilizado. Os fatores que reduziram a concepção aos 30 dias após a IA, também aumentaram a perda de gestação entre os dias 30 a 58 após a IA.
Aumentando o ECC ao parto e à primeira IA, e reduzindo a perda de ECC após o parto, encurtando o intervalo entre o parto e o retorno a ciclicidade, aumentam as chances da vaca ficar gestante mais cedo, devido ao aumento das chances de sobrevivência embrionária.
Fatores de risco para o reinício da ciclicidade aos 65 DPP em vacas leiteiras lactantes.

Fatores de risco para a concepção 30 dias após a primeira IA em vacas leiteiras lactantes.

Fatores de risco para a concepção 58 dias após a primeira IA em vacas leiteiras lactantes.

Fatores de risco para a perda de gestação entre 30 e 58 dias após a primeira IA em vacas leiteiras lactantes.
