Fatores de manejo associados à taxa de prenhez em novilhas receptoras de embriões em programas de transferência de embriões produzidos in vitro
Extensos programas de produção de embriões <i>in vitro</i> têm sido desenvolvidos no Brasil, mas com resultados ainda bastante variáveis, especialmente com relação à taxa de prenhez média observada nas receptoras de embriões. O objetivo deste estudo foi avaliar os fatores de manejo que afetam a taxa de prenhez das receptoras em grandes programas de transferência de embriões.
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Este tema será apresentado na reunião anual da Sociedade Internacional de Transferência de Embriões (IETS) que será realizada em janeiro de 2010 em Córdoba na Argentina.
Extensos programas de produção de embriões in vitro têm sido desenvolvidos no Brasil, mas com resultados ainda bastante variáveis, especialmente com relação à taxa de prenhez média observada nas receptoras de embriões. O objetivo deste estudo foi avaliar os fatores de manejo que afetam a taxa de prenhez das receptoras em grandes programas de transferência de embriões.
Foram avaliados resultados obtidos em 1.104 transferências de embriões produzidos in vitro, realizadas de novembro de 2008 à fevereiro de 2009 pela empresa Transgen Desenvolvimento e Produção Agropecuária Ltda, de Uberlândia, Minas Gerais. Foram utilizados embriões ½ sangue Holandês/Gir (n=139) e embriões ¾ Holandês/Gir (n=961), produzidos in vitro, provenientes de doadoras Girolando (1/2sangue) e Gir, com sêmen de touros da raça Holandesa. Foram utilizados apenas as mórulas, blastocistos iniciais, blastocistos e blastocistos expandidos de grau 1 (de acordo com a classificação proposta pela International Embryo Transfer Society) para transferência a fresco utilizando o método de inovulação transcervical. As receptoras eram novilhas ½ sangue Nelore/Simental, com idade entre 20 e 30 meses e peso entre 330 e 400 kg, mantidas à pasto (Tifton) com suplementação mineral à vontade.
As receptoras foram sincronizadas usando o seguinte protocolo: Dia 0 - introdução do dispositivo intravaginal com 1g de progesterona + 2 mg de Benzoato de Estradiol; Dia 5 - 150μg de D-cloprostenol + 400 UI de eCG; Dia 8 - remoção do dispositivo intravaginal; Dia 9 - 1 mg de Benzoato de Estradiol. No dia 17 a sincronização era determinada pela presença de corpo lúteo no ovário da receptora (determinada por ultrassonografia) e a inovulação era realizada por um veterinário treinado.
Os efeitos da raça do embrião, número de inovulações previamente realizadas em cada receptora (as novilhas que não ficaram gestantes foram usadas no programa seguinte), e a sequencia de inovulações (eram realizadas 20 inovulações por hora, e aproximadamente 100 por dia) na taxa de prenhez foram analisadas por regressão logística no programa SAS.
A raça dos embriões (56.9% para embriões ¾ Holandês/Gir e 62.6% para embriões ½ Holandês/Gir), o número de inovulações prévias em cada receptora (1a.: 56.5%, 2a.: 61.8%, 3a. 55.5%, >4a: 55.0%), e a sequência das inovulações no decorrer do dia de transferência (1a. h: 57.4%, 2a. h: 60.0%, 3a. h: 58.1%, >4a. h: 53.8%) não influenciaram a taxa de prenhez.
De acordo com estes resultados é possível concluir que em grandes programas de transferência de embriões, se forem utilizados embriões de excelente qualidade, receptoras férteis e sincronizadas, e as inovulações forem realizadas por um profissional treinado, um grande número de inovulações pode ser realizado por dia sem comprometer os resultados.
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MilkPoint
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ENGENHEIRO BELTRÃO - PARANÁ - ESTUDANTE
EM 23/10/2009
Abraços, sucesso a você.
UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 22/10/2009
O eCG foi aplicado no dia 5 com o objetivo de aumentar o número de ovulações.
Se o objetivo fosse apenas aumentar a taxa de ovulações seria mais prático ter aplicado o eCG e o ECP no dia 8. Mas quanto a aplicação da PGF, existem estudos quer monstram que a taxa de desenvolvimento final do folículo é maior quanta ela é aplicada antes.
Muito obrigada pela participação!
Ricarda.

ENGENHEIRO BELTRÃO - PARANÁ - ESTUDANTE
EM 20/10/2009