A condição reprodutiva das vacas do lote influencia a eficiência da detecção de cio?
Estudos indicam que a condição reprodutiva das vacas influencia a chance dela interagir com uma vaca em cio.
Publicado em: - 2 minutos de leitura
A vaca que está em cio, esteve em cio no dia anterior ou vai entrar em cio no dia seguinte tem 62% mais chance de montar numa vaca em cio do que as demais companheiras do rebanho que não estão nessas condições.
A vaca que está na primeira metade do ciclo estral (2 a 10 dias depois do cio) tem mais chance (25 vs. 5%) de montar numa vaca em cio do que a vaca que esta na segunda metade do ciclo estral (11 a 19 dias).
Vacas gestantes geralmente não se interessam em montar nas vacas em cio.
Estes resultados indicam que a eficiência da detecção de cio pode ser influenciada pelo número de vacas do lote que estão perto do cio, no cio, gestante, na primeira ou na segunda metade do ciclo estral. O número de vacas do lote que está nessas condições depende do tamanho do rebanho, do número de lotes do rebanho e de como são divididos os lotes do rebanho.
A implicação prática dessa informação é que se o número de lotes de vacas do rebanho, o rebanho ou a porcentagem de vacas sexualmente ativas é pequeno, a tarefa de detectar o cio das vacas se torna mais difícil e necessita de mais atenção, para não comprometer a eficiência reprodutiva do rebanho.
Algumas técnicas podem ajudar a melhorar a detecção de cio nessas situações: divisão dos lotes de acordo com a condição reprodutiva das vacas, utilização de rufiões (lembrando que a utilização de rufiões no rebanho leiteiro é sempre um pouco mais complicada, e não é viável em rebanhos confinados), sincronização de cio ou utilização de protocolos para inseminação artificial em tempo fixo.
A divisão dos lotes de acordo com a condição reprodutiva nem sempre é possível, principalmente em rebanhos pequenos, e na maioria das vezes é muito mais interessante agrupar as vacas por produção de leite, para facilitar e otimizar o manejo alimentar.
A utilização de rufiões com boa capacidade de interagir com as vacas em cio também facilita a observação de cio em rebanhos pequenos ou com baixa porcentagem de vacas sexualmente ativas.
A sincronização do cio é uma boa maneira de fazer com que a porcentagem de vacas sexualmente ativa aumente em determinados dias, facilitando a detecção de cio, e a utilização dos protocolos de inseminação artificial em tempo fixo garante que todas as vacas serão inseminadas no momento determinado.
Devemos lembrar que essas são ferramentas auxiliares que não dispensam o bom manejo da observação de cio como foi discutido no radar publicado no dia 18/10/2006 (Dez prioridades de um programa de observação de cio bem sucedido).
Material escrito por:
Ricarda Maria dos Santos
Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia. Médica veterinária formada pela FMVZ-UNESP de Botucatu em 1995, com doutorado em Medicina Veterinária pela FCAV-UNESP de Jaboticabal em 2005.
Acessar todos os materiaisJosé Luiz Moraes Vasconcelos
Médico Veterinário e professor da FMVZ/UNESP, campus de Botucatu
Acessar todos os materiaisDeixe sua opinião!

PASSOS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO
EM 28/11/2006