O Interleite Brasil 2025 começou em grande estilo, com casa cheia em Goiânia. Mais de 1.100 inscritos, além de apoiadores e parceiros, marcam presença no maior evento de conhecimento do setor lácteo do país.
A cerimônia de abertura reuniu importantes lideranças do agro. Participaram da mesa: José Mário Schreiner, Presidente do Sistema Faeg/Senar e do Conselho Deliberativo do Sebrae; Antônio Carlos de Sousa Lima Neto, Superintendente do Sebrae Goiás; Dirceu Borges, Superintendente do Senar Goiás; Geraldo Borges, Presidente da Abraleite; José Ricardo Caixeta Ramos, Presidente da AGRODEFESA; Patrícia Honorato de Carvalho, Superintendente de Produção Rural da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Luis Alberto Pereira, Presidente do Sistema OCB/Sescoop; Jubrair Gomes Caiado Junior, Superintendente do Sistema OCB/GO; Jair José Antônio Borges, Presidente do Sindileite Goiás; e Marcelo Pereira de Carvalho, CEO da MilkPoint Ventures. A condução ficou por conta da mestre de cerimônias Juliana Pertille.
Em sua fala, Marcelo Pereira de Carvalho destacou o propósito da MilkPoint Ventures e do evento em tornar o setor lácteo brasileiro mais bem-sucedido. “É para fazer do setor lácteo brasileiro o mais bem sucedido do mundo. Vocês vão falar que isso pode parecer uma insanidade, porque a gente é uma cadeia que é conhecida por ter dificuldades. E é verdade, ela tem dificuldades, mas ao mesmo tempo ela tem um potencial incrível. O potencial é enorme e eu não tenho dúvida que a gente vai chegar lá.”, pontuou.
Logo após a abertura, o evento deu início ao primeiro painel, “O contexto atual da produção de leite no Brasil e no mundo”, com oferecimento da Milhão Ingredients. O debate trouxe reflexões sobre os diferentes cenários que impactam a cadeia produtiva, tanto no Brasil quanto no exterior.
Participantes do painel 1 do Interleite Brasil 2025. Da esquerda para a direita: Jardel Neri, Zander Navarro, Marcelo Pereira de Carvalho, Paulo do Carmo Martins e Expedito Netto.
Abrindo as apresentações, Zander Navarro, da Embrapa, destacou os desafios estruturais do Brasil rural, apontando que o esvaziamento populacional do campo e as transformações sociais e ambientais exigem mudanças urgentes de postura. “O futuro do Brasil rural é marcado pelo esvaziamento demográfico, desafios sociais e ambientais, e pela necessidade urgente de mudança de comportamento e decisões baseadas em informação e tecnologia para sustentar a agropecuária.”
Na sequência, Expedito Netto, gestor Educampo, trouxe uma perspectiva prática sobre a realidade de produtores de leite com baixo volume diário. Segundo ele, “crescer é uma necessidade estratégica para manter a relevância no mercado, potencializar a geração de margem e aumentar a rentabilidade.”, reforçando que a escalabilidade é chave para garantir a sobrevivência no setor.
O debate então avançou para o campo da nutrição animal. Jardel Neri, médico veterinário e mestre em nutrição de ruminantes, apresentou novas perspectivas para a utilização do gérmen de milho desengordurado, destacando seu papel como alternativa eficiente para otimizar a produtividade.
“A nutrição animal é pilar fundamental para a otimização da produtividade. O germe de milho desengordurado é um ingrediente seguro e eficiente para a dieta do rebanho, além de fornecer um elevado teor de amido altamente digestível, contribuindo para melhor desempenho e resultados consistentes.”, destacou.
Encerrando as apresentações, Paulo do Carmo Martins, da Embrapa Gado de Leite, trouxe uma análise comparativa com o cenário internacional, mostrando que o movimento de redução no número de produtores é global, mas vem acompanhado de aumento de eficiência e concentração. “Os 25 países maiores produtores do mundo têm recuado no número de produtores, mas, apesar disso, há aumento de produtividade em sua grande maioria. Concentração, modernização e ganhos de escala marcam essa virada.”
Ao final do painel, todos os palestrantes participaram de um debate aberto com o público, aprofundando temas e respondendo perguntas sobre os desafios e oportunidades do setor. Durante a discussão, Paulo Martins reforçou que não é o tamanho do produtor que garante a permanência na atividade, mas sim a eficiência no uso dos recursos disponíveis na produção.
Esse foi apenas o começo. O dia segue com uma programação intensa de painéis e discussões que vão aprofundar os principais temas da cadeia do leite. Continue acompanhando nossas notas e atualizações para não perder nada do Interleite Brasil 2025.