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É necessário mais de um verão para resfriar as vacas adequadamente

Estudos mostram que resfriar as vacas por mais de um verão traz melhores resultados para o desempenho das vacas. Saiba mais sobre aqui.

Publicado por: Israel Flamenbaum

Publicado em: 19/11/2021 - Atualizado em: 27/10/2023 - 6 minutos de leitura

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O estresse causado pelo calor do verão tem sido considerado atualmente como uma das maiores causas de perdas no setor leiteiro mundial.

A Associação Italiana de Criadores (A.I.A.) adotou o índice da relação verão/inverno (V:I), uma ferramenta de avaliação do estresse térmico com base na relação entre o desempenho agrícola no verão (julho - setembro) e no inverno (janeiro - março). Figura 1

A relação V:I foi desenvolvida em Israel e adotada recentemente na Itália e em outros países como uma ferramenta para detectar falhas de desempenho no verão devido ao excesso de estresse calórico em fazendas leiteiras.

O índice da relação verão/inverno (V:I), representa uma síntese altamente eficaz do impacto negativo do estresse calórico nas vacas, pois reflete a lacuna no desempenho entre as diferentes estações, bem como avalia a capacidade individual da fazenda para lidar com o impacto negativo das condições de verão, usando meios de resfriamento de vacas. Quanto mais o valor da relação estiver abaixo de 1, mais o desempenho da vaca no verão foi afetado.

Neste estudo, a relação V:I foi calculada para o ano de 2020, em 2.400 fazendas leiteiras com vacas Holandesas, localizadas na região da Lombardia, norte da Itália. O cálculo foi baseado em dados oficiais de registro de desempenho, coletados por técnicos oficiais da AIA. As informações coletadas incluíram, por vaca, produção diária de gordura (4,0%) e proteína (3,3%), produção de leite corrigida (FPCM), gordura e proteína do leite (%), pontuação linear da contagem de células somáticas (CCS) e taxa de concepção (TC%), para todas as inseminações realizadas no verão e no inverno de 2020.

Em colaboração com a empresa Arienti, fabricante e instaladora de meios de resfriamento no setor de laticínios, foi executado no ano passado um programa de consultoria de apoio às fazendas, denominado programa "Element", avaliando o benefício decorrente da implantação de programa de resfriamento intensivo no desempenho das vacas, por meio de comparação dos resultados V:I no ano de 2020, em todas as fazendas da Lombardia, comparando com 99 fazendas, participação no programa Arienti "Elment". O programa Element consiste no fornecimento e instalação adequada de meios de resfriamento na fazenda e num serviço de consultoria contínua, prestado aos produtores pelos profissionais da empresa. As fazendas participantes deste programa, podem ser consideradas homogêneas no gerenciamento do resfriamento (equipamentos e protocolos de resfriamento).

O programa de resfriamento teve início em 2017 e, no verão de 2020, 36 das 99 fazendas estavam no segundo ano de implantação dos protocolos de resfriamento, enquanto as outras 61 estavam no primeiro. Os resultados obtidos nas fazendas do "programa de resfriamento" foram comparados no verão de 2020 aos de todas as fazendas da Lombardia.

Os dados de 2020 das 99 fazendas do "programa Element" foram divididos em dois grupos, aqueles que executaram o resfriamento no primeiro ano no verão de 2020 e aqueles que o fizeram por dois anos ou mais. A criação destes dois grupos e a ideia de os testar separadamente, surge do pressuposto de que se espera que o efeito do resfriamento seja melhorado, quando praticado há mais de um ano.

Essa suposição foi baseada na melhora esperada na condição corporal das vacas, na redução dos dias em lactação (DEL) médio do rebanho (decorrente da melhora na fertilidade das vacas), bem como na melhoria contínua na operação técnica do sistema de resfriamento. A relação V:I em 2020, para as fazendas da Lombardia e os dois grupos de fazendas do "programa Element", são apresentadas na tabela 1.

Figura 2

Como pode ser visto na tabela 1, vacas de fazendas resfriadas intensivamente têm relações V:I consideravelmente mais altas, em comparação com as de todas as fazendas da Lombardia.

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Todas as variáveis de desempenho testadas são significativamente diferentes, ao comparar fazendas resfriadas intensamente (tanto no primeiro como em vários anos de operação de resfriamento), para todas as fazendas da Lombardia, exceto para porcentagens de gordura e proteína. É necessário esclarecer que as fazendas da Lombardia também podem incluir fazendas que praticam o programa de resfriamento "Element".

Não menos importante e interessante é o fato de grande parte das variáveis de desempenho testadas apresentarem maiores razões V:I, nas fazendas que praticam resfriamento por dois verões consecutivos ou mais, em comparação com aquelas que iniciaram o resfriamento das vacas no verão de 2020. Para estudar esse ponto, caracterizamos as variáveis de desempenho mensal das vacas para 36 fazendas, onde o resfriamento em 2020 foi praticado por dois verões consecutivos (iniciou o resfriamento no verão de 2019). Os dados são apresentados na tabela 2.

Figura 3

Como pode ser visto claramente na tabela 2, há uma melhora significativa em todas as variáveis testadas, quando as vacas estão sendo resfriadas, e essa melhora continua, quando as vacas são resfriadas pelo segundo verão consecutivo.

As médias mensais da produção de leite e da taxa de concepção nesses três anos testados, para as vacas nas 36 fazendas do programa "Element", são apresentadas nas figuras (a) e (b). Esses dados descrevem como o desempenho das vacas evolui ao longo desse período de 3 anos.

Figura 4

Figura 5

A partir dos dados apresentados na figura (a), podemos perceber uma tendência clara de aumento contínuo na produção de leite por vaca.

A média de inverno da produção diária de leite por vaca aumentou de 35 Kg, no ano anterior à implementação do resfriamento intensivo, para 38 Kg e mais, quando o resfriamento intensivo foi fornecido às vacas por dois verões consecutivos.

Pode-se observar também que a queda da produção de leite no verão foi reduzida após o início do resfriamento, de 4-5 para 1-2 kg por dia, no verão antes do início do resfriamento e no segundo verão de praticar resfriamento intensivo, respectivamente.

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Como pode ser visto na figura (b), a taxa de concepção de verão caiu de 45% para 35%, no ano anterior ao início do resfriamento (uma queda de 10 unidades percentuais), em comparação com uma redução de 50% para 45% (uma queda de 5 unidades percentuais) no ano em que o resfriamento foi praticado por dois verões consecutivos, metade da queda no ano anterior ao início do resfriamento.

Como pode ser visto na tabela 2, e nas duas figuras acima, as melhorias obtidas após o primeiro verão de desempenho do resfriamento intensivo são menores que as do segundo verão (cerca de metade da melhoria na relação V:I), enquanto a melhoria completa na taxa de concepção é alcançada já no primeiro ano de resfriamento.

A melhoria contínua na produção de leite de verão ao longo dos dois anos testados pode ser atribuída ao fato de que o resfriamento intensivo das vacas no verão as ajuda a comer mais e, embora produzam mais, também são capazes de acumular mais reservas corporais no final da lactação e perder menos nos primeiros estágios da lactação, quando esses períodos ocorrem no verão, para que as vacas mantenham uma melhor condição corporal, influenciando positivamente tanto na produção de leite quanto na fertilidade em geral, e nos meses de verão, em particular.

A melhora na taxa de concepção após um ano realizando o resfriamento ajuda a reduzir o DEL médio do rebanho, fato que ajuda a atingir maiores médias de leite e melhor saúde do úbere.

Em conclusão, este artigo foi escrito, principalmente, com o objetivo de incentivar os produtores de leite a implementar e operar adequadamente o resfriamento intensivo em seus rebanhos.

Não menos importante é ensinar os produtores que já instalaram meios de resfriamento de vacas, mas ainda não alcançaram os resultados desejados e esperados, a serem "pacientes", pois o efeito benéfico da implementação de meios de resfriamento não pode ser julgado após apenas um verão de implementação e o desempenho da vaca continua melhorando nos anos posteriores.

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Leia também: 

  • Conforto e resfriamento: custo-benefício do investimento em fazendas leiteiras no Brasil
  • Resultados da implementação do sistema de resfriamento em vacas
 
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Material escrito por:

Israel Flamenbaum

Israel Flamenbaum

Especialista no estudo do estresse térmico em vacas leiteiras, professor na Hebrew University of Jerusalém, tem ministrado cursos e treinamentos sobre o assunto em diversos países.

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