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Fatores que afetam a taxa de concepção

POR JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

JOSÉ LUIZ M.VASCONCELOS E RICARDA MARIA DOS SANTOS

EM 05/05/2000

3 MIN DE LEITURA

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José Luiz Moraes Vasconcelos

A taxa de concepção em vacas leiteiras é menor que o desejado, influenciando a taxa de prenhez (detecção de estro multiplicada pela taxa de concepção), a eficiência reprodutiva, e a produção de leite por dia de intervalo entre partos.

O que afeta a taxa de concepção?

A herdabilidade e repetibilidade para características relacionadas à eficiência reprodutiva são reconhecidamente baixas, o mesmo ocorrendo nas correlações fenotípicas entre produção de leite aos 120 dias e eficiência reprodutiva no pós-parto. Devido às baixas herdabilidades das características reprodutivas, concluí-se que a seleção baseada na produção de leite aos 120 dias não interfere, significativamente, no mérito genético da eficiência reprodutiva, muito embora dados têm mostrado que o aumento histórico da produção de leite vem ocorrendo paralelamente à redução na taxa de concepção.

Nos EUA, por exemplo, a produção de leite por vaca tem aumentado de 2-3% anualmente, enquanto que a taxa de concepção em vacas decresceu de 60% em 1955 para aproximadamente 50% em 1975 e para 40% em 1995, sendo o decréscimo maior nas categorias de alta produção, enquanto que, em novilhas, a taxa de concepção tem sido mantida em torno de 65%.

Estes dados sugerem ausência de seleção genética negativa para fertilidade e ou em relação à qualidade do sêmen, visto que a taxa de concepção permaneceu alta em novilhas, o que não teria ocorrido caso houvesse seleção genética negativa ou qualidade decrescente do sêmen. O decréscimo da taxa de concepção nas vacas é, provavelmente, devido ao aumento de produção de leite por vaca, que ocorreu neste período. A maneira pela qual a produção de leite pode influir na taxa de concepção é questionado. Fatores associados à lactação incluem: balanço energético negativo; níveis elevados de uréia e amônia; estresse térmico além de deficiências de minerais e vitaminas.

Nutrição

No início da lactação, vacas de alta produção apresentam balanço energético negativo, e sua magnitude influencia o desenvolvimento folicular e o intervalo para a primeira ovulação. O anestro pós-parto pode reduzir a eficiência reprodutiva por atrasar o primeiro serviço, de forma que vacas que não apresentam estro nos primeiros 30 dias pós-parto, requerem mais serviços por concepção com maior risco de serem descartadas.

Ao se avaliar rebanhos com fertilidade acima e abaixo da média, verificou-se que fatores nutricionais foram responsáveis por 67% das diferenças entre os rebanhos. Dentre estes fatores, os mais freqüentes nos rebanhos de baixa fertilidade foram: maior concentração protéica e menor relação energia/proteína da dieta, menor número de lotes de alimentação, presença de fitoestrógenos na silagem ou no feno de alfafa e falhas de alimentação no período seco.

Altas concentrações de uréia circulante tem sido negativamente associadas à taxa de concepção em vacas leiteiras, sendo que, quando a concentração sérica de uréia é maior que 20 mg/dl, há decréscimo na taxa de concepção.

Dados da literatura mostram que, ao se comparar vacas que ovularam antes do 22º dia pós-parto com as que ovularam após o 42º dia pós-parto, verificou-se que as primeiras tiveram maior ingestão de matéria seca, maior produção de leite e menor perda de peso e também que vacas com menor ingestão de matéria seca eram mais propensas a entrar em anestro.

Estresse térmico

O desenvolvimento de hipertermia, durante o estresse térmico, e os ajustes fisiológicos para reduzir a hipertermia, resultam em decréscimo na função reprodutiva. O decréscimo da atividade física em vacas sob estresse térmico é responsável, em parte, pela maior incidência de falhas na detecção de estro no verão.

O estresse térmico não interfere somente com a detecção do estro, mas, também, apresenta efeito negativo na taxa de concepção. A taxa de concepção é aceitável entre um e 32ºC; porém, declina rapidamente após este ponto. O estresse térmico atua retardando o desenvolvimento do embrião ou causando sua morte nos primeiros sete dias.

fonte: MilkPoint

JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

Médico Veterinário e professor da FMVZ/UNESP, campus de Botucatu

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