Resolva esse caso clínico, se puder!
Pergunta-se: Onde as vacas estão se contaminando? O que pode ser feito para reduzir esse problema? Envie abaixo sua opinião. Todas as respostas serão publicadas aqui em 10 dias e a melhor solução apresentada será divulgada no Facebook do Velactis. Participe.
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Uma propriedade está apresentando uma ocorrência muito elevada de quadros de mastite clínica no início da lactação. Todo o manejo de ordenha foi revisado e não foram detectados problemas em nenhum dos procedimentos, incluindo a limpeza e manutenção do equipamento. O ambiente das vacas também está adequado do ponto de vista sanitário.
Pergunta-se: Onde as vacas estão se contaminando? O que pode ser feito para reduzir esse problema?
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PETROLINA - PERNAMBUCO - ESTUDANTE
EM 24/03/2016

SÃO JOÃO DEL REI - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 24/03/2016
PIRACICABA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO
EM 11/02/2016
Várias das respostas recebidas indicaram parcialmente a causa e o que acreditamos ser o mais adequado para solucionar o problema:
Causa: contaminação na secagem ou no período seco.
Soluções: uso da terapia da vaca seca compreendendo antibiótico em todos os tetos na secagem, selante e o uso do único facilitador de secagem - Velactis.
Escolhemos como resposta mais completa, a resposta de Camila Lage, que reproduzimos a seguir:
As vacas podem estar se contaminando no momento da secagem ou durante o período seco. Os antibióticos de vaca seca têm, na maioria das vezes, maior ação contra microrganismos contagiosos, que são os microrganismos adquiridos durante a lactação. O manejo incorreto durante a secagem e na aplicação do medicamento de vaca seca pode favorecer a entrada e colonização da glândula mamária por microrganismos ambientais gram-negativo. Além disso, cerca de 40% dos animais que são secos produzindo mais de 20 kg de leite não têm a formação do tampão de queratina até a sexta semana pós-secagem, o que favorece a entrada de microrganismos durante essa fase crítica. No momento de interrupção da ordenha para a secagem, a produção de leite ainda continua até o estímulo de involução da glândula. Em animais de alta produção, a alta pressão do leite na glândula nessa fase, favorece a abertura do esfíncter e consequentemente maior chance de entrada de microrganismos. Essa fase é crítica uma vez que a fisiologia da glândula mamária favorece a involução da glândula frente à proteção da mesma. As células de defesa como os neutrófilos, estão fagocitando os componentes do leite para essa involução, reduzindo a capacidade de defesa. Além disso, a não retirada do leite reduz a retirada das bactérias de dentro da glândula e a interrupção de pré e pós dipping aumenta a contaminação dos tetos. Para reduzir esse problema, a secagem dos animais deve ser feita abruptamente, porém, quando os animais ainda estiverem produzindo muito leite mudanças no manejo devem ser realizadas para reduzir a produção. Pode-se reduzir o aporte nutricional do animal ou aplicar medicamentos que auxiliem na redução da produção de leite. A aplicação de antibiótico de vaca seca deve ser feita da forma mais higiênica possível e a associação com um selante interno de tetos pode ser uma alternativa. Os animais devem ser mantidos em locais limpos e secos, e monitorados até uma semana após a secagem pelo menos. Se os animais apresentarem inchaço, vermelhidão ou qualquer outro sinal de inflamação deve ser examiná-lo e se diagnosticada a mastite, o animal deve voltar a ser ordenhado no quarto afetado e tratado como protocolo de animal em lactação.
Fazemos uma única ressalva no final da solução apresentada, pois achamos melhor não entrar com protocolo de animal em lactação. Recomendamos o uso do antibiótico para vaca seca ou terapia combinada intramamário + injetável.

CERRO LARGO - RIO GRANDE DO SUL - ESTUDANTE
EM 04/02/2016
PENÁPOLIS - SÃO PAULO - ESTUDANTE
EM 04/02/2016
Eu imagino que este animal está sofrendo uma secagem mal feita, talvez muito longa ou com antibiótico errado quanto ao período de duração e/ou espectro de ação.
Também devemos levar em consideração o escore corporal deste animal onde o ideal é 3/ 3 e pouquinho, se este animal estiver acima disto as chances de retenção de placenta e cetose são maiores oque contribui para maior queda da imunidade oque contribui para a proliferação de bacterias oportunistas presentes na pele.
Para reduzir este problema devemos traçar um perfil das bactérias que estão causando esta mastite, fazer um antibiograma e tratar as vacas doentes. Atentar para o escore do animal no momento do parto para que este entre no pós parto com boa imunidade (existem vários trabalhos sobre isso) e para o padrão de secagem que se preconiza de 60 dias com antibiótico e selante.

NAZARENO - MINAS GERAIS - ESTUDANTE
EM 03/02/2016

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 03/02/2016

SANTA CATARINA - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 02/02/2016

MINAS GERAIS - ESTUDANTE
EM 30/01/2016
E ao ordenha vao passando umas pra as outras.
Assim contaminando o rebanho inteiro.

GOIANÉSIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 30/01/2016
Foi realizado protocolo de secagem?
Como é o ambiente do pré parto?
As vacas tiveram histórico de mastite na lactação anterior?
Com ou sem bezerro ao pé?
Qual o percentual de vacas com peito perdido?
As vacas com mastite são as últimas a serem ordenhada?
Quando o operador lida com a vaca doente o mesmo faz a higienização das mãos?
Com que frequência é realizado o CMT?
Já foi feito LQL individual dos animais?
Foi identificada a bactéria?
BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
EM 30/01/2016
Daniel e José Antônio - Estagiários do UEPE/PDPL-RV (Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira). Graduandos em Medicina Veterinária e Agronomia (Respectivamente) na UFV (Universidade Federal de Viçoca).
SALINAS - MINAS GERAIS - ESTUDANTE
EM 30/01/2016

MONTE APRAZÍVEL - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 30/01/2016
Levando em consideração as informações obtidas temos que avaliar como está sendo realizado o pré e pós parto destes animais, sendo que a maioria dos processos infecciosos ocorrem neste processo de transição, onde temos um animal com baixo estímulo imunológico e propício a doenças infecciosas. Neste período temos animais com grande déficit energético, com baixo consumo alimentar e muitas vezes com grande perda de escore corporal ficando assim susceptível a quadros de mastite, que vem ocorrer claramente em maior número nestes animais com DEL inferior a 30 dias. Separação destes animais pós parto imediato, controle sanitário no ambiente que for deslocado estes animais e ajuste correto de suplementação, promovendo estímulos de imunidade e buscando minimizar ao máximo o desequilíbrio energético dos mesmos.
QUIRINÓPOLIS - GOIÁS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 30/01/2016
BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - ESTUDANTE
EM 29/01/2016
EM 29/01/2016

GARANHUNS - PERNAMBUCO - ESTUDANTE
EM 29/01/2016
Wasim Al Shebli.

MINAS GERAIS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 29/01/2016
O problema não está no início da lactaçao mais sim no fim.

SANTA CRUZ DE LA SIERRA - SANTA CRUZ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 28/01/2016

IBERTIOGA - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 28/01/2016