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Vazamento de leite e possíveis causas

POR CEVA SAÚDE ANIMAL

CEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMAL

EM 14/05/2018

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No momento da secagem, o volume de leite e a pressão no úbere aumentam muito devido ao acúmulo de leite e pode ocasionar vazamento, facilitando a penetração de bactérias no canal do teto nos primeiros dias até a involução total do úbere. O vazamento de leite caracteriza-se pelo extravasamento do leite de um ou mais tetos na ausência de ordenha.

Veja as situações em que podemos considerar o vazamento de leite:

1. Se observarmos fluxos de leite provenientes de um ou mais tetos,

2. Se observarmos uma gota de leite no final do teto,

3. Se observarmos indiretamente leite no chão sob os úberes.

Causas do vazamento de leite

Inúmeros fatores de risco foram identificados como causas de vazamento de leite. Apesar de muitos desses fatores estarem relacionados entre si, podemos classificá-los em dois grupos: fatores relacionados à vaca e fatores relacionados à gestão.

Fatores relacionados à vaca

1. Produção de leite e alta pressão do úbere:

No momento da secagem, a glândula mamária ainda está produzindo leite e pode resultar em um aumento da pressão intramamária. Quando essa pressão excede a resistência do mecanismo de fechamento do canal do teto, o vazamento de leite pode ocorrer. O vazamento é mais frequente nos quartos traseiros do que nos dianteiros, como descrito em várias publicações. Isso pode ser explicado não apenas porque os quartos traseiros produzem mais leite do que os dianteiros, mas também porque as patas traseiras aplicam maior pressão no úbere.

2. Mecanismo de fechamento do esfíncter:

O tampão de queratina formado no esfíncter, exerce uma proteção física ao teto e auxilia no não vazamento de leite. É provável que vacas com alta produção de leite podem atrasar a formação do tampão de queratina ou mesmo não o formar. Em relação à anatomia do teto, alguns experimentos mostraram que canais de tetos largos e curtos estão mais susceptíveis ao vazamento de leite. Além da anatomia do canal do teto, animais com menor comprimento de teto – comum em programas de acasalamento em rebanhos que utilizam robôs na ordenha por exemplo – tendem a ter maiores problemas de vazamento de leite pós-secagem.

3. Altas taxas de fluxo de leite:

Comumente, a velocidade de ordenha (taxa de fluxo) é negativamente associada à tensão do esfíncter. O canal do teto torna-se mais aberto e leva mais tempo para fechar após a última ordenha. Além disso, a velocidade de ordenha e vazamento são geneticamente relacionados. Assim, genes que têm um impacto positivo para velocidade de ordenha têm um impacto negativo no vazamento de leite.

4. Número de lactações:

A incidência de vazamento de leite aumenta com a idade das vacas. Vacas mais velhas têm maior risco de ter problemas no esfíncter, pois foram mais expostas aos possíveis danos da ordenhadeira.

Fatores relacionados à gestão

1. Integridade e dano do esfíncter:

O vazamento de leite pode ocorrer quando o mecanismo de fechamento do canal do teto é comprometido, ou seja, qualquer lesão no canal ou no esfíncter pode comprometer. Vacas com protrusões do canal do teto podem ter menos tônus muscular esfincteriano e, como consequência, aumentar o risco de vazamento de leite.

Fatores que podem danificar o esfíncter estão listados abaixo:

I. Ordenhadeira

O nível excessivo de vácuo pode causar uma alta incidência de anormalidades do orifício do teto, como hiperqueratose ou rachaduras radiais ("anéis" ou calosidades). Isso causa danos e saliências no teto e o fechamento do esfíncter fica comprometido.

II. Rotina de ordenha

Uma rotina de ordenha correta é fundamental para manter a extremidade do teto em boas condições. O encaixe da teteira depois de uma estimulação correta é crítico para a descida do leite e para a saúde do teto. Do mesmo modo, a sobre-ordenha deve ser evitada.

2. Tipo de sistema de ordenha

Está provado que as vacas ordenhadas por sistema de ordenha automático tiveram maior incidência de vazamento de leite. Têm sido associados estímulos visuais e auditivos contínuos baseados nesse sistema, que estimulam a liberação de ocitocina e, portanto, a secreção de leite levando ao vazamento de leite.

A incidência de vazamento de leite ao usar robôs também pode, em certa medida, ser explicada por problemas relacionados aos distúrbios na ordenha ou intervalos de ordenha excessivamente longos, indicando problemas de gestão. Este fato é mais importante em vacas primíparas. Elas são frequentemente classificadas como de menor produção e em virtude disso precisam esperar mais para ter acesso a unidade de ordenha.

3. Baixos níveis de cálcio

O cálcio é necessário para manter o tônus muscular do esfíncter. Níveis baixos de cálcio no sangue podem levar a problemas no mecanismo de fechamento e, portanto, a presença de vazamento de leite. Quando vários quartos de uma vaca está com vazamento por vários dias após a secagem, devemos prestar atenção ao nível sanguíneo de cálcio da vaca. O nível de cálcio deve ser> 8 mg / dl e fósforo> 3 mg / dl.

4. Procedimento de secagem

No início do período seco, é muito comum a antibioterapia de vacas secas e, durante o procedimento, é feito uma massagem no teto. Contudo, se a pressão aplicada no teto for alta, pode destruir a quantidade de queratina responsável pelo fechamento do canal.

5. Manejo das vacas no período de secagem

As vacas, no período da secagem, devem ser mantidas longe da sala de ordenha para que não sintam os estímulos da ordenha. Vacas perto da sala de ordenha, que são capazes de ouvir o som da ordenhadeira, são mais propensas ao vazamento de leite.

Conclusão

O vazamento de leite é um importante fator de risco para novas infecções intramamárias no momento da secagem. Como vimos, existem muitos fatores que podem influenciar a incidência de vazamento de leite. Um dos mais importantes é a quantidade de leite no úbere no momento da secagem. Velactis® foi introduzido no mercado como facilitador de secagem e reduz a produção de leite e, como consequência, reduz a incidência de vazamento de leite em 81%. Esta redução no vazamento de leite tem sido consistentemente vista em todos os experimentos realizados com o produto.

 

Texto adaptado da Dra. Ana I. de Prado Taranilla, gerente técnica global da Ceva Saúde Animal.

CEVA SAÚDE ANIMAL

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