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Os desafios da tripanosomose bovina

POR BEATRIZ ORTOLANI

CEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMAL

EM 25/06/2018

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Silenciosa, doença pode levar os animais a óbito em um curto período

A pecuária brasileira continua em crescente avanço. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de leite no Brasil atingiu 35 bilhões de litros em 2015, volume bem acima dos 24 bilhões de dez anos atrás. Em um cenário promissor, o ramo ainda enfrenta grandes desafios relacionados ao combate à tripanosomose bovina.

A doença é causada por um hemoprotozoário que ataca a corrente sanguínea do animal e rouba os seus nutrientes, debilitando o sistema imunológico do corpo e causando quedas na produção de leite e carne. “É essencial que a tripanosomose seja identificada rapidamente pois o tratamento tardio pode causar sequelas em órgãos nobres como o fígado e o coração ou outras lesões que podem comprometer o desempenho deste animal para o resto da vida”, conta o Médico-veterinário e Gerente Técnico de Pecuária de Leite da Ceva Saúde Animal, Alex Souza.

Os sintomas são difusos e facilmente confundidos com outras enfermidades. O bovino pode apresentar falta de apetite, anemia, perda de peso, febre, hemorragias generalizadas, problemas reprodutivos, abortos, insuficiência cardíaca e renal, alterações neurológicas, opacidade de córnea, lacrimejamento excessivo e conjuntivite. A tripanosomose é uma doença silenciosa e pode levar o animal a óbito em um curto período.

Os criadores devem atentar-se a algumas medidas de biosegurança como: evitar o uso compartilhado de fômites que levem o sangue de um animal para outro e controlar moscas e carrapatos no campo, para a contenção da doença. Os bovinos recém adquiridos devem ser examinados e mantidos isolados por algum tempo, e em caso positivo de tripanosomose devem ser tratados antes da introdução no rebanho.

“A tripanosomose tem cura, mas o tratamento precisa ser massivo, pois alguns animais podem manter o parasita no corpo por longos períodos sem apresentar sinais clínicos evidentes e reinfectar outros animais futuramente. Por essa razão é importante cumprir o protocolo de tratamento e prevenção da doença de forma assertiva”, explica o Prof. Dr. da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Fabiano Antonio Cadioli.

A fase mais fácil de diagnosticar a doença é aquela onde há muitos parasitas circulantes pelo sangue do animal, durando em média 21 dias. Após esse período, o hemoprotozoário é cada vez mais difícil de ser encontrado, pois se evade para vasos profundos no cérebro, coração, rins e fígado.

A tripanosomose possui sinais clínicos similares aos de outras doenças, como a Tristeza Parasitária Bovina, por isso o diagnóstico diferencial é um desafio enfrentado diariamente no campo. O desconhecimento sobre os sintomas e os avanços da enfermidade no país é um dos principais fatores que dificultam a rápida identificação da presença do tripanosoma no rebanho.

A identificação da tripanosomose é feita através de exames como Teste Woo, RIFI e Elisa. Os resultados devem ser analisados em conjunto com informações sobre o histórico do animal e da propriedade. “Um único animal positivo serve como indicativo da presença do tripanosoma na fazenda. Nesse caso, o tratamento do rebanho precisa ser iniciado o mais rápido possível”, afirma Souza.

O tratamento dos animais afetados pela enfermidade é feito com o isometamidium (Vivedium), um tripanocida específico de longa ação que pode ser utilizado tanto na cura quanto na prevenção da tripanosomose.

 

Para saber mais, entre em contato pelo box abaixo:

BEATRIZ ORTOLANI

A Ceva vai revolucionar o manejo de secagem no mundo

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MARILIA GABRIELA CRUZ

TEIXEIRA SOARES - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/06/2018

Qualquer veterinário pode fazer esse exame? E como funciona?
BEATRIZ ORTOLANI

RIO DAS PEDRAS - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 29/06/2018

Olá, Marília Gabriela.

Obrigada por entrar em contato.

Qualquer pessoa pode solicitar o exame.

Para o procedimento, é necessário coletar sangue total de pelo menos 12 animais por rebanho em tubo sem anticoagulante e deixar dessorar em caixa de gelo reciclável. Congelar somente o soro e enviar ao laboratório em caixa de isopor com gelo reciclável. Pode colocar jornal por cima antes de lacrar a caixa, para ajudar a manter a temperatura.

Nossa equipe local irá entrar em contato para lhe passar todas as orientações e auxiliar no envio da amostra, assim como interpretação do exame.

Abraço

Bia Ortolani - gerente de produto linha leite - Ceva Saúde Animal