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Doenças que acometem o úbere e o impacto na produção de leite

POR CEVA SAÚDE ANIMAL

CEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMAL

EM 19/03/2018

3 MIN DE LEITURA

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Manejo sanitário adequado e a rápida identificação de enfermidades evitam prejuízos financeiros e estimulam a produção leiteira

 

A crescente demanda do mercado leiteiro mantém o segmento entre um dos mais promissores do agronegócio. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que o Brasil deve produzir cerca de 23,98 milhões de toneladas de leite em 2018.

Para atender a crescente demanda do mercado, a manutenção da saúde do úbere continua sendo um dos maiores desafios dos produtores. Investimentos no manejo e nutrição adequados, melhoramento genético e na sanidade contribuem na prevenção de doenças, no bem-estar animal e auxiliam na maximização da produtividade.

Entre as doenças que mais causam prejuízos para produção leiteira está a mastite.
A enfermidade traz uma série de impactos econômicos associados aos gastos com tratamento, a queda na qualidade do leite, ao aumento do descarte, e aos efeitos da enfermidade que pode levar a perda dos quartos mamários e afetar para sempre os rendimentos produtivos do animal.

“Os prejuízos causados pela mastite são inúmeros, pois a doença se caracteriza pela fácil transmissão entre o rebanho, e está diretamente associada ao manejo sanitário inadequado. Além disso, a manifestação subclínica da doença, onde os sintomas inflamatórios são ausentes, contribui para a demora na identificação da enfermidade e por consequência afeta o prognostico do animal”, explica o Gerente Técnico de Pecuária de Leite da Ceva Saúde Animal, Alex Souza.

Além dos riscos associados a mastite, existe uma série de doenças com potencial para afetar drasticamente a saúde do úbere. Entre elas, está a Herpes Mamilite, que é caracterizada pela formação de ulcerações e erupções vesiculares. A enfermidade é causada pelo vírus BHV2 e característica de regiões com tempo úmido. Os animais acometidos pela doença precisam de tratamento específico e trarão impactos diretos na produção, pois o leite terá de ser descartado e o processo de ordenha poderá estimular o rompimento dos edemas.

A Estefanofilariose, é outra enfermidade que pode trazer sérios prejuízos para a saúde do úbere. A doença é transmitida através de moscas contaminadas pelo Stephanofilaria SP e causa lesões na glândula mamária. Os animais infectados apresentam edema pruriginoso, sensibilidade na região e queda na produção de leite. As feridas causadas pela doença também podem servir de entrada para infecções secundárias. O tratamento conta a Estefanofilariose dura em média 30 dias e envolve o uso de medicamentos com períodos de carência.

Outra doença que preocupa os produtores é a pseudovaríola. “Essa doença tem como agente o vírus Paravaccínia, e causa lesões cutâneas nos tetos dos animais. Caracteristicamente os rebanhos são infectados após a inserção de um animal contaminado. A disseminação da doença ocorre através da ordenha e ela pode ser transmitida também aos humanos”, explica Souza.

A Papilomatose, é outra enfermidade que pode trazer prejuízos para o produtor. Causada pelo papilomavírus bovino, a doença é caracterizada pelo surgimento de lesões na pele. “Quando chega ao úbere ou aos tetos, a papilomatose estimula o surgimento de infecções secundárias como a mastite”, conta Souza.

O manejo inadequado também afeta a saúde dos animais. A superlotação dos estábulos, por exemplo, gera danos para a saúde do úbere. “A aglomeração dos animais em um espaço pequeno causa estresse, e isso pode fazer com que os bovinos se pisoteiem ou se machuquem ao encostar em cercas e arames ao buscar por espaço”, explica Souza.

O momento da ordenha também precisa ser realizado de maneira adequada. O uso de ordenhadeiras mal reguladas e a falta de cuidados sanitários estimulam o surgimento de lesões nos tetos e podem facilitar a entrada de agentes infecciosos na linha de produção.

 “É imprescindível que todos os equipamentos estejam funcionando corretamente e que a higienização dos tetos seja feita de forma individual. Sem seguir esses passos, a ordenha pode provocar o aparecimento de doenças e estimular a contaminação do leite, o que trará prejuízos financeiros graves para o produtor”, finaliza Souza.

Para saber mais entre em contato pelo box abaixo:

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