Suas vacas têm tempo para pastar?

Ajustar a rotina das vacas à sua preferência natural dos animais por pastejo pode otimizar a ingestão de forragem e aumentar a produção de leite. Entenda como!

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Na rotina diária de uma vaca existem diversas atividades que demandam tempo e competem com a atividade de pastejo. A condução, as ordenhas e a suplementação no cocho são alguns exemplos. Esta lógica constitui o fundamento de que o baixo desempenho da produção de leite em sistemas a base de pasto seja, essencialmente, um problema de limitação de tempo. O conceito do tempo como fator limitante à otimização da ingestão em pastejo foi apresentado por de Faccio Carvalho et al. (2017) e explicado em artigo recente publicado neste mesmo portal. Vacas precisam de tempo para colher o pasto de que necessitam, o que significa que qualquer outra atividade existente pode afetar negativamente o tempo em pastejo. 

Portanto, conhecer o comportamento ingestivo dos bovinos não somente é essencial para manejá-los, mas também nos revela o desafio da produção de leite a base de pasto, qual seja: como melhor distribuir as diferentes atividades a que submetemos as vacas, e como adequar a rotina humana à rotina natural delas e extrair, assim, o máximo potencial deste sistema de produção?

Neste artigo, propomos a análise das rotinas dos animais no dia-a-dia da pecuária leiteria a base de pasto, associando resultados de pesquisa em ecologia do pastejo e a aplicação deste conhecimento na prática para fornecer subsídios aos produtores que buscam alta produtividade e baixo custo baseados em alto consumo de pasto.

 

Quanto tempo as vacas podem pastar?

Diversos trabalhos mediram quanto tempo é despendido em pastejo por bovinos em diferentes situações. Em animais com pouco ou nenhum suplemento, esse tempo comumente é concentrado em dois principais momentos: no entardecer e no amanhecer, por cerca de 3 a 4 horas em cada. Frequentemente, soma-se ainda pelo menos 1 hora de pastejo em horários diversos. Dessa forma, o tempo efetivamente despendido em pastejo diário (diferente de “estar no piquete ou com acesso ao pasto”) totaliza cerca de 8 horas. Isso representa um terço do dia, o restante dividido entre ruminação e outras atividades. Na Figura 1, apresentamos um exemplo da distribuição do comportamento ingestivo de vacas leiteiras não suplementadas pastejando Festuca, entre os meses de outubro e novembro, no Uruguai (Menegazzi et al. 2021).

 

Figura 1. Representação esquemática do comportamento ingestivo de vacas leiteiras não suplementadas (avaliação na primavera, Uruguai, de Menegazzi et al., 2021).

 Representação esquemática do comportamento ingestivo de vacas leiteiras não suplementadas

Ilustração: Leandro Ebert e Gabriel Menegazzi.

 

Portanto, dada a limitações diária de tempo para pastejo, somente proporcionando acesso ao pasto segundo o comportamento natural dos bovinos, em conjunto com estruturas de pasto que promovam maior velocidade de ingestão, é que se permite maximizar o consumo diário de pasto. 

 

De quanto tempo as vacas dispõem para pastar?

Para ilustrar a discrepância entre quanto tempo as vacas poderiam dedicar ao pastejo e de quanto tempo elas dispõem para o pastejo, considerando o seu comportamento natural, elaboramos a figura abaixo, representando uma rotina a que rebanhos leiteiros comumente são submetidos em sistemas a pasto tradicionais:

 

Figura 2. Rotina diária tradicional de vacas leiteiras em sistema de produção à base de pasto com duas ordenhas.

Rotina diária tradicional de vacas leiteiras em sistema de produção à base de pasto com duas ordenhas.

Ilustração: Letícia Gasques – Aliança SIPA

 

Os animais têm padrões de comportamento alimentar que se guiam pelo fotoperíodo (ciclo do sol), e não pela hora do relógio. Então, vale ressaltar que o momento preferencial de pastejo acompanha, naturalmente, a variação no horário do nascer e pôr do sol ao longo das estações do ano.

Na rotina tradicional ilustrada na Figura 2, as ordenhas são realizadas em horários que conflitam com os dois momentos preferenciais para o pastejo: o entardecer e o amanhecer. Neste sistema, as vacas são conduzidas ao pasto somente após a ordenha e a alimentação no cocho (o que pode levar de 1 a mais de 2 horas), ou seja, em momentos de alta insolação e temperaturas elevadas pela manhã (em épocas ou regiões quentes) ou durante a noite. Neste manejo, restariam somente 2 a 4 h de pastejo dentro dos horários preferenciais, enquanto as vacas necessitariam de mais que o dobro deste tempo (cerca de 8 horas de pastejo, conforme a Figura 1).

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Essas informações dão noção da restrição de tempo de pastejo a que as vacas são submetidas no modelo tradicional acima representado. Essa falta de tempo explica, parcialmente, o baixo consumo individual de pasto nos sistemas de produção de leite baseados em pastagens, o que acaba gerando o paradigma de que só é possível produzir mais e atingir níveis razoáveis de produtividade com altos níveis de suplementação.  

A pouca participação do pasto na dieta e a inversão da pirâmide alimentar, tornando base nutricional o que deveria ser suplementação, tem gerado “sistemas a base de cocho com vacas soltas no pasto”, ao invés de “a base de pasto com suplementação” (Ebert, 2023). Um sistema de baixa eficiência produtiva e alto custo de produção, que contribui para a evasão de produtores da atividade leiteira.

 

O período do dia faz diferença no pastejo?

A falta ou acesso limitado ao pasto no entardecer, além de limitar o tempo diário de pastejo, também restringe acesso ao pasto em seu momento mais nutritivo. Isso porque, com o passar do dia, a planta acumula carboidratos a partir da fotossíntese, chegando ao pico da concentração antes do pôr do sol. Portanto, além de elevar o consumo de pasto ao permitir acesso nesse período, o pasto consumido no entardecer resultará em maior ingestão de nutrientes para um mesmo volume de pasto. Diversos estudos demonstram a diferença na concentração de carboidratos solúveis ao longo do dia, conforme ilustrado na Figura 3: 

 

Figura 3. Representação esquemática da variação diurna no teor de carboidratos solúveis em água no pasto (Abrahamse et al. 2009, Cajarville et al. 2015, organizado por Menegazzi et. al, 2021).

Representação esquemática da variação diurna no teor de carboidratos solúveis em água no pasto

Ilustração: Leandro Ebert.

 

Essa diferença nutricional pode impactar significativamente os resultados produtivos. Como exemplo, Pozzo et. al. (2023) compararam o efeito do pastejo realizado após a ordenha da manhã, das 7h ao meio-dia, com o pastejo feito no entardecer, das 16 às 21h. As vacas eram ordenhadas duas vezes ao dia: às 6 e às 15h e recebiam uma ração mista quando não estavam no pasto. O consumo de carboidratos solúveis foi 20% maior quando os animais pastejaram no período da tarde e, com isso, a excreção de nitrogênio na urina foi menor. Essa mudança alterou o consumo de pasto, que foi maior quando as vacas tiveram acesso à pastagem no período do entardecer do que pela manhã. Por consequência, quando o pastejo foi feito à tarde, as vacas consumiram menos silagem e ração, produzindo a mesma quantidade de leite, na faixa de 21-22 L/vaca/dia.

Um recente estudo com vacas leiteiras exclusivamente a pasto demonstrou que, apenas mudar o horário de troca de faixa ou piquete, ofertando pasto fresco à tarde para os animais, melhora o consumo de carboidratos solúveis, aumenta a motivação para pastar e, consequentemente, eleva a produção de leite (Ternman et al., 2025). Eles compararam o acesso ao pasto fresco (novo piquete) somente pela manhã, somente à tarde e nos dois períodos, avaliando o impacto dessas estratégias sobre a ingestão de forragem, comportamento ingestivo e produção de leite. Os resultados indicaram que vacas que receberam piquete novo à tarde tiveram maior consumo de carboidratos solúveis, o que resultou em aumento significativo na produção de leite. Outro ponto importante observado foi que o tempo de pastejo foi maior, e o tempo de ruminação menor, nas vacas que receberam novo piquete à tarde. Os autores destacaram que a simples alteração no manejo para ofertar pasto fresco à tarde pode ser uma estratégia viável para otimizar a eficiência produtiva de vacas leiteiras em sistemas a pasto. 

Com base nisso, observamos que o período mais negligenciado de pastejo nos sistemas de produção de leite a pasto, o entardecer, além de ser importante para aumentar o tempo de pastejo, é o que mais impacta nos resultados da atividade, devendo ser tratado como o período prioritário de pastejo.

 

Como disponibilizar mais tempo para pastejo?

O grande desafio, então, passa a ser como adequar a rotina de ordenhas, alimentação no cocho, condução e outras atividades, com o comportamento natural de pastejo pelas vacas. Nesse sentido, sugerimos que sejam feitos ajustes de acordo com a realidade de cada propriedade. Para sintetizar e resumir o comportamento ingestivo dos bovinos, bem como auxiliar a visualizar ajustes na rotina diária, apresentamos a Figura 4:

 

Figura 4. Comportamento natural de pastejo dos bovinos de acordo com o ciclo solar.

Comportamento natural de pastejo dos bovinos de acordo com o ciclo solar.

 

Perceba que priorizar o tempo de pastejo nos horários preferenciais não é possível caso sejam mantidos os horários tradicionais de ordenha. Mas mudar esses horários é um tópico sensível, em alguns casos por impossibilidade real de modificar a rotina, mas sobretudo, pela cultura e consenso estabelecido de que as ordenhas devam ser feitas ao nascer e pôr do sol. Há situações em que os produtores conseguem modificar totalmente a rotina de ordenha, adaptando-a ao comportamento natural dos animais, e aqueles que somente conseguem alterações parciais. Neste caso, podem ser feitos ajustes que podem aumentar o tempo em pastejo, como por exemplo: 

  • Alterar os momentos de suplementação para períodos em que os animais não pastam, minimizando efeitos substitutivos e liberando tempo que estariam consumindo suplemento para que efetuem pastejo (fornecendo silagem após o pastejo da manhã ou antes da ordenha da tarde, por exemplo);
  • Dispor de área de pastagem com sombra para que possam efetuar pastejo ao meio-dia;
  • Permitir o pastejo no entardecer, dando acesso a pasto fresco preferencialmente nesse horário. Sem alterar o horário da ordenha, pode ser avaliado realizar pastejo antes da ordenha, caso ela seja realizada mais tarde, com o sol já se pondo, ou após a ordenha, caso elas possam chegar à pastagem antes do pôr do sol;
  • Manter os animais no pasto durante toda a noite para permitir o pastejo do pôr do sol ao anoitecer, ao nascer do sol e de forma esporádica durante a noite;
  • Fazer a troca dos piquetes preferencialmente no período da tarde.

Embora esses ajustes já possam causar impacto positivo no tempo disponível para pastejo, a mudança dos horários de ordenha é a que tem maior relevância, em função do tempo necessário para a tarefa.

 

É possível mudar os intervalos de ordenha?

Um tema que surge ao buscar alterar os horários de ordenha para adequar aos principais momentos de pastejo é a questão dos intervalos entre ordenhas. Apesar de ser consenso no campo, intervalos regulares de 12 horas não é regra. A preocupação de muitos produtores é que o úbere da vaca não aguente a quantidade de leite produzida com intervalos mais longos. Mas estudos que avaliaram isso nos mostram que há certa flexibilidade. 

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Como exemplo, pesquisadores do INRAe, da França, fizeram experimentos com vacas com produção média de até 36 litros em duas ordenhas, e testaram intervalos de ordenha mais longos que o convencional (Rèmond et al., 2009). Mesmo em intervalos de até 17/7 horas, a produção de leite não se alterou. Houve redução somente quando o intervalo ultrapassou 17 horas. Teores de gordura, proteína e CCS também não sofreram variações, assim como consumo de matéria seca, escore e peso corporal. 

Os resultados demonstram ser possível adotar intervalos entre ordenhas diferentes dos tradicionais, abrindo a oportunidade, em sistemas a pasto, de ajustar os horários de ordenha para evitar sobreposição com os períodos preferenciais de pastejo. 

 

Horários de ordenha para privilegiar o maior consumo de pasto

A partir do contexto apresentado, elaboramos uma proposta de rotina de horários de ordenha visando oferecer mais tempo para pastejo. Como a duração do dia e os horários de nascer e pôr do sol variam de acordo com a estação do ano e a latitude, a proposta deve ser ajustada às condições locais conforme ilustração abaixo:

 

Figura 5. Proposição de rotina diária em sistema a base de pasto no modelo PISA (de Faccio Carvalho et al., 2022) para favorecer consumo de pasto com exemplos de ritmos de ingestão e concentração de nutrientes na forragem segundo o período do dia

 Proposição de rotina diária em sistema a base de pasto no modelo PISA (de Faccio Carvalho et al., 2022) para favorecer consumo de pasto com exemplos de ritmos de ingestão e concentração de nutrientes na forragem segundo o período do dia

Ilustração: Letícia Gasques – Aliança SIPA, 2024

 

Nessa proposta, o intervalo entre as ordenhas é reduzido durante o dia e prolongado à noite. A ordenha da manhã é realizada após o primeiro período de pastejo. A ordenha da tarde é antecipada, e com esses ajustes os animais amanhecem no pasto e pastejam por duas a três horas antes da ordenha da manhã, e nas 3 horas que antecedem o pôr do sol, permanecendo na pastagem durante toda a noite até o novo amanhecer.

Para colocar essa proposta à prova, conduzimos um estudo no município de Fagundes Varela, na Serra Gaúcha. Os horários de ordenha foram alterados para 8 e 16h, permitindo acesso ao pasto no período do pôr do sol (a partir das 17h), e permanecendo no pasto até a ordenha na manhã seguinte (às 8h), oportunizando mais de 2 a 3 horas de pastejo do nascer do sol até a ordenha (das 5 às 8h). Os resultados foram publicados por Ribas da Rosa et al. (2024) e validaram a hipótese: com a mudança, as vacas aumentaram o tempo de pastejo diurno, diminuíram o tempo consumindo suplemento no cocho e passaram mais tempo ao ar livre e deitadas, produzindo o mesmo volume de leite, sem alterações na CCS. Porém, com maior produção de sólidos, pelo aumento do teor de gordura do leite, indicando maior consumo de fibra pela provável maior ingestão de pasto. Além disso, o Nitrogênio Ureico no Leite (NUL) também foi mais alto após a mudança, explicado pelo aumento no consumo de pasto com alto teor de proteína. 

Dessa forma, passamos a ter alternativa de horários de ordenha que, ao mesmo tempo, favorece consumo de pasto nos horários preferenciais e ainda diminui a duração da jornada de trabalho, ao encurtar o intervalo diurno entre ordenhas.

Essa estratégia já foi adotada e está sendo aplicada em diversas outras propriedades leiteiras além da citada no artigo. Como exemplo, o Tambo S. Martins, unidade de referência do Projeto Elite a Pasto, da EMATER/RS em Serafina Corrêa relatou que, além do maior consumo de pasto, aumentando a produtividade em mais de 2 L por vaca/dia, a alteração dos horários trouxe benefícios para a qualidade de vida família, ao encurtar a jornada de trabalho e facilitar a mão de obra (EMATER/RS, 2021). Em outro exemplo, a simples mudança das ordenhas de 4:45 e 18:15 para 5:30 e 16:30 incrementou a produção de leite em 1,5 l por vaca na Agropecuária Gehrcke, em Augusto Pestana – RS (Projeto PISA – Juntos para Competir – FARSUL, SENAR, SEBRAE).

 

Novas oportunidades para sistemas a pasto

Nos sistemas tradicionais, o pouco tempo disponível para pastejo resulta em baixo consumo de pasto. Como consequência, a produção de leite passa a depender excessivamente, e desnecessariamente, de suplementação. Esse arranjo resulta um sistema caro e ineficiente. No entanto, há técnicas e conhecimentos científicos que possibilitam aumentar o consumo de pasto. Primeiramente, é possível oportunizar mais tempo para pastejo nos momentos preferenciais dos animais, onde eles ingerem mais pasto e mais nutrientes, por meio de ajustes na rotina de manejo, como demonstrado nesse texto. Além disso, é possível aumentar o consumo de pasto durante o tempo de pastejo, aumentando a ingestão de pasto por hora de pastejo, ao fornecer estruturas de pasto que maximizem a taxa de ingestão, como no Pastoreio Rotatínuo, conforme demonstrado em artigo anterior (Ebert, De Albuquerque Nunes e De Faccio Carvalho, 2023).

A adoção conjunta dessas estratégias permite aumentar a produtividade e reduzir os custos de alimentação, além de favorecer a própria rotina da família e diminuir sua carga de trabalho, fatores esses que são grandes responsáveis pelo abandono da atividade leiteira nas pequenas e médias propriedades.

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Referências bibliográficas

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CARVALHO, P. C. de F.; DOMINSCHEK, R.; ELOY, L. R.; KUNRATH, T. R.; MACHADO, D. R.; THENARD, V.; CALLES, T.; BREMM, C.; SANTOS, D. T. dos; CITTOLIN, A.; MORAES, A. de. A Brazilian initiative for sustainable development of smallholder dairy farming: the PISA Program. Options Méditerranéennes. Série A: Séminaires Méditerranéens, v. A, p. 23-26, 2022.

EBERT, L. C. Produção de leite a pasto com suplementação ou no cocho com vacas soltas? MilkPoint, 2023. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/artigos/producao-de-leite/leite-a-base-pasto-com-suplementacao-ou-base-cocho-com-vacas-soltas-233484/. Acesso em: 10 mar. 2025.

EBERT, L. C.; NUNES, P. A. de A.; CARVALHO, P. C. de F. Pastoreio Rotatínuo: aumentando o consumo de pasto. MilkPoint, 2023. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/artigos/producao-de-leite/pastejo-rotatinuo-aumentando-o-consumo-de-pasto-235194/. Acesso em: 10 mar. 2025.

EMATER/RS. Família altera horários de ordenha e facilita a mão de obra no leite. EMATER/RS, 2021. Disponível em: https://www.emater.tche.br/site/noticias/detalhe-noticia.php?id=33256. Acesso em: 10 mar. 2025.

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POZO, C. A.; KOZLOSKI, G. V.; CUFFIA, M.; REPETTO, J. L.; CAJARVILLE, C. Changing the grazing session from morning to afternoon or including tannins in the diet was effective in decreasing the urinary nitrogen of dairy cows fed a total mixed ration and herbage. Journal of Dairy Science, v. 105, p. 4987–5003, 2022. DOI: 10.3168/jds.2021-21149.

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ROSA, D. R. da; XIMENES, C. A. K.; SCHMITZ, B.; BETTENCOURT, A. F.; EBERT, L. C.; MARCHESINI, T.; CARVALHO, P. C. de F.; FISCHER, V. Changes in milking time modify behavior of grazing dairy cows. Applied Animal Behaviour Science, v. 1, p. 106207-106217, 2024. DOI: 10.1016/j.applanim.2024.106207.

TERNMAN, E.; LARDY, Q.; DANIELSSON, R.; GONDA, H. Providing fresh pasture in the afternoon for full-time grazing dairy cows increases energy-corrected milk yield. Applied Animal Behaviour Science, v. 282, p. 106477, 2025. DOI: 10.1016/j.applanim.2024.106477.

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Daniel Augusto Barreta
DANIEL AUGUSTO BARRETA

CHAPECÓ - SANTA CATARINA - PESQUISA/ENSINO

EM 20/03/2025

Se considerássemos apenas o aspecto social (horário de trabalho), já haveria um ganho importante, mas os benefícios vão além. Parabéns à equipe pelo trabalho!!
Leandro Ebert
LEANDRO EBERT

JÚLIO DE CASTILHOS - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 20/03/2025

Pois é Daniel! Só por isso já é vantajoso, acaba atacando talvez o principal gargalo hoje da atividade!
ALIRIO BORGES FLORIANO
ALIRIO BORGES FLORIANO

GASPAR - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/03/2025

Achei muito interessante, vou me adequar a esses horários
Leandro Ebert
LEANDRO EBERT

JÚLIO DE CASTILHOS - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 19/03/2025

Legal Alirio! Fico feliz que esse conhecimento possa te ajudar aí!
Qual a sua dúvida hoje?