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Pastoreio Rotatínuo: aumentando o consumo de pasto

VÁRIOS AUTORES

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/10/2023

12 MIN DE LEITURA

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A produção de leite de uma vaca é função do nível de consumo diário de matéria seca (MS) que ela consegue atingir, bem como de sua capacidade em transformar os nutrientes ingeridos em leite (mérito genético).

Muito embora essa característica seja independente do sistema de produção, parece ser consenso que, na produção de leite a base de pasto, a produção dos animais é baixa, quando comparada aos sistemas confinados. Estariam as vacas de sistemas a pasto limitadas principalmente pelo seu mérito genético, ou pelo nível de consumo de MS?

Ainda que ambos os fatores contribuam para tanto, também há algum consenso de que o mérito genético normalmente esteja acima do “potencial do pasto”, e que, portanto, os animais estejam limitados fundamentalmente pela sua base alimentar. 

Qual é o problema, então, que impede os animais de chegarem a níveis significativos de consumo de MS que resultem em altas produtividades no sistema a pasto? Quem pode responder esta pergunta são elas mesmas: as vacas. Neste artigo, mergulharemos no processo de pastejo e utilizaremos o conhecimento construído a partir do comportamento ingestivo de animais em pastejo em busca da resolução deste problema.

O problema: tempo de pastejo

Uma vaca pode ter que dar até 30 mil bocados por dia, dedicando de 7 a 11 horas diárias para colher os nutrientes de que necessita no pasto. Para tanto, é necessário obviamente ter esse tempo de acesso à pastagem, e que este acesso seja predominantemente nos horários diurnos de temperatura mais amena. O quanto estas condições, de fato, ocorrem em sistemas a pasto já ilustra o nosso ponto, ou seja, o problema do tempo!

O tempo dedicado ao pastejo compete com o tempo necessário a outras atividades, como ruminação, descanso, socialização, entre outras. Ou seja, as rotinas das vacas são naturalmente limitadas por condições intrínsecas a seu comportamento. Soma-se a isso a imposição de rotinas do sistema de produção (ordenha, suplementação, período fora das pastagens), que limitam ainda mais o tempo, já escasso.

Como consequência, muitas vezes os animais chegam ao final de sua jornada diária sem terem suprido suas exigências nutricionais. Daí a hipótese de que o consumo de forragem aquém do que é requerido pelos animais, situação esta comum em sistemas de produção a pasto, seja essencialmente um problema de tempo (Carvalho et al., 2019).

Para os animais conseguirem ingerir o máximo de alimento no período que têm à disposição, precisam pastejar nas mais elevadas taxas de ingestão (isto é, consumo de matéria seca por unidade de tempo, geralmente expresso em gramas de MS por minuto). Outra forma de abordar o tema é pensar em quantos kg de MS uma vaca consegue consumir por hora de pastejo. Quanto maior essa taxa de ingestão, portanto, mais MS será consumida no período em que os animais estão na pastagem dispostos a pastejar.

Essa taxa de ingestão depende diretamente da estrutura de pasto que os animais têm à sua disposição durante sua permanência na faixa de pastejo (ou piquete). Cabe salientar que não é desconsiderada a qualidade nutricional da forragem nesta abordagem, mas entende-se que esta somente será limitante quando não houver limitação de ingestão, uma vez que a ingestão antecede a digestão no processo de pastejo.

Compreendendo o processo de pastejo

Conhecer o processo de pastejo e o comportamento dos animais é fundamental para manejá-los. Sendo assim, para podermos falar em pecuária de precisão, ou pecuária 4.0, é necessário considerar a dinâmica do processo de pastejo desde sua escala mínima, o bocado (Carvalho et al. 2009). O bocado pode ser representado como um cilindro imaginário em frente ao animal (Fig. 1), cujas dimensões variam com a estrutura do pasto. O principal componente que afeta a massa do bocado é a sua profundidade (que corresponde, em média, a 50% da altura do dossel), seguido pela densidade da comunidade vegetal.

Figura 1. Consumo de forragem a partir do bocado.

Pastejo
 Fonte: De Albuquerque Nunes (2022). Adaptado de Carvalho (2013).

Conforme ilustrado na Fig. 1, ao abaixar a cabeça, o animal encontra uma sequência de bocados potenciais e, no decorrer da desfolha (rebaixamento do pasto), cada bocado passa a ser menos lucrativo que o anterior. Deseja-se, portanto, ofertar ao animal uma estrutura capaz de gerar bocados de alta massa que, multiplicada por uma alta taxa de bocados (número de bocados por minuto), maximizará a taxa de ingestão (ou minimizará o tempo necessário para a ingestão de uma mesma quantidade de alimento).

Assim, a taxa de ingestão aumenta de pastos baixos em direção à altura onde é maximizada, e decresce em pastos “passados do ponto” (Fig. 2A). Daí o cuidado necessário com a altura de entrada no pasto em situações de pastoreio rotativo e, da mesma forma, com o estabelecimento (e cumprimento) de metas de altura para retirada dos animais do piquete.

É importante ressaltar que, nessa proposta, as alturas de entrada e de saída diferem de outras propostas de manejo por que passam a ser definidas do ponto de vista do animal, baseado no seu comportamento ingestivo.

Figura 2. (A) Taxa de ingestão de bovinos em pastejo em pastos de aveia-preta (verde) e Tifton (azul), adaptado de Mezzalira et al. (2017); (B) detalhe do bocado sendo formado em braquiária cv. Marandu.

Taxa de ingestão

Fonte: De Albuquerque Nunes (2022).

Problema resolvido: Otimizando o tempo em pastejo

Otimizar o tempo do animal. Este é o objetivo do Pastoreio Rotatínuo, um conceito de manejo de pastagens desenvolvido aqui no Brasil, pelo Grupo de Pesquisa em Ecologia do Pastejo (GPEP) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), liderado pelo Professor Paulo César de Faccio Carvalho.

Após quase duas décadas de pesquisas e validações a campo, o Pastoreio Rotatínuo foi oficialmente apresentado à comunidade científica internacional em setembro de 2013, durante o Congresso Internacional de Pastagens (IGC), em Sidney, na Austrália. Chegando em seu décimo aniversário, o Rotatínuo conta com estudos e aplicações em diferentes forrageiras, de clima temperado e tropical, e está hoje difundido em milhares de fazendas, em diversos estados do Brasil e fora do país, tanto na pecuária de corte como na pecuária leiteira.

Apesar da frequente confusão, não se trata de um método de pastoreio, podendo ser empregado tanto em pastoreio contínuo quanto rotativo (desde que sejam respeitadas as alturas de manejo correspondentes à estrutura que maximiza a taxa de ingestão para cada espécie forrageira utilizada).

Diferentemente de outras proposições de manejo que estabelecem um critério de entrada baseado em características do pasto (ex: máximo acúmulo de folhas, IAF, número de folhas, etc.) e, normalmente, buscam máxima eficiência de colheita por hectare (colher o máximo da oferta disponível a cada passada dos animais), o Rotatínuo estabelece critérios de entrada e saída baseados no comportamento animal, como aqueles mencionados anteriormente. O momento de saída dos animais da faixa de pastejo (ou piquete) é aquele no qual a taxa de ingestão, alta e constante desde a entrada, começaria a diminuir (Fig. 3).

Isto acontece quando o rebaixamento do pasto atinge aproximadamente 40% da altura inicial (ex: considerando um pasto onde a taxa de ingestão é maximizada em 20 cm, a altura de saída seria 12 cm). Pode haver confundimento com o rebaixamento que ocorre a cada bocado (~50%, mencionado anteriormente), portanto, vale ressaltar que este rebaixamento de 40% corresponde à altura média do pasto, considerando haver heterogeneidade no resíduo pós-pastejo.

Figura 3. Taxa de ingestão (g MS/minuto/kg PV) no decorrer do rebaixamento do pasto a partir da altura de entrada em sorgo forrageiro (pontos vazios) e Tifton (pontos cheios).

Taxa de ingestão no decorrer do pastejo
Fonte: De Albuquerque Nunes (2022), adaptado de Carvalho (2013).

Este ponto de retirada dos animais, com 40% de rebaixamento da altura inicial, coincide com o momento em que 30 a 35% da área ainda não tenha sido pastejada no mesmo período de ocupação (Carvalho, 2013). Em outras palavras, isto significa que o restante da área (aproximadamente 65 a 70%) tenha recebido pelo menos 1 bocado. A partir deste ponto, o animal tem dois caminhos a seguir: efetuar um bocado de menor massa (em locais onde já foi efetuado 1 bocado – “repastejo”), ou buscar um local onde o bocado seja altamente rentável (áreas “intocadas”).

Ambos os caminhos levam à redução na taxa de ingestão, seja pela redução da massa do bocado (situação 1), seja pelo aumento do tempo de busca, que afeta a taxa de bocados (situação 2), embora estes processos não estejam dissociados durante o deslocamento. Portanto, cabe ao manejador determinar que os animais deixem o piquete antes desse momento. Na prática, são alturas de resíduo de pasto mais elevadas do que o que estamos habituados no campo ao trabalhar com outras propostas. Assim como as alturas de entrada também são diferentes (menores que o usual).

Na Figura 4, são apresentadas algumas metas baseadas neste conceito de manejo de pastagens.

Figura 4. Metas de alturas de manejo preconizadas em Rotatínuo visando a maior Taxa de Ingestão, para diversas forrageiras usadas no Brasil.

Metas para manejo do pasto
 Fonte: Baseado em pesquisas do Grupo de Pesquisas em Ecologia do Pastejo da UFRGS.

Com essas metas de altura de baixa intensidade de rebaixamento, ocorre como consequência o aumento da velocidade da rebrota, diminuindo os intervalos de descanso quando aplicado em sistemas rotacionado, o que permite trabalhar com poucos piquetes, e de tamanho maior que o usual. É comum que o período de descanso diminua a um terço (ou ainda menos) daquele normalmente experimentado nos manejos tradicionais. A maior velocidade na rebrota faz com que se aumente a frequência de pastejo. Dessa forma, os pastejos passam a ocorrer mais rapidamente, aumentando o número total de ciclos de pastejo.

Figura 5. Diferenças de altura residual e de entrada em manejo Rotativo tradicional (A) e Rotatínuo (B) em Serafina Corrêa/RS.

pastejo rotatínuo

Essas características fazem do Rotatínuo um manejo que combina Baixa Intensidade com Alta Frequência de desfolhação. O emprego desse conceito na produção de leite à base de pasto tem permitido solucionar o problema do tempo, e, portanto, do consumo diário de MS de pasto, que limitava a produtividade baseada nesse sistema e que, antes, só era solucionado via suplementação no cocho.

Permitindo que a vaca alcance alto consumo de pasto por dia

Na Figura 5, elaborada pelo GPEP, imaginou-se um cenário hipotético onde foi simulado o tempo necessário para uma vaca atingir o consumo de 19 kg de MS (baseado numa produção de leite de ~25 kg). Foram utilizados dados de pesquisa obtidos em pastagem de Tifton 85 manejado sob duas estratégias de manejo distintas: o Pastoreio Rotatínuo (rebaixamento de 20 para 12 cm, visando resolver o problema do tempo pela máxima taxa de ingestão) e um manejo rotativo “tradicional” (30 – 10 cm, buscando máxima colheita a cada pastejo). Cabe observar que, nesta simulação, o tempo de pastejo foi considerado ininterrupto, desconsiderando eventuais pausas para outras atividades.

Figura 6. Simulação de ingestão de forragem comparando pastoreio “Rotatínuo” e tradicional.

pastejo rotatínuo

Fonte: Grupo de Pesquisa em Ecologia de Pastejo / UFRGS (2018).

Pelo Rotatínuo, o animal atingiu sua demanda em 8 horas de pastejo, enquanto, sob o manejo tradicional, precisaria de 12 a 13 horas para suprir a mesma demanda, inviabilizando que o animal alcance o consumo necessário, pois não dispõe deste tempo diariamente. Essa simulação ilustra a necessidade de se buscar uma estratégia que permita que o animal, em pastejo, alcance alto consumo de MS em tempo viável.

Em estudo recente publicado por pesquisadores do INIA - Instituto Nacional de Investigación Agropecuária, no Uruguai (Gareli et al., 2023), vacas leiteiras holandesas com PV médio de 550 kg, de alto mérito genético, consumiram 16,3 kg de MS de pasto por dia e produziram, sem suplementação, 24 litros por vaca/dia, no manejo usando os princípios do Rotatínuo.

Com suplementação concentrada de apenas 0,7% do PV, as vacas atingiram 29 litros. A outra estratégia de manejo estudada usava princípios espelhados na Nova Zelândia, visando alta colheita de forragem por área (colher o máximo do que foi produzido, a cada pastejo), e o consumo diário chegou a 14 kg de MS, produzindo 19,3 l/vaca/dia quando sem suplementação e 21,7 l/vaca/dia com a mesma suplementação.

Com o Rotatínuo, em sistemas baseados em pastagens com suplementação, é comum obter altos consumos de MS no pasto, ultrapassando 10 kg de MS de pasto por dia. Com duas ordenhas, com vacas de alto mérito genético, é comum atingir níveis médios de rebanho com produtividade próximas ou superiores a 30 l/vaca/dia com a raça Holandesa, ou 20 l/vaca/dia com a raça Jersey. Como exemplo, propriedades participantes do Projeto Elite a Pasto, em Serafina Corrêa (RS) orientados pela Emater/RS, passaram a trabalhar nessa faixa de produtividade a partir de 2021, quando adotaram essa tecnologia.        

Tabela 1: Produtividade média anual de rebanhos leiteiros de raças especializadas, com duas ordenhas diárias e suplementação concentrada entre 0,7 a 1,3% do PV, com adoção de diferentes estratégias de manejo do pasto.

tabela pastejo rotatínuo
Fonte: Elaborado a partir de dados de campo (Ebert, 2023).

 

Esses resultados com a adoção do Rotatínuo são semelhantes àqueles alcançados por milhares de produtores participantes do Programa PISA (Programa de Produção Integrada em Sistemas Agropecuários), conduzido pelo SEBRAE/SENAR/FARSUL e sob coordenação técnica da Aliança SIPA.

Novas perspectivas para a produção de leite à pasto

Para concluir, otimizar o tempo em pastejo é vital para aumentar a eficiência e a sustentabilidade de sistemas à base de pasto, uma vez que o tempo é o recurso mais escasso, e o pasto o recurso mais barato. Para tanto, compreender as relações planta-animal e estabelecer metas de manejo que favoreçam o consumo de pasto, por unidade de tempo pastando, é fundamental para alcançar alto desempenho animal em sistemas de produção de leite baseados em pastagens, exprimindo o potencial genético de vacas de elevado mérito produtivo. O conceito do Rotatínuo abre novas perspectivas de produtividade para sistemas de produção de leite à base de pasto, definindo novos níveis de potenciais a serem desafiados.

 

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Autores

Leandro Correia Ebert

Pedro Arthur de Albuquerque Nunes

Paulo Cesar de Faccio Carvalho
 

Referências

CARVALHO, P.C.F. et tal. Do bocado ao pastoreio de precisão: compreendendo a interface planta- animal para explorar a multi-funcionalidade das pastagens. Revista Brasileira De Zootecnia-Brazilian Journal of Animal Science - REV BRAS ZOOTECN. 2009.

CARVALHO, P.C.F. Harry Stobbs Memorial Lecture: Can grazing behavior support innovations in grassland management? Tropical Grasslands. 2013.

CARVALHO, P.C.F. et al. Métodos de pastoreio: uma perspectiva alternativa a décadas de debate e pouco avanço conceitual. Anais do V Simpapasto. Maringá, PR. 2019.

DE ALBUQUERQUE NUNES, P.A. A lógica da otimização do tempo de animais em pastejo. Boletim Técnico CCGL n.112, 2022.

GARELI et al. Effects of grazing management and concentrate supplementation on intake and milk production of dairy cows grazing orchardgrass, Animal Feed Science and Technology, 2023. https://doi.org/10.1016/j.anifeedsci.2023.115668   

MEZZALIRA et al. Mechanisms and implications of a type IV functional response for short-term intake rate of dry matter in large mammalian herbivores. J. of Animal Ecology. 2017.

PONTES-PRATES et al. Similar grazing mechanisms explain contrasting intake and sward-height dynamics under diferent grazing management. Animal Prod. Science. 2022.

 

PEDRO ARTHUR DE ALBUQUERQUE NUNES

PAULO CÉSAR DE FACCIO CARVALHO

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ANTÔNIO CELSO FERREIRA FERRAZ

CACHOEIRA PAULISTA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 16/10/2023

Bom dia! Sou de SP, Cachoeira Paulista. Trabalho com rotacionado há 30 anos e venho nos últimos dois anos me adaptando ao rotatinuo. A reportagem muito boa, mas não fez menção à suplementação volumosa em certas etapas (início e final do período de chuvas) bem como ferramenta de ajuste do sistema, onde o cocho pode equilibrar consumo MS em veranicos. Estou adaptando minha m.o. e rebanho ao novo sistema e tem dado muito certo!
LEANDRO EBERT

SERAFINA CORRÊA - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 16/10/2023

A suplementação, o planejamento forrageiro, o piqueteamento e diversos outras ferramentas serão estratégicas de acordo com cada realidade, assim como esse teu depoimento nos ilustra!

Obrigado pelo relato Antônio!
ANTONIO DA SILVA PINTO

JATAÍ - GOIÁS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 11/10/2023

Gostaria de conhecer
mais sobre pastejo rotatinuo. Vai permitir comer só folhas com alto valor nutricional e de digestibilidade.
PEDRO ARTHUR DE ALBUQUERQUE NUNES

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 11/10/2023

Prezado Antonio, boa tarde.
Um bom próximo passo para conhecer mais sobre o Pastoreio Rotatínuo é acessar a página do Grupo de Pesquisa em Ecologia do Pastejo - UFRGS no YouTube (https://www.youtube.com/@GPEPUFRGS), onde podes encontrar vários vídeos sobre o tema, direto da fonte. O vídeo mais recente é, nada mais nada menos, que o evento comemorativo de 10 anos do lançamento do Rotatínuo para a comunidade científica internacional (como mencionado no texto), com várias palestras da ciência à aplicação no campo (https://www.youtube.com/watch?v=g3iX68LzmoY&t=15271s). Desfrute.
Abraço!
ANTONIO CARLOS DE QUEIROZ

CASCAVEL - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 10/10/2023

Excelente material técnico e de informação ao produtor que pode ter um custo bem menor de produção e produzi-lo em suas pastagens e não somente da "fábrica de ração".
LEANDRO EBERT

SERAFINA CORRÊA - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 10/10/2023

Fico feliz que tenha gostado Antonio Carlos!
ADEMIR PEDRO THOMAS

SANTA ROSA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/10/2023

Ademir Pedro Thomas..
Nova candelária RS..
Estou Trabalhando com o Rotatinio desde 2017..
Os Resultados são Excelentes..
Com muitas Vantagens em relação ao Rotativo.
LEANDRO EBERT

SERAFINA CORRÊA - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 10/10/2023

Que legal! Obrigado pelo comentário e relato Ademir!
PAULO CESAR DE FACCIO CARVALHO

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 11/10/2023

Grande Ademir, espero que esteja tudo bem com você e sua família. Ainda me lembro dos seus "números impressionantes" de produção e ganhos com o Rotatínuo. Feliz em saber que ainda segue satisfeito...
MATEUS HENRIQUE SILVA LOBO

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/10/2023

Quando comparado um manejo de Tifton de 30cm de entrada com um tifton de 20cm de entrada foi feita a comparação de um pasto passado com um pasto em altura ideal de pastejo. Ai realmente o resultado fica potencializado para o rotatinuo. Inclusive na demsidade do pasto sendo maior no pasto manejado mais baixo, havendo uma maior oferta de forragem por m2, otimizando assim o bocado.

Quando comparado com o manejo na Nova Zelândia por exemplo, durante os anos que passei manejando pastagen por lá, quando eu deixava um residuo alto eu permitia que meu pasto sementeasse mais cedo e no apanhado geral do ano ele perdesse qualidade.

Maaaasss, não era na universidade :)
LEANDRO EBERT

SERAFINA CORRÊA - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 10/10/2023

Oi Mateus! Obrigado pelo comentário e pelo relato da sua experiência na NZ.

De fato, na figura 6, a altura inicial de 20 cm é a altura ideal de pastejo, enquanto uma entrada a 30 cm de altura caracteriza pasto passado do ponto, muito comum de ser encontrado a campo em manejos que priorizam alto acúmulo e alta eficiência de colheita.

Essa altura de entrada está associada a um residual baixo para ilustrar um cenário de baixa taxa de ingestão e seu impacto no consumo de MS final. Veja que parte importante do processo está na altura de saída, a partir da qual a taxa de ingestão cai drasticamente por processos relacionados à interface planta-animal abordados no texto.

Com relação à perda da estrutura do pasto e indução de florescimento por deixar o resíduo mais alto, não há razão para se preocupar, contanto que sejam respeitadas as alturas médias de manejo que apresentamos. Resultados na universidade e em milhares de fazendas (como mencionado no texto e inclusive minha experiência de campo nas propriedades) mostram isso com clareza, estando inclusive relacionados à maior longevidade e resiliência dos pastos.

Abraço!
PAULO CESAR DE FACCIO CARVALHO

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 11/10/2023

Boa tarde Mateus, obrigado pelo comentário. Permita-me adicionar uma informação àquela do Leandro. A figura é apenas uma ilustração para fins de explicação do conceito. Os dados originais têm origem num experimento onde comparamos os pontos de entrada de 10, 15, 20, 25, 30 e 35 cm. Todos os dados podem ser obtidos em Mezzalira et al., 2017. Mechanisms and implications of a type IV functional response for short-term intake rate of dry matter in large mammalian herbivores. J. of Funct. Ecol. DOI:10.1111/13652656.12698. Saludos...

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