Ordenha robotizada na prática: opinião do produtor Armando Rabbers, pioneiro na implementação no país

O produtor de leite Armando Rabbers é pioneiro na adoção da ordenha robotizada no Brasil, implementando em sua propriedade no ano de 2012.

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Uma grande aliada da pecuária leiteira, a ordenha robotizada é uma tecnologia que tem crescido no Brasil. É uma ferramenta automática capaz de realizar a ordenha das vacas, programada para detectar a presença da vaca, realizar os procedimentos de limpeza nos tetos, extração do leite e higienização no pós ordenha. 

A ordenha robotizada, além de ser uma grande facilitadora em uma das rotinas da fazenda que mais demanda mão de obra, é também uma tecnologia que auxilia e possibilita a coleta de vários dados dos animais, sendo possível um monitoramento mais preciso da saúde e da dieta dos animais, além de identificar sinais de desconforto das vacas. 

A ordenha robotizada foi desenvolvida e introduzida comercialmente no final dos anos 90 e as primeiras implementações de ordenhas robóticas nas fazendas leiteiras aconteceu por volta do ano 2000. 

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No Brasil, o produtor de leite Armando Rabbers é pioneiro na adoção dessa tecnologia, implementando em sua propriedade no ano de 2012. A equipe do MilkPoint encontrou Sr. Armando na última ExpoFrísia (abril/2024) e bateu um papo com o produtor para entender como foi o início dessa jornada com a ordenha robotizada e como a fazenda está atualmente, após mais de 11 anos da implementação. 

Armando Rabbers

Com contato com a atividade através dos manejos com as bezerras leiteiras desde criança, Rabbers conta que foi entre 2010 e 2011 que surgiu o desejo de investir na pecuária leiteira, a fim de melhorar a rentabilidade da propriedade. Situada em Castro - Paraná, a propriedade não tinha a pecuária leiteira como fonte de renda e era focada nas atividades de suinocultura e agricultura.

Armando afirma que teve o primeiro contato com a ordenha robótica quando iniciou os orçamentos de maquinários para investir na produção de leite. “Quando eu comecei a fazer o orçamento dos maquinários, surgiu a oportunidade de vir a ordenha robótica para a América do Sul. Quando eu fiquei sabendo que a empresa iria trazer a tecnologia, eu entrei em contato para entender a viabilidade, como era o funcionamento, quais os benefícios e quais os pontos negativos. E a gente fez uma viagem técnica pra Holanda e para a Suécia, porque lá a ordenha robótica já estava funcionado há 10 anos, para saber qual era a real opinião dos produtores locais em relação a produtividade e qualidade do leite com ordenha robótica”. 

Mas, além disso, durante a viagem técnica, Armando percebeu como o sistema proporciona condições favoráveis para o bem-estar das vacas e das pessoas envolvidas na atividade, seja o colaborador ou o produtor. No entanto, Armando deixa claro que as responsabilidades não cessam. “O serviço continua, porque você acaba fazendo outras atividades dentro da propriedade, mas quem faz a ordenha é o braço robótico. Com isso, há muitos benefícios. A ordenhadeira, por exemplo, capta informações de qualidade do leite por quarto mamário, gerando dados de volume e saúde para cada quarto. Isso é muito interessante e acaba nos dando informações importantes para manejar o rebanho com melhor eficiência”.

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Hoje, 11 anos após muito trabalho aliado a tecnologia, ele afirma que o que não faltou no período foi conhecimento. “Hoje são mais de 11 anos de trabalho contando com essa tecnologia, e mais de 11 anos de muito conhecimento”. No início, a propriedade possuía 2 robôs e em 2021 instalaram o no mesmo barracão ordenhando 180 a 190 vacas, produzindo 7.500 litros de leite, 2.500 litros por robô, com média de 39 a 42 litros por animal/dia. “Eu estou muito satisfeito com a tecnologia, que depende de assistência técnica, de animais que sejam compatíveis com o sistema e a mão de obra especializada.”

Ordenha robótica - Armando Rabbers

“Na ordenha robótica, se aprende os sinais e o comportamento da vaca e isso ajuda muito a verificar a saúde e acertar a alimentação dos animais. A ordenha robótica teve um começo, já está tendo uma comprovação que funciona e cada vez mais vai melhorar”, afirma Armando. 

Armando iniciou com a tecnologia com 95 animais e está com o dobro de vacas atualmente, mas pretende expandir sua produção, com a intenção de chegar a aproximadamente 8 robôs na propriedade com expectativa de ter um aumento significativo na sua produção diária de leite nos próximos anos. 

Fazenda leiteira de Armando Rabbers

 

Fotos e informações cedidas pelo produtor de leite Armando Rabbers à equipe MilkPoint.

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Material escrito por:

Stephanie Gonsales

Stephanie Gonsales

Zootecnista formada pela Universidade Estadual de Maringá e pós-graduada em Gestão do Agronegócio. Responsável pela Equipe de Conteúdo do MilkPoint.

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Fernanda Antunes

Fernanda Antunes

Engenheira Agrônoma pela Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC/CAV.

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