Manejo sanitário da fêmea gestante na Produção Intensiva de Cordeiros

Este é um trecho do Módulo 3 do Curso Online <b>Produção Intensiva de Cordeiros - do nascimento ao abate</b>, que terá duração de 6 semanas e iniciará no dia <b>25 de junho</b>. Veja nesta dica um tópico importante do manejo pré-natal de cordeiros, que é o manejo sanitário da fêmea gestante.

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As clostridioses representam o único grupo universal de doenças para o qual todos os ovinos devem ser vacinados. A enterotoxemia causada pelo Clostridium perfringens tipo D é uma doença de ruminantes, especialmente de cordeiros, e apresenta ampla distribuição mundial, sendo particularmente importante em sistemas intensivos de produção, onde a utilização de concentrados na dieta é alta.

O C. perfringens tipo D é um habitante natural do trato digestivo, porém, sob determinadas condições de elevado plano nutricional com alta inclusão de concentrados ricos em amido, os micro-organismos proliferam-se rapidamente nos intestinos e produzem quantidades letais de ε-toxina (toxina épsilon), causando a morte de cordeiros em torno de 2 horas.

A vacinação das fêmeas por volta de 3-4 semanas antes do parto aumenta grandemente os níveis de anticorpos circulantes até a última semana antes do parto, quando, então, devido à migração para o colostro, os níveis na corrente sanguínea decrescem. Esta é uma das melhores estratégias para se combater surtos de enterotoxemia em cordeiros, fazendo uso da transferência passiva de imunidade.

Concentrações de anticorpos de 0,15 a 0,2 UI/mL são considerados suficientes para proteção em ovinos. Assim, a vacinação de ovelhas no pré-parto aumenta significativamente as concentrações de anticorpos dos cordeiros (19 UI/mL) comparadas com a de cordeiros de ovelhas não-vacinadas (2 UI/mL).

A vacinação das ovelhas resulta em cordeiros com concentrações mais altas de anticorpos até a semana 10 pós-parto, quando na semana 12 começam a declinar para níveis em torno de 0,6 UI/mL, e como concentrações de 0,2 UI/mL podem ser protetoras, a vacinação de ovelhas antes do parto promove a proteção passiva dos cordeiros, no mínimo, até a semana 12 após o nascimento, melhorando imensamente a transferência passiva de anticorpos, o que é crucial para aumentar as taxas de sobrevivência neonatal e, como em sistemas intensivos de produção os cordeiros estão prontos para comercialização antes dos 4 meses de idade, a vacinação dos mesmos pode não ser necessária.

As ovelhas que nunca foram vacinadas, devem receber 2 doses de vacina polivalente contra clostridioses com intervalo de 30 dias, sendo a última vacinação realizada por volta de 3-4 semanas antes do parto. Borregas que foram vacinadas após a desmama e ovelhas já inseridas no programa de vacinação devem receber apenas uma única dose nas últimas 3-4 semanas de cada gestação.

Gostou dessa dica e quer saber mais sobre o manejo pré-natal e pós-natal de cordeiros?

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Este é um trecho do Módulo 3 do Curso Online Produção Intensiva de Cordeiros - do nascimento ao abate, que terá duração de 6 semanas e iniciará no dia 25 de junho.

O instrutor desse curso, Daniel de Araújo Souza, é médico veterinário formado pela Universidade Federal da Bahia e consultor em sistemas produtores de carne ovina. Possui especializações em Administração Rural (UFLA) e em Manejo da Pastagem (FAZU), e atualmente é aluno de mestrado em Zootecnia (UFC), com área de concentração em Produção Animal.

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Marcelo Barsante Santos
MARCELO BARSANTE SANTOS

UBERABA - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 12/08/2009

Muito bom o artigo sobre as clostridoises, que é uma das enfermidades que mais matam ovinos jovens e adultos. Muitos acham que a verminose é grane vilã do nosso setor. Mas a clostridiose tambem é um grande mal. Faça a vacinacao correta
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