Eu tiro um leitinho...
O produtor que valoriza sua propriedade, que a trata como sua empresa, e se importa também com o manejo dado aos animais, irá implantar mais facilmente medidas.
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E qual o problema disso? Para mim, é a forma com que o produtor encara sua propriedade. Eu já vi produtor com "umas vaquinhas" que tirava mais de 1.000 litros de leite/dia!
Pergunte a um produtor de gado de corte qual é sua atividade e você receberá a resposta: "Eu tenho uma fazenda de gado de corte!" (mesmo que a fazenda não seja tão grande assim). Nada contra os produtores de corte, pelo contrário eu admiro essa posição frente à atividade! Normalmente produtores de gado de corte valorizam muito sua atividade.
E se os produtores de leite respondessem: "Eu sou produtor de leite!" Vejam com faz a diferença, não é mesmo?! Não interessa se você produz 30, 50, 100, 1.000 ou 15.000 litros/dia...Você é produtor de leite!
Isso sim valoriza a atividade! E como essa valorização se relaciona ao Bem-Estar Animal?
Não interessa o tamanho da sua produção, interessa sim se você tem controle da produção de leite, do desempenho das bezerras, do manejo reprodutivo adequado, se possui instalações adequadas (dentro de cada sistema), manejo de pastagem... Enfim tantas outras coisas que englobam uma propriedade leiteira.
E é aí que entra o Bem-Estar Animal, o produtor que valoriza sua propriedade e a trata como uma empresa, se importa também com o manejo dado aos animais, uma vez que esses serão os principais responsáveis pelo seu lucro! Portanto torna-se muito mais fácil convencer esse tipo de produtor a implantar medidas que serão benéficas aos animais e também à produção.
Vou dar um exemplo de quando eu era bolsista de extensão na Universidade em Fronteiras:
Costumávamos atender um produtor que tinha café e leite em sua pequena propriedade. De início acompanhávamos a produção de leite, fazíamos o balanceamento alimentar dos animais e promovíamos melhoras na pastagem. Após algum tempo implantamos o acompanhamento de desenvolvimento de bezerras e checagem do rebanho.
Sempre admirei esse produtor pela forma com que ele tratava a sua atividade, mesmo sendo um pequeno produtor com 5 hectares de terra e apenas 10 vacas em lactação ele realmente acreditava que era possível se profissionalizar na atividade.
Resultado: Após alguns meses de acompanhamento ele acabou com o café, plantou mais pasto e piqueteou. A produção dobrou e ele chegou inclusive a implantar um sistema silvipastoril e construir uma sala de ordenha.
Os avanços nessa propriedade foram claros e só foi possível porque o produtor via nela sua empresa! E nesse processo de mudança a condição dos animais também melhorou (e muito!)
Na minha opinião essa é umas das melhores formas de se implantar o Bem-Estar Animal a campo: ajudando o produtor a se tecnificar em sua produção!
Já que em nosso país a maior parte do leite é produzido por médio e pequenos produtores, temos que incentivá-los à tecnificação e o Bem-Estar animal será apenas uma consequência benéfica desse processo!
Material escrito por:
Cristiane Caroline Abade
Médica Veterinária formada pela UEM. Mestre em Ciência Animal-UEL (Bem-Estar de bovinos de leite.) Trabalhei no IAPAR em projetos de extensão para pequenos produtores. Experiência no Brasil e exterior em reprodução e manejo de vacas leiteira
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IBIÁ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 06/11/2013
A própria maioría dos técnicos falam " o senhor é tirador de leite, tira quantos litros, suas vacas estão dando quanto, entrega para qual empresa, eles pagam quanto.
Quando deveriam falar e orientar os produtores à falarem: O senhor é produtor de leite, está produzindo quantos litros por dia, e por vacas, comercializa/vende sua produção para qual empresa, qual é o preço negociado pela produção.
Considero a atividade leiteira bem conduzida, como das mais rentáveis do meio rural, basta seguir e praticar os conceitos preconizados pelos técnica do Balde Cheio.
PIRACICABA - SÃO PAULO
EM 25/09/2013
O instrutor será Israel Flamenbaum, especialista internacional em manejo de bovinos leiteiros e um dos principais pesquisadores da área de estresse térmico em vacas leiteiras.
As inscrições já estão abertas na página de cursos online AgriPoint:
http://www.agripoint.com.br/curso/manejo-calorico/

AREIA - PARAIBA - ESTUDANTE
EM 23/01/2013

CANAVIEIRAS - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 22/01/2013
ÁGUA BOA - MATO GROSSO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 21/01/2013
ALAGOA - MINAS GERAIS - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)
EM 21/01/2013
Se nós não valorizarmos o que fazemos - seja o que for - o trabalho vira um pesadelo.
A vida na roça não é fácil, a labuta diária é penosa e ardorosa, o preço do litro do leite é ínfimo comparado ao da ração e às despesas. Mas é aí que reside o x da questão, ou o x da gestão, se focarmos nas deficiências nos tornaremos PESSIMISTAS, e aí o trem não vai pra frente! Só regride!
Temos que ser OTIMISTAS! Sempre acreditar que vai dar certo e que as coisas vão melhorar! Pensando e agindo assim, a rotina fica mais aliviada e temos força para enfrentar os problemas e vencer os percalços da vida. Resumindo: bem-estar!
Outrossim, temos que valorizar o nosso produto. O telefone sempre toca e gente querendo pagar bagatela pelo preço do meu queijo! Não tem essa, o queijo é artesanal, é diferenciado, é produzido na mais alta das Terras Altas da Mantiqueira, não tem essa de "preço de mercado". Vendo pelo meu preço! Se quiser bem, se não quiser vai ter outros que vão querer!
Se todo mundo pensasse assim, o preço do leite seria outro! O problema é que muitas das vezes o produtor do leite precisa do dinheiro para sobreviver e honrar os seus compromissos e tem sua liberdade de preço cerceada.
GRAMADO - RIO GRANDE DO SUL
EM 21/01/2013
ÁGUA BOA - MATO GROSSO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 18/01/2013
Gostei do leitin e do precin, mas cá entre nós 1.500 L por dia é muito leite.
Não sei se isto tem significado para ti em tua região, mas normalmente sempre existem os que pegam nas tetas, e os que estudam meios de melhorar a receita de quem tira leite. Em todas as áreas existem os estudos (pesquisa) e os que podem validar estes estudos. Eu aqui te confesso que a maior dificuldade é repassar o conhecimento, é a adoção de práticas até já comprovadas, mas que os produtores preferem ouvir os avós, os vizinhos, os amigos, e não dão crédito a informação tecnica. Então nas propriedades que assisto adoto um relatório da visita onde fica descrito o que foi tratado, e o que não foi executado. Na atividade leiteira existe um enorme conhecimento a disposição e que necessariamente não reflete exclusivamente em valores investidos, mas tão somente em mudanças de hábitos.
LONDRINA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO
EM 18/01/2013
Europa: crise no setor leiteiro leva ao fechamento de fazendas
O preço preço pago pelo leite me parece um problema em diversas partes do mundo e a raiz disso é que as indústrias é que controlam o preço pago
Além disso o preço dos insumos só aumenta e os custos de produção vão lá em cima...
Concordo que fica difícil para o produtor se manter nessas condições...
Conheço alguns grupos de produtores que para se manterem na atividade tem feito toda a compra de insumos em grupos de até 10 produtores na tentativa de reduzir custos, mas nem sempre isso é possível certo!?
Sem contar os pequenos produtores que ainda recebem menos pelo leite produzido e como tem que comprar menos insumos por serem pequenos acabam pagando mais caro... O lucro literalmente é contado em centavos!
No Canadá se paga por cotas de leite produzido e uma propriedade não pode produzir mais que sua cota para que os preços sejam mantidos. Quando ouvi isso pela primeira vez achei que fosse uma boa alternativa, porém quando vi de perto que os produtores de lá tem que ser extremamente eficientes para se manter na atividade senão se afogam em dívidas e não podem nem vender o leite se produzirem a mais nem vender animais livremente vi que cada país tem seus problemas para produzir leite
O que é necessário aqui no Brasil é que encontremos políticas que possam melhorar a condição dos nossos produtores e balancear entre indústria e produtor a negociação do preço pago.
Falando isso até me parece utopia mas será que não é possível que hajam mudanças em favor dos nossos produtores???
Talvez ainda não achamos o caminho (que deve ser longo pra caramba!)
Lá na Europa os produtores estão organizando fortes mobilizações para que hajam melhorias e aqui??? o que vamos fazer???
Alcançar a tal eficiência custa muito caro e leva tempo porém mesmo com todos esses problemas acredito que a valorização da atividade seja um primeiro passo, mesmo que pequeno, para que hajam melhorias futuras...

CONTAGEM - MINAS GERAIS
EM 17/01/2013

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 17/01/2013
ÁGUA BOA - MATO GROSSO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 17/01/2013

TAPEJARA - RIO GRANDE DO SUL - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 17/01/2013
LONDRINA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO
EM 17/01/2013
agradeço mais uma vez pelos comentários....
concordo com o colega Gabriel J. P. Junqueira EFICIÊNCIA é a palavra.. não importa o tamanho da sua propriedade...
abraço a todos

CAXAMBU - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 16/01/2013
ÁGUA BOA - MATO GROSSO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 16/01/2013

TRÊS MARIAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 16/01/2013
obrigado por abrir meus olhos a isso... tbm dizia eu tiro um leitim besta la em casa
LONDRINA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO
EM 16/01/2013
Acredito que a produção de leite no Brasil tem um grande potencial e trabalhar os pequenos e médios produtores para que eles se tecnifiquem é a forma mais efetiva de almejar esse desenvolvilmento. O Bem-Estar Animal será uma boa consequência desse processo.
Também concordo com o colega Renan Pereira Junqueira que os preços pagos hoje, principalmente aos pequenos produtores não é satisfatório, e que muitas vezes não é dado o devido valor a esses produtores, porém eu acredito que, como diz o ditado: a união faz a força!
Pequenos e médios produtores tem que se unir para "brigar" por melhores preços e a valorização da atividade tem que partir primeiro desses produtores.
abraço

POÇO FUNDO - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 16/01/2013

TOLEDO - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 15/01/2013