Os laticínios têm um papel importante na alimentação humana há séculos, sendo reconhecidos como uma fonte essencial de nutrientes, especialmente cálcio e proteínas. No mundo todo, o consumo de leite e seus derivados varia de acordo com fatores culturais, econômicos e nutricionais.
No Brasil, os laticínios ocupam um espaço importante na dieta da população. O país é um dos maiores produtores de leite do mundo e tem uma cultura alimentar que valoriza o consumo de produtos como leite, queijos e iogurtes. No entanto, assim como em outras partes do mundo, o setor vem enfrentando desafios, como mudanças nas preferências dos consumidores, a popularização de bebidas vegetais e a disseminação de informações que questionam os benefícios dos laticínios para a saúde.
Apesar dessas transformações, os laticínios continuam sendo recomendados por diretrizes nutricionais em diversos países, especialmente devido ao seu papel na manutenção da saúde óssea e no fornecimento de proteínas essenciais para diferentes faixas etárias. Diante desse cenário, compreender a evolução do consumo desses produtos e as tendências do mercado é necessário para avaliar seu impacto na alimentação e na saúde da população.
Diminuição do consumo
A evolução no consumo de leite e derivados experimentou uma diminuição de 8% a nível global entre o ano 2000 e 2008. Em alguns países, a queda se deve, em parte, pela introdução das bebidas vegetais.
Laticínios baixos em gorduras
No entanto, em 2019, o Conselho Geral dos Colégios Oficiais de Dietistas-Nutricionistas publicou um documento no qual sublinhava que, apesar da tendência atual de redução do consumo de lacticínios e de questionar o seu papel na saúde, “os guias alimentares dos países vizinhos recomendam entre 2-3 porções diárias e que sejam pobres em gordura, enfatizando a escolha de queijos ligeiramente curados e magros”.
Leite e iogurtes
O estudo também conclui que, por categoria de produto, o leite é consumido diariamente em mais de 90% dos países; iogurtes em 2 de 3; queijo em metade dos lares (45%); e sobremesas lácteas em 1 em cada 3 (29%).
Quanto à imagem, o estudo da Ikerfel sugere que os produtos lácteos têm uma percepção positiva e que a campanha da Inlac conseguiu fortalecê-la e até fazê-la crescer nos parâmetros que vinculam os produtos lácteos à confiança e à qualidade.
Apesar das mudanças nos padrões de consumo e do surgimento de alternativas como as bebidas vegetais, os laticínios continuam desempenhando um papel essencial na nutrição humana. Seu valor nutricional, especialmente no fornecimento de cálcio e proteínas de alta qualidade, é amplamente reconhecido por diretrizes alimentares em diversos países. No entanto, a redução do consumo global nos últimos anos reflete as mudanças de hábitos e preferências alimentares e também a influência de novas percepções sobre a saúde.
Diante desse cenário, a indústria de laticínios enfrenta o desafio de se adaptar às novas exigências dos consumidores, investindo em produtos que atendam às demandas por versões com menos gordura e opções mais sustentáveis. Ao mesmo tempo, campanhas de conscientização têm mostrado eficácia na manutenção da imagem positiva dos laticínios, reforçando sua importância na alimentação equilibrada.
Assim, embora o setor passe por transformações, sua relevância nutricional e cultural permanece forte. A chave para o futuro do consumo de laticínios está na inovação e na adaptação às novas tendências alimentares, garantindo que seus benefícios sejam compreendidos e valorizados pela população.
Referências bibliográficas
Fonte consultada: Consumidor Global.