Eu e meu vizinho
Há tempos tenho notado que as coisas na cadeia produtiva do leite pátria estão indo, cada dia mais, na contramão do progresso, que tem sido a tônica mundial para o setor. O maior problema da pecuária leiteira nacional [...]
Publicado em: - 2 minutos de leitura
O maior problema da pecuária leiteira nacional não é a falta de assistência técnica competente. É a falta de interesse dos próprios produtores em tê-la a seu lado.
Exemplos emblemáticos deste estado de coisas reside nas atuações da minha propriedade e na de meu vizinho.
Enquanto eu me esforço à procura da expertise em produção de leite, ele, como dizem por aí, “vai tirando um leitinho”.
Enquanto minhas vacas são assistidas por um Médico Veterinário competente e que atua, de forma perene, na propriedade, com visitas periódicas, as de meu vizinho nunca viram um.
Enquanto minha sala de ordenha é um ambiente hígido, azulejado, controlado, estéril, a dele é no barro mesmo, debaixo de uma árvore, em contato direto com a natureza.
Enquanto minha ordenha é realizada três vezes ao dia, por via de ordenhadeira mecânica e transferidor de leite, direto ao tanque de expansão, sem contato manual ou ambiental, com pré e pós dip e teste da caneca de fundo preto, a dele é realizada manualmente, uma vez só ao dia, sem nenhuma medida de assepsia, sem verificação da existência de mastite ou outras doenças, num balde já tomado pela ferrugem e despejado o leite num latão envelhecido e deixado à sombra de um palanque feito de bambu.
Enquanto eu produzo dois mil litros de leite por dia, ele, apenas e tão somente, cem.
Enquanto minha produção é recolhida por um caminhão tanque refrigerado, todos os dias, e chega em menos de três horas ao Laticínio, a dele vai num caminhão coberto com uma lona, chacoalhando nas estradas poeirentas, sob sol e chuva, e chega quatro ou cinco horas depois ao destino final.
Enquanto minhas análises mensais de contagem de células somáticas e unidades finais bacterianas têm valores em torno de 22.000 unidades por mililitro de leite, as dele ele nem sabe o resultado, nem se são feitas.
Enquanto minhas vacas são fruto de seleção genética rígida, com cruzamentos dirigidos, voltados para a máxima produção individual, com registro genealógico na associação respectiva e controle leiteiro semanal, com utilização de inseminação artificial, fertilização in vitro, transferência de embriões importados do Canadá e dos Estados Unidos, as dele nem sei de que raça são, de tão mestiças, filhas de um touro magro, orelhudo, cupinzeiro, que teima em estar vivo.
Enquanto minhas vacas têm dieta balanceada, nutricionista, comem silagem de milho da melhor qualidade, farelo de milho e de soja, mineralização induzida, as dele repiram fundo e colhem o pasto degradado e seco, na maior esganação, pois sabem que nada mais lhe será servido.
Enquanto minhas vacas têm média de produção diária de 46,50 quilogramas de leite por dia, as dele não alcançam a 06,00.
Enquanto minhas novilhas e bezerras disputam pistas nas grandes Exposições ranqueadas da raça, as dele nunca deixaram os limites de sua propriedade.
Mas, o que me preocupa e entristece, realmente, é que meu vizinho é que é um típico produtor de leite brasileiro, não eu.
Material escrito por:
Guilherme Alves de Mello Franco
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TODOS OS SANTOS - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 12/01/2015

TANGARÁ - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 23/09/2014
Tenho lido artigos e comentários seus no site e estou em uma busca incessante por informações ligadas a expertise em produção de leite, percebo que seu caminho em produção é o que estou almejando para minha produção.
Vou fazer um curso sobre compost barn porque penso ser uma ótima entrada para o confinamento e aumentar produção, conforto de trabalho, e por consequência lucro, gostaria muito de tornar minha pequena propriedade exemplar em produção, qualidade e estética.
Gostaria muita de um dia conhecer sua fazenda, concordo com a maioria das suas publicações e comentários e acho empolgante.
Moro em uma região produtora de frutas e a maioria dos produtores de leite daqui, não tem muita noção de alta produção e pensam ser o pasto a unica alternativa lucrativa e tem medo de pensar em investir tanto em produção quanto em conhecimento, me sinto um estranho no ninho, mas um dia provo a eles que eles são estranhos.

SÃO FRANCISCO DO SUL - SANTA CATARINA
EM 28/05/2014
Rodrigo de Medeiros.
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 27/02/2014
Um abraço,
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
ALFA MILK
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ NOVE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
http://www.fazendasesmaria.com
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JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 27/02/2014
Um abraço,
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
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SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 19/02/2014
Segundo o fornecedor, as placas são vedadas por borrachas, que dependendo do produto usado para limpeza, ou fatores externos, como exposição ao sol, se degradam, sendo necessária a substituição das mesmas, mas o valor é pequeno, cerca de R$170,00 por troca, que acontece a cada 2 ou mais anos. (tem clientes com 5 anos sem troca).
O rompimento dessas borrachas de vedação pode causar a mistura da agua ao leite, mas isso se daria em situações de desgaste extremo.
Claro que quem investe em tecnologia para melhorar a qualidade do seu produto não costuma economizar com manutenções preventivas, que nesse caso é de baixo custo.
Ja estou lhe enviando o email original.
Abraço
Barone

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 19/02/2014
Esse problema não ocorre por que é um trocador de calor, como um radiador, porém nesse caso ao invés de ser agua quente - ar, será leite "quente" - agua fria. Não há perigo nenhum esse é um dos principais instrumentos para ter CBT baixa sem o uso de pré-dipping. Já que a proliferação das colonias no tanque enquanto o leite é resfriado é muito grande e esse tempo é grande até que a temperatura faça com que a proliferação cesse. Então se conseguir resfriar o leite de maneira rápida antes de chegar no tanque as colonias estarão inertes e mesmo um leite um pouco mais contaminado inicialmente não chegará ao mesmo nivel de contaminação do que no processo antigo.
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 18/02/2014
Se puder, encaminhe a mim, também, o e-mail original. Meu e-mail é guilhermejuridico@yahoo.com.br
Convido você acessar nosso site http://www.fazendasesmaria.com e nosso Facebook: Sesmaria Faz.
Um abraço,
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
ALFA MILK
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SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 18/02/2014
Perguntei ao fornecedor "Proleite" alguns detalhes sobre a instalação e reaproveitamento da água aquecida.
Segue a resposta:
"
Na utilização do pré-resfriador pós ordenha em operação contínua, sua instalação seria após a bomba de transferência do leite, antes do tanque resfriador ou de armazenagem.
A água fria ou água gelada, passa pelo pré-resfriador em sentido contrário ao do leite. As placas se alternam, sendo 1 para passagem do leite e outra de água, leite e água, alternando-se em números de placas de acordo com a capacidade em litros/hora.
Por exemplo: Um de 400 litros hora, possui 8 placas e um de 3.200 litros possui 48 placas.
Este modelo já seria de um equipamento Pré resfriador de 2 etapas, sendo: 1 etapa para uso de água de poço que dependendo da região podemos ter água ao redor de 25ºC o que ajudaria a reduzir expressivamente a temperatura do leite e na sequencia outro cruzamento com água gelada. Nesta situação, na proporção de 3 x 1 ( 3 litros de água para 1 de leite) conseguimos tirar o leite a 1ºC acima da temperatura da água gelada
A água aquecida pelo leite (-/+ em torno de 33ºC) pode (deve) ser armazenada e a ela dar uma utilização."
Caso queira que lhe envie o email original, me mande seu contato no dbarone@gmail.com
Abraço
Barone

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 14/02/2014
Muito bom saber, são de que marca?
abs,
Flávio
SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 14/02/2014
Andei pesquisando sobre o pré resfriador a placas e já tem algumas empresas no Brasil.
Pedi um orçamento a uma delas, que fica no sul, só para ter idéia de preço.
Me passaram o seguinte:
Pré resfriador de 1 etapa de 36 placas 2300 Lts/h - Cabeçal em alumínio -- R$5.332,52
Pré resfriador de 1 etapa de 36 placas 2300 Lts/h - -Cabeçal em Inox -- R$5.915,76
com prazo de entrega de 45 dias.
Abraço
Barone
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 17/01/2014
A burocracia e a falta de uma política externa eficiente são os pilares para o desastre total dos que pretendem se aventurar por esta seara.
Por certo, dezenas de produtores de leite do Brasil (poderíamos ser milhares) já produzimos em padrões superiores, até mesmo, aos de outros Países com tradição em vender ao mercado estrangeiro, mas nos falta o apoio que aqueles irmãos recebem de seus Governos.
As interferências políticas têm malsinado as possibilidades de adoção das medidas necessárias a este tipo de comércio, muito mais que a qualidade, o desenvolvimento das técnicas de armazenagem e de conservação do nosso leite.
Quanto ao balanço dos preços, não acredito que, mesmo exportando, ele vai deixar de existir, porquanto reputo que o mesmo seja, em grande parte, uma jogada para auferir maiores lucros, pagar pouco e manter os caixas das empresas laticinistas cheios de gordura, enquanto o dos produtores navega na depressão vermelha de suas contas mensais impagas.
Portanto, amigo, acho que ainda virão alguns pares de anos até que estejamos aptos a levar ao mundo nosso leite.
Um abraço,
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
ALFA MILK
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OURO FINO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 16/01/2014
Obrigado por responder o comentário.
Entendo sua posição.
Mas, e quanto à segunda parte do comentário? o que o senhor pensa? acredita que é viável ou não? É um caminho que podemos seguir?
"A evolução do nosso produto para a exportação. Capacidade técnica e profissional não vos falta. Acredito que alcançar os níveis internacionais de qualidade exigidos para a exportação não seja um desafio muito distante para vários produtores do nosso país. Além disso, quando o nosso leite for um produtor exportado resolve-se outro grande problema: a queda de preços no período de safra.
Portanto, exportar traz benefícios tanto ao exportador pela valorização do seu produto quanto ao produtor que abastece o mercado interno, pois mesmo que não alcance os níveis necessários para exportação, este oferta um produto de qualidade e não fica mais suscetível à desvalorização de seu produto na safra"
Obrigado, desde já.
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 15/01/2014
Por correto, o comportamento de meu vizinho faz mesmo mal a toda a cadeia do leite. Mas, se não existissem indústrias que aceitassem o leite produzido por ele, talvez ele entendesse o ensinamento de seu pai. Mas, muitas das vezes, não é por desonestidade que ele assim age - é fruto da oportunidade e da necessidade - que fazem o sapo pular, como apregoa o adágio popular.
Educação só não basta, há muitos "meu vizinho" com graus universitários.
É preciso acima de tudo, fiscalização, rigidez no cumprimento das normas, fiscalização correta e honesta.
Infelizmente, este não é o quadro que temos presenciado - muito se cobra dos produtores profissionais, nada da indústria.
Aproveito a oportunidade para convidá-lo a acessar nosso recém criado facebook: sesmaria faz.
Um abraço,
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
ALFA MILK
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JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 15/01/2014
Não nos podemos olvidar que a indústria laticinista, infelizmente, aceita este tipo de produto em suas plataformas, muito por falta de consciência empresarial (o mais barato nem sempre é o melhor), muito por falta de escrúpulos, mesmo.
Por isso, devemos gritar, até à rouquidão ou à perda total de voz, contra este tipo de produtor e, não, simplesmente, ignorá-lo.
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Um abraço,
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
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BELA VISTA DE GOIÁS - GOIÁS - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO
EM 13/01/2014
Meu pai me ensinou eu "se o desonesto soubesse o que perdia com a desonestidade, seria honesto." O que penso é que falta educação, em primeiro lugar. Em segundo e em terceiro, disputando apertado, educação e educação. Com educação o vizinho teria outro comportamento, as agencias de financiamento e fomento idem, as fiscalizadoras idem, os legislativos e os executivos também, tudo seria diferente. Um povo educado não permite o nível de corrupção que rola aqui. Não permite que seu nível de segurança alimentar seja ameaçado, tanto na higiene quanto na oferta e no preço, e cobra ações preventivas e corretivas do Executivo. O processo é holístico.
OURO FINO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 13/01/2014
Acompanho suas postagens e comentários com muita admiração. Parabéns. Em relação aos "vizinhos" penso que não deva preocupar-se tanto com eles. Este perfil está presente em todo tipo de negócio, seja ele um setor produtivo, comercial ou prestação de serviço. É o indivíduo ou empresa que não quer ser profissional. Prefere o amadorismo, a informalidade e suas "vantagens". Veja o exemplo dos camelódromos que lotam calçadas de produtos "similares", sem marca, sem garantia, mas com mercado garantido. Preocupar-se com eles, é adiantar nossa visita ao cardiologista.
Penso que produtores como você podem atuar em outra frente de trabalho: a evolução do nosso produto para a exportação. Capacidade técnica e profissional não vos falta. Acredito que alcançar os níveis internacionais de qualidade exigidos para a exportação não seja um desafio muito distante para vários produtores do nosso país. Além disso, quando o nosso leite for um produtor exportado resolve-se outro grande problema: a queda de preços no período de safra.
Portanto, exportar traz benefícios tanto ao exportador pela valorização do seu produto quanto ao produtor que abastece o mercado interno, pois mesmo que não alcance os níveis necessários para exportação, este oferta um produto de qualidade e não fica mais suscetível à desvalorização de seu produto na safra.
Quanto ao "vizinho", ele continuará sempre lá. Infelizmente, é a opção dele.
É o que penso.
Abraço a todos.
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 07/01/2014
Embora existam os grandes produtores que você cita, acredito que, com as adversidades do mercado, eles tendem à extinção.
O que tenho verificado, na contramão de suas assertivas, é que , atualmente, não há mais aquele sentimento de "hobby", que motivava grandes empresários de outros setores a se enveredar no ramo leiteiro, participando de eventos, tirando fotografias e se valendo do "status" de serem "fazendeiros".
Não, hoje, posso afirmar, de forma indene de dúvidas, que ninguém está mais disposto a perder dinheiro, seja em que área for.
Deflui daí que, os empresários que são acolhidos na cadeia produtiva do leite hodierna, vieram para auferir lucros, o que é salutar, já que trazem consigo as experiências pessoais de gestão e a capacidade de investir em novas tecnologias, melhoramento genético e maquinários de escol.
Por lado outro, dentro destes anseios, provocam uma maior seriedade à indústria, já que esta não pode, simplesmente, os manter no mesmo julgo que nos mantém, os pequenos, pois o cabresto não lhes serve, e, assim, ofertam melhores condições a todos.
Reafirmo que nada tenho contra os pequenos, mesmo porque, sou um deles.
Lembro, ainda, que ninguém nasce grande, todos já fomos frágeis bebês, em alguma fase de nossos relacionamentos humanos em geral (muitos nunca deixaram de sê-lo - rsrsrs).
Sou contra o "meu vizinho" que, além de pequeno, é acomodado, desinteressado e, sem futuro, atravanca o desenvolvimento de seus pares, de toda uma região, de um Estado, de um País.
O problema não está em delegar poderes a outrem, mas, sim, a quem delegar. Há nove anos, firmei uma parceria com um grande amigo, holandês, Médico Veterinário, com maravilhosas experiências em seu país, em Israel, na Espanha e nos Estados Unidos, técnico do setor (sou Advogado) com profundo conhecimento em criação intensiva de gado leiteiro e nunca tive problemas que destoassem do habitual quando se lida com seres vivos.
Quanto ao associativismo brasileiro, nada mais preciso dizer a respeito: sua própria experiência nos demonstra a fragilidade do mesmo.
Dê-se por realizado, por ainda contar com sete produtores: acredite, é uma vitória.
Por fim, infelizmente, os "meu vizinho" são, sim, a maioria dos produtores de leite do Brasil, nós, as exceções a confirmar a regra.
O "bom negócio" não é São Paulo, é o leite. Pena que poucos entendam este estado de coisas e não ajam com seriedade no trato de seus empreendimentos.
Um abraço,
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
ALFA MILK
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ITATINGA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 07/01/2014
A referência ao ócio que fiz,foi generalizada,pois o que vejo hj em dia são grandes produtores preocupados c/ status simplesmente e, isso não significa que deixem de ser eficientes e,mt menos dedicados,mesmo estando a delegarem responsabilidades.
Como deves saber,por outros comentários que fiz,trabalhei vários anos como engenheiro civil,duma grande empresa de consultoria.Todas as obras que tiveram sérios problemas,apesar, de eng" residentes Phd,foi exatamente pelo fato dos mesmos mais delegarem do que se efetivar "in locum".
Concordo inteiramente com vc sobre a cultura dos pecuaristas em geral,terem sérias dificuldades de se juntarem .Qd comprei a primeira propriedade consegui agrupar mais de 20 para entregarmos o leita à VIGOR,financiando a cada um, sua ordenha mecânica/resfriador e,termos um preço a maior pelo volume "entregado¨.Hj somos apenas sete .
Também concordo,que a política,neste país, jamais vai resolver a compra de leites fortuitos.Não é interessante aos políticos que iria desagregar uma cadeia longa, implicando em votos.
De forma nenhuma o estou criticando e, sim os números que vc deu.No seu comentário inicial,citou que eles são a regra.Acontece,com essa generalização,colocou tds os pequenos do Brasil e,isso não é verdade pq como citei ,pelo menos na minha região(VIGOR-raio de 150 km), os pequenos é quem têm os melhores resultados em qualidade.
Atualmente estamos sendo agraciados pela cooperativa CASTROLANDA, instalando sua filial(quase concluída) numa área de 30 alqueires de terra, além da CAPAL.Quero acreditar que essas cooperativas estão vindo à nossa região,face São Paulo ser financeiramente um bom neg´cio, mas não descarto tb à viabilidade de produção da pecuária na região.
ABRAÇÃO
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 06/01/2014
Não considero que devamos esperar alguma coisa deste ou de outros governos. Nossos gestores já nos provaram que nada farão por nós, independentemente da bandeira partidária a que pertençam.
Mas não concordo que o problema seja essencialmente "político". Não, é, antes de tudo, cultural.
De nada nos valem boas normas, boa fiscalização, boas punições, se não houver boa vontade de mudar.
Por lado outro, os brasileiros, aos contrário dos neozelandeses, por mero exemplo, não temos a índole associativa e é, justamente, a verve que nos faz mais falta.
Não nos reunimos, não nos associamos, temos birra de encontros, seminários, cooperativas, congressos. Somos eremitas.
Em face disto, necessário que cada um faça a sua própria parte, para o bem de todos. Mas, neste aspecto, "meu vizinho" nada de braçada e assim o fará por longos anos, se não houver uma mudança de mentalidade não só dos produtores, mas, também, da indústria, para que se fomente a ideologia de que o produto entregue pelo "meu vizinho" não seja mais aceito, não ache quem o compre.
Ainda que mal comparando, o grande culpado pelo tráfico de drogas não é o traficante, mas, sim, o usuário, pois é ele que banca as finanças do sistema. Se não tiver a quem vender, o tráfico acaba.
De idêntica sorte, quem banca meu vizinho é quem adquire seu produto. Não havendo quem o queira, ele terá que mudar de ramo.
Só assim ele deixará de existir, para o bem de nós todos (produtores, industriais, comerciantes e consumidores).
Um abraço,
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
ALFA MILK
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