A pecuária de leite merece respeito

Todo ano vemos, do alto de nossas porteiras, a gangorra do preço do leite balançar alucinadamente, impulsionada por diversos fatores que, em sua maioria, não têm a explicação necessariamente cristalina para seu fomento. O que nós precisamos é de, antes de tudo, exigir respeito não só dos governantes, mas, também, da sociedade que se esqueceu que tudo o que vem a sua mesa, de uma forma ou de outra, teve a intervenção de um produtor rural e que, se cerrarmos nossas porteiras, o mundo perecerá de fome.

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Todo ano vemos, do alto de nossas porteiras, a gangorra do preço do leite balançar alucinadamente, impulsionada por diversos fatores que, em sua maioria, não têm a explicação necessariamente cristalina para seu fomento.

A maior de todas as balelas é a responsabilidade do produto pelo aumento dos índices de inflação, já que, é de meridiana sabença, o preço praticado no mercado é infinitamente menor do que deveria ser, para desespero de toda uma classe de abnegados que, ainda assim, insistem em manter seus negócios em curso.

O Governo Federal, por sua monta, alucinado com o ideal de mantença de suas políticas sociais, esteio das votações que o levaram ao poder por duas vezes e única condição de continuar com este status quo, incentiva a queda do preço do leite no mercado, para que as populações mais desassistidas pela fortuna possam obter condições financeiras de ter o produto em suas mesas, esqueceu-se do fato de que, assim agindo, empobrece a já tão pálida alimentação do brasileiro.

Destarte, direta ou indiretamente, fomenta o surgimento da exploração do homem pelo homem, ideal já tão sepultado e esquecido pela sociedade, em todo o mundo civilizado, e que se contrapõe abusivamente ao Estado democrático de Direito em que, teoricamente, vivemos.

O fato de não se manter uma política de preço mínimo para o produto faz com que pessoas, que não o produtor, aufiram lucros sem causa com o comércio de seus derivados e, mesmo, de seu estado in natura.

Muito se ouve falar na falta de organização do setor, de união entre a classe produtora, em necessidade de propaganda e outros implementos ao consumo de leite no Brasil, para justificar o preço recebido pela matéria prima encaminhada ao mercado.

Todavia, esquecemos nós que dois fatores são determinantes deste estado de coisas: um, o baixo nível cultural do homem do campo, esquecido que foi, durante anos (e ainda o é) das políticas de alfabetização e de ensino, o que impede, em grande parte, a tecnificação do setor, e, outro, o fato de que o leite é um produto perecível, de conservação muito difícil e que não permite estoques primários, o que faz com que o pecuarista o entregue pelo preço que for, para não ter o total prejuízo. Não é como, por exemplo, no caso do gado de corte que pode ser mantido no pasto à espera de um preço melhor.

Assim, algum elo da cadeia tem sido beneficiado em detrimento dos outros, mas, a verdade que salta aos olhos é que, se recebemos, apenas e tão somente, R$ 0,75 (setenta e cinco centavos) por um litro de leite produzido, como pode o mesmo leite chegar às gôndolas dos supermercados por R$ 2,50 (dois reais e cinquenta centavos), numa majoração de mais de trezentos por cento?

E, o mais estranho, como é que pode haver promoção de determinadas marcas de leite, a preços quase tão baixos como o que recebemos na fonte, sem que haja a adulteração do produto? E, se ela existe, onde a fiscalização sanitária devida que nada faz?

Estes são questionamentos que não recebem resposta direta de nenhum organismo responsável pela cadeia e, nós, os produtores, ficamos sempre com a pior parte: produzir sem condições para tal.

Alie-se a tudo isso, a falta de uma política internacional séria, que coíba os métodos de dumping e impeça que o produto estrangeiro chegue ao mercado interno com preços mais convidativos que o nacional, que não sirva, apenas, de trampolim para que nosso governante maior seja bem visto na América Latina e no resto do mundo, como se fosse o "maior estadista de todos os tempos", enquanto nós pagamos por estas omissões premeditadas.

A conclusão a que chegamos é que falta respeito com a cadeia produtiva, para que se impeça que um litro de leite seja comercializado por preço inferior a meio litro de água mineral, que a matéria prima utilizada para alimentação dos animais suba, sem motivo, sempre que - e, porque - a estação da seca tenha início ou que o comprador ofereça o preço mais módico possível pelo produto adquirido.

A par do que, parafraseando ao Boris Casoi, "isto é uma vergonha", o que nós precisamos é de, antes de tudo, exigir respeito não só dos governantes, mas, também, da sociedade que se esqueceu que tudo o que vem a sua mesa, de uma forma ou de outra, teve a intervenção de um produtor rural e que, se cerrarmos nossas porteiras, o mundo perecerá de fome.
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Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/11/2009

Prezado Fernando Aparecido Barbosa Guimarães: Obrigado por sua participação. Basta começar a chover mais forte e o preço do leite pago aos produtores cai como a água da chuva. Sabemos nós que os insumos permanecem no mesmo patamar, quando, inexplicavelmente, não têm seus preços elevados. Isto tudo decorre de uma falta de política séria (o Governo Federal já demonstrou, em todos estes anos, que não é sério), que combata a exploração do homem do campo, que estabeleça preços mínimos, que aloque subsídios à produção, que lembre que nós, os produtores de alimentos, é que seguramos a balança comercial do Brasil. Quem sabe na outra gestão, se não nos enfiarem a "companheira" Dilma pela goela a baixo.

Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
Fernando Aparecido Barbosa Guimarães
FERNANDO APARECIDO BARBOSA GUIMARÃES

PRESIDENTE VENCESLAU - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/11/2009

Amigos, dividimos o mesmo sentimento de revoltas e indignação com o valor do leite pago a nós produtores que muito trabalhamos para colocar na mesa ou melhor dizendo na boca do povo brasileiro um alimento essencial para o seu desenvolvimento humano. Neste mês a empresa Lider para quem vendemos o nosso produto pagou menos que o valor de uma dose de pinga no litro leite da região (Caiua- oeste de SP) R$ 0,60 ou seja no supermercado o litro de leite por mais industrialisado que seja acrescido de impostos chega a R$ 2,50 mais de 300% de aumento.

Uma tremenda falta de respeito com o produtor e principalmento com o povo que precisa do alimento para ter seu desenvovimento fisico e ajudar a previnir doenças.

Até agora, nenhum representante das Empresas que coletam leite da região prontificaram a dar uma explicação seja ela qual for. Mas que justifique e principalmente fundamente tal desrespeito a consumidor/produtor.


Por favor madem a " TODOS QUE POSSA NOS AJUDAR DIRETA OU INDIRETAMENTE"

Estou enviando ao PRESIDENTE DA REPUBLICA.
MINISTRO DA AGRICULTURA, RECEITA FEDERAL.

Quem sabe alguem de satisfação pelo menos aos consumidores.
Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/10/2009

Prezado Luciano di Carlo Botelho Dias: Obrigado por sua nova participação. Como você observa, você consegue tirar "mais leite aqui no período seco que no chuvoso", porque suplementa o gado, em regime de semiconfinamento. Isto significa que as pastagens perdem seu teor de proteína e empobrecem muito, a ponto de, com a ração destinada no cocho, as coisas serem equilibradas e o rebanho receber dieta mais consistente. Ora, se você adotar o sistema de confinamento total, o ano todo, terá uma produtividade muito maior ou, pelo menos, tão boa quanto neste período, em todo o ano, sem depender do clima e da reserva de alimentos, eis que os mesmos serão totalmente entregues a cocho.

Quanto ao incentivo do Governo, meu avô já o esperava e morreu sem o ter recebido. Portanto, não devemos contar com ele. Se você for mudar de sistema, adotando o confinamento, entendo que a raça holandêsa pura seria o ideal, porque não haveria a barreira climática (calor muito acentuado) que impediria a produção nas quantidades que a raça pode fornecer.

Se insistir no sistema que, atualmente você se utiliza, melhor permanecer com as mestiças, que aguentam melhor este tipo de clima, embora produzam bem menos. Se assim for, recomendo a adoção de duas ordenhas por dia, o que já melhoria muito a sua produção.

Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
luciano di carlo botelho dias
LUCIANO DI CARLO BOTELHO DIAS

OURO PRETO DO OESTE - RONDÔNIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/10/2009

Sr Guilherme, aqui na epoca mais seca do ano que é julho e agosto, tenho me preparado com reservas de pastagens e semi-confinamento a pasto, cana com ureia e sulfato de amonia, concentrado de soja e milho, costumo tirar mais leite aqui no periodo seco que chuvoso, onde os preços são melhores, e na questão de sobrevivencia,o sr pode ter certeza que é dificil um lugar no Brasil que tenha mais fartura que o nosso, aqui eu diversifiquei minha renda, tenho leite, engordo boi para abate e tenho tanques para engorda de peixe (tambaqui). Gosto muito de leite como um bom mineiro, aprendi a gostar de leite com meu avo que a mais de 25 anos atras ja tirava quase mil litros dia, em tres currais com vacas de media de 5 litros, hj consegue-se essa quantia com em media 40 vacas, então concordo com o sr temos que evoluir, melhorar a cada ano, mas para isso temos que ter incentivo do governo.

Tenho projetos de parar de engordar boi e passar so para o leite, estou fazendo isso devagar, pretendo melhorar mais a genetica de meu rebanho e gostaria de uma opinião sua, qual o caminho devo seguir: tenho vacas mestiças girolando, com medias de 8 a 10 litros com uma ordenha a pasto, qual raça devo usar para melhorar o leite (um holandes PO seria a solução)? Abraços!

Sitio Alegria
luciano botelho dias
Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/10/2009

Prezado José Pedro Franqueira Junqueira: Obrigado por sua participação. Sempre defendi que a metodologia da reforma agrária no Brasil é só política, sem qualquer senso de lógica, muito mais onerosa do que criar condições para que o real proprietário das terras possa torná-las produtivas. Sim, porque é uma situação inusitada a de que o Governo Federal não oferece nenhuma forma de apoio aos produtores e prega a tomada das propriedades para entregá-las aos ditos "sem-terra" e abrir-lhes linhas de crédito facilitadas. Para nós, o Banco mais exigente, o Banco do Brasil S/A. que, de tanto exigir, somente empresta a quem não precisa, o rico. Para os invasores, baderneiros, depredadores, profissionais da anarquia, sementes, insumos, máquinas e equipamentos. Quantos de nós podemos, por exemplo, ter tratores em nossas fazendas? Os "sem-terra" os têm, novos e potentes. Só que nada produzem, servem, apenas e tão somente, para dizer que eles são rurícolas (em que fazenda, em que roça, em que messe o José Rainha trabalhou, qual cabo de enxada ele pegou?). Ora, tenham a paciência!!! Como o título de meu artigo mesmo deixa transparecer, NÓS MERECEMOS RESPEITO. Por que não fomentar ajuda ao proprietário, ao invés de usurpar a terra que gerações lutaram para possuir e trabalhar, ao invés de estabelecer metas impossíveis (duvido que algum "sem-terra" possa alcançá-las) de produtividade, ao invés de ameaçar a quem labora e produz?

Meu sonho, embora beire à Utopia, do Thomas Morus, é que possamos dar a resposta nas urnas. Mas, bolsa-escola, vale-gás, bolsa-família, vale-farmácia, vale-pizza, vale-castelo, vale-tudo...

Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/10/2009

Prezado Luciano de Carlo Botelho Dias: Obrigado por sua participação. Esta minha preocupação vem crescendo a cada dia, não só pela realidade que encontro dentro de minhas porteiras que, admito, não é a de quase oitenta por cento dos produtores (mas, poderia sê-lo), mas pela de meus colegas que, menores ou maiores, lutam para continuar em suas fazendas. Recebi um baque muito grande esta semana, quando o catálogo de liquidação de plantel e maquinário da Fazenda Engenho da Rainha, de Mar de Espanha, MG, chegou às minhas mãos. Não podia nunca imaginar que um dia isto aconteceria, embora entenda que a Mírian de Fátima, por residir na Itália e não ter presença constante nas terras brasileiras, vinha lutando - e, muito - para a mantença de sua pecuária leiteira do mais alto nível (mais de cinco vezes eleita a melhor criadora de Gado Holandês do Brasil). Mas, tenho certeza de que, se ela tivesse apoio do Governo Federal, com políticas arrojadas para o campo, preço mínimo, subsídio (isto não é palavrão, não: é solução) e outros meios de produção, jamais teria deixado chegar este momento.

Não sou contra o protesto, somente não aceito o desperdício de alimento num mundo faminto. Esta questão de preço mínimo, não deve ser considerada a nível regional, mas, sim, particular, posto que minhas condições de produção são diferentes das de meu vizinho, e as dele, diversas das de outros e, assim, sucessivamente. Mas, acredito que algo em torno de R$ 0,70 (setenta centavos) poderia ser suficiente para que todos tenhamos condições de trabalhar. Conheço seu Estado e sei que a reserva de pastagem na época mais seca é complicada. Como vocês fazem para sobreviver neste período? Sugiro que leia meu outro artigo sobre o confinamento de gado de leite, que pode ser muito mais vantajoso para vocês do que o leite a pasto.

Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/10/2009

Prezado Luiz Fernando Bonin Freitas: Obrigado por sua participação. Entendo que debates como os que têm ocorrido em torno de meus artigos, são a força propulsora de que a pecuária leiteira nacional precisa para poder implementar uma coesão em torno de nós, os produtores. Participações sérias e comprometidas, como a sua e a de tantos outros (muitos mais do que eu esperava), já prenunciam, pelo menos, a disposição de mudar o cenário caótico em que vivemos. Isto é muito bom e é a partir de eventos como este que surgem as grandes lideranças e os grandes movimentos.

Sinto-me realizado em ter podido dar o mote para a mudança que se nos avizinha. Podemos estar mudando a história da pecuária leiteira nacional: basta que todos queiramos.

Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/10/2009

Prezado Antônio Luís B. de Lima Dias: Obrigado por sua participação. Isto é mais uma das inúmeras vergonhas que acontecem no mercado dos países sulamericanos. Não tenho dúvidas que este leite seria destinado ao mercado brasileiro, movido pela ausência de políticas sérias de preservação da produção pátria e pela ganância dos laticínios por preço cada vez mais baixo, desvinculada da necessária busca pela qualidade.Por outro lado, este tipo de denúncia vem a justificar o porquê dos preços tão baixos que nossos "hermanos" conseguem pelo produto, mesmo não sendo grandes produtores mundiais. Isto foi o que descobriram: que se dirá do que ainda está escondido?
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/10/2009

Prezado João Jacob Alves Sobrinho: Obrigado por sua participação. Se encher o e-mail dos políticos com reivindicações resolvesse neste País, os mesmos estariam congestionados de tantas cobranças. O melhor seria uma mobilização nacional, nos moldes da que aconteceu em Leopoldina, MG, recentemente, ou na Bélgica. Mas, para isso, tal como afirmei à Dalva de Oliveira Lima, lá de Araxá, MG, há de haver a conjugação de vários fatores, sendo o principal deles a vontade da sociedade produtora como um todo, o que, ainda, não conseguimos. Resta-nos, todavia, jamais esmorecer em nossos objetivos e ideais.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
luciano di carlo botelho dias
LUCIANO DI CARLO BOTELHO DIAS

OURO PRETO DO OESTE - RONDÔNIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/10/2009

Sr guilherme tenho observado sua preocupação com a situação que vive hj o setor, tem 17 anos que estou na produção leiteira e não vi durante esse tempo tanta preocupação na melhoria das condições da produção, isso é obvio e claro, que a preocupação da cadeia produtiva do leite seja pelo fato que nos produtores estamos no limite, se os preços dos insumos continuarem subindo a cada ano e o leite continuar estagnado não terá como produzir leite em larga escala, tmb sou a favor de uma politica de preços minimo estabelecida pelo governo; ai acima desce preço entra a concorrencia, a diferença da qualidade da produtividade, se o leite e resfriado ou não e etc, so o governo pode nos ajudar, evitando que entre leite dos nossos vizinhos argentina, uruguai e outros. Se o leite chega na mão do consumidor caro nós não temos culpa se o governo não fiscaliza, a industria é a grande culpada; no meu estado o leite baixou em agosto e setembro e agora em outubro voltou a subir, quem entende isso, baixa na seca e começa subir nas aguas.

Sou contra protesto, greves, jogar leite fora e etc.. no final o prejuizo e nosso. Admito que a desunião dos produtores em nosso pais é muito grande, so sabe reclamar e cruzar os braços na grande maioria; a minoria luta briga para obter melhoras.

Sr guilherme, na sua região qual seria o preço mínimo que daria para vcs trabalharem tranquilos sem terem prejuizos? Aqui em ouro preto do oeste como a grande maioria tira leite 100% a pasto o leite a 60 cent, dava para mexer, abaixo disso é complicado!

LUCIANO BOTELHO DIAS
SITIO ALEGRIA- OPO RO.
Luiz Fernando Bonin Freitas
LUIZ FERNANDO BONIN FREITAS

NOVA FRIBURGO - RIO DE JANEIRO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 21/10/2009

Até quando suportaremos estes politiqueiros, grandes donos de supermercados, cooperativas com donos que não os produtores, vamos mostrar nossa união e força, juntos podemos obter conquistas maiores , vamos descruzar os braços, vamos à luta, nós merecemos melhores dias, reconhecimento, melhores preços, assistência técnica, insumos e matérias primas condizentes com os preços praticados ao produtor, linha de crédito compatível com a atividade, representação política atuante, pois temos clima, raça, produtores capacitados porém massacrados pelas pretensas políticas agrícolas nacionais. Grato pelas suas observações caro Guilherme. RESPEITO JÁ!
Antonio Luis B.de Lima Dias
ANTONIO LUIS B.DE LIMA DIAS

MOCOCA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 21/10/2009

Caros amigos

Observem a noticia abaixo:

Fraude/AR - Autoridades argentinas apreenderam em Buenos Aires, uma partida de leite em pó importado, que seria distribuída no interior do país, e reexportada a países vizinhos, por estar contaminada e inadequada ao consumo humano, conforme análise do Instituto Nacional de Alimentos do Ministério da Saúde. A carga havia sido interditada pela justiça no dia 2 de outubro para análise. (El Cronista - Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Falar o que?????


Abraços
joão jacob alves sobrinho
JOÃO JACOB ALVES SOBRINHO

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/10/2009

Senhores,que tal encontrarmos o email de um politico importante,ligado a area rural e encher a caixa dele de solicitações,explicações e pedir soluções para os nossos problemas na area leiteira:exemplo abrir um espaço para fazermos o nosso marketing no senado ou na camera..
Precisamos encontrar uma forma de sensibilizar os politicos,esta chegando as novas eleiçoes,o momento é agora,pois sabemos que após não conseguiremos NADA
Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/10/2009

Prezado Eduardo Amorim: Obrigado por sua participação e por suas palavras que, tenho certeza, meu texto não merece. Quanto à criação da "Federação Nacional dos Produtores de Leite" acredito que, embora a ideia seja muito interessante, antes, temos que fortalecer as nossas entidades de base (sindicatos e associações) para, somente depois, pensarmos em entidades de grau superior. Outro aspecto que temos, infelizmente, que considerar é que necessitamos ampliar nossa representatividade nos meios políticos, para que tenhamos força total quando da elaboração das leis e para defesa de nossos interesses, tais como, o fomento de uma política de preço mínimo, a criação de subsídios para a produção e a implantação de um sistema de empréstimos a juros realmente baixos, dentro da capacidade de endividamento do produtor, sem a burocracia que sempre envolve este tipo de transação que, em grande parte, inviabiliza a chegada dos recursos às mãos do destinatário.

Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/10/2009

Prezada Dalva: Obrigado por sua perticipação. Enquanto não tivermos uma política de preço mínimo para o leite, todo ano, sem distinção, será a mesma coisa, tal como afirmo no início de meu artigo. Mas, desbafos como o seu já servem, e muito, para a conscientização dos colegas e dos laticínios, que começarão a ver o produtor não mais como um coitado, mas, sim, como ser consciente de suas capacidades.

Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
José Pedro Franqueira Junqueira
JOSÉ PEDRO FRANQUEIRA JUNQUEIRA

SÃO LOURENÇO - MINAS GERAIS

EM 19/10/2009

Sr Guilherme:
É fato que os métodos dos sem-terra não nos agrada, mas depois de cada vandalismo eles tem suas reinvidicações atendidas, e logo em seguida pedem mais, e mais vandalismo, e mais beneficios... E o produtor até quando vai aguentar? Não sou a favor destes métodos, mas num pais onde o governante a pouco tempo atras era o chefe da bagunça talvez a solução seja executarmos ações do modo que ele julgava ser eficiente quando estava do outro lado. Nos revolta ver um programa como o MAIS ALIMENTOS ser tào dificil para um produtor ter acesso e para um sem-terra ou assentado ser quase que premiado com beneficios que muitas vezes não vão dar em nada e sequer vão ser quitados.
Eduardo Amorim
EDUARDO AMORIM

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/10/2009

Parabéns Sr. Guilherme,

Talvez tenha sido o melhor texto que li no milkpoint até hoje. Continuo batendo na tecla da necessidade urgente da criação da Federação Nacional dos Produtores de Leite. Pensem nisto.

Eduardo Amorim
Fazenda Caatingueiro
Patos de Minas - MG
Dalva de Oliveira Lima
DALVA DE OLIVEIRA LIMA

ARAXÁ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/10/2009

Senhor Guilherme,

Gostei de sua resposta. O meu desabafo não foi em vão. Como o senhor sabe, temos despezas fixas e recebi mais uma carta do laticinio que entrego o leite, com os seguintes dizeres: "previsão do preço para outubro: recuo de R$ 0,02 a R$ 0,04."
É revoltante! Justo na época de plantio!
Porteira a fora está dificil!.

Um abraco,

Dalva
Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/10/2009

Prezada Dalva de Oliveira Lima: Obrigado por sua participação. Nossa intenção não é de falar bonito, mas, sim, de conscientizar ao produtor de leite de que ele é importante na cadeia produtiva e que merece respeito. Não aprovo os métodos dos "sem terra", porque muitos deles nunca foram operários do campo e se aproveitam do movimento para auferir vantagens espúrias. Atacar, invadir, pilhar, destruir são métodos de salteadores e, não, de homens de bem. Não acho que eles "conseguem as coisas", pelo contrário, perdem e muito. Não fomos nós que derrubamos o Presidente Collor, mas, sim, seu irmão que, se não tivesse denunciado o que acontecia, nada teria se modificado e nós nem saberíamos o que se sucedia.

Cruzar os braços, por lado outro, nada adianta, ou melhor, adianta tanto quanto falar e não agir. Despejar leite no campo não adiciona nada à situação, apenas revolta àqueles que nada têm e que poderiam ter usufruído do alimento desperdiçado. Um absurdo num mundo faminto como o que vivemos. Não acho que algum de nós venha dizendo "amém" ao que tem ocorrido, há anos, no setor pecuário de leite, no Brasil. Pelo contrário, a grande afluência de debatedores que se apresentaram à discussão de meus dois outros artigos, prova justamente que nenhum de nós concorda com a situação em que vivemos.

A sua última questão é que merece maior ilação: somente nos reuniremos quando houver afloradas quatro vontades: a pessoal, a política, a associativa e a da sociedade. A primeira, todos nós a temos. A segunda, se nulifica nos altos salários e pelos gabinetes refrigerados e bem confortáveis, existentes na Câmara e no Senado Federais, que são bem diferentes da humildade financeira e da rusticidade que vivenciamos nas fazendas, que inibe a vontade daqueles que deveriam nos representar e defender, nos deixando ao desabrigo total. A terceira, esbarra na acomodação de muitos que, sequer, se aderem às sociedades de produtores de leite, fator que se estende por todos os setores, eis que os brasileiros não temos a cultura da reunião. E, finalmente, a quarta, falece ante a falta de preocupação da sociedade com o drama da produção, esquecida de que o alimento que consome vem das mãos dos abnegados produtores e que acha que o leite é muito caro, embora custe, em média, menos que meio litro de água mineral e muito menos que uma lata de cerveja.

Portanto, não basta ter a bandeira, mas, também, necessário se faz obter condições de empunhá-la.

Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA -MG
Dalva de Oliveira Lima
DALVA DE OLIVEIRA LIMA

ARAXÁ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/10/2009

Vamos para de falar bonito?
Como os "sem terra", conseguem as coisas?
Não derrubamos um presidente outrora?
Vamos ficar de braços cruzados e deixar que continue assim?
Vamos jogar o leite fora e fazer manifestações como os produtores da europa?Ou Ou vamos continuar a dizer "Amém"?
Onde e quando nos reuniremos?
Qual a sua dúvida hoje?