Espaço Aberto

25/02/2010

Quem coloca o sino no gato?

Estamos assistindo novamente o start da montanha russa do preço de leite, fato este confirmado através do artigo de autoria do Marcelo e da Marlizi, <i>"Com produção reduzida, preços iniciam trajetória de alta"</i>, e com cartas de alto valor para análise sobre os sintomas que acometem a estrutura de produção e preços do leite no Brasil e mesmo nos países vizinhos. O problema principal é que estamos sempre tratando dos sintomas e não do fator causal.

22/02/2010

Sinal de alerta 2: caminham as negociações para integração dos setores lácteos do Brasil e Argentina

O jornal Correio Popular de Campinas de 20 de fevereiro de 2010, trouxe a matéria "<a href="http://economia.estadao.com.br/noticias/not_5676.htm" target="_Blank"><u>Argentina e Brasil definem áreas para iniciar integração</u></a>", onde, segundo Reginaldo Arcuri, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial diz que, nos dois dias de discussão em Buenos Aires, os governos da Argentina e do Brasil definiram oito setores, divididos em duas categorias, para dar início ao processo de integração produtiva. A segunda categoria envolve os setores de madeira e móveis, linha branca, vinhos e lácteos, considerados sensíveis e que geram frequentes atritos, mas que também têm potencial de integração.

08/01/2010

CNA: Plano Nacional de Direitos Humanos tem viés totalitário

O novo Plano Nacional de Direitos Humanos, PNDH-3, aprovado pelo Decreto nº 7.037 em 21 de dezembro de 2009, está a merecer críticas e reparos nas referências que faz ao setor rural. Destinado a estabelecer as diretrizes, os objetivos estratégicos e as ações programáticas que nortearão as ações do governo federal na área dos direitos humanos, o texto é, na verdade, uma ampla plataforma ideológica, que abrange de modo totalitário aspectos da política, da economia, da cultura e da organização social.

17/12/2009

Conservação ambiental: o Brasil ainda não é devidamente reconhecido

A Abag e a ABIOVE acreditam que o agronegócio brasileiro poderá contribuir significativamente para a redução do aquecimento global. O Brasil está contribuindo de maneira ímpar para a conservação ambiental, mas ainda não está recebendo o devido reconhecimento, que é seu de fato e de direito. O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. É líder na tecnologia de biocombustíveis e a maior parte de suas emissões, no que tange as queimadas e os desmatamentos ilegais, estão dissociadas do desenvolvimento econômico.

10/12/2009

O setor rural precisa se erguer

Gostaria de agradecer as cartas que recebi em relação ao artigo "O que há de errado com o Código Florestal". Decidi entretanto responder a todas em conjunto. Nem mesmo é uma resposta o que ou gostaria de fazer. Eu gostaria de fazer um desafio a vocês. Qualquer setor que estivesse sofrendo os abusos que o setor rural brasileiro vem sofrendo já teria se revoltado. Vocês não podem ficar parados achando que agricultura é importante demais para ser destruída pelo governo.

08/12/2009

Produzindo leite no século XXI e no XIX

Moro no sítio desde fevereiro. Estou hoje com cerca de 200 litros por dia, em sua maior parte de vacas Jersey e algumas mestiças meio-sangue de minha criação. Estou aprendendo, cada dia é uma nova batalha e um novo aprendizado ou muitos. Alguns terei que aprender novamente e novamente e novamente... Não vou ficar listando problemas e dores-de-cabeça, exceto uma, por sinal a razão de ser desse texto: é a minha produção de leite "século XIX".

08/12/2009

CLIMATEGATE, o maior escândalo científico do século 21

Na quinta-feira, dia 19/11/2009, o banco de dados de East Anglia, especificamente do CRU (Climate Research Unit) foi invadido por hackers, de onde foram retirados milhares de e-mails de comunicação pessoal e documentos outros dos principais figurões apologistas e defensores do assim chamado "Aquecimento global antrópico". Mas o que haveria de tão dramático no conteúdo de e-mails trocados em nível privado entre cientistas e pesquisadores considerados os mais influentes do chamado Aquecimento Global Antrópico?

03/12/2009

O que há de errado com o Código Florestal

O debate sobre o Código Florestal tem estereótipos muito bem definidos. A discussão se polariza e se transforma numa batalha entre os que querem destruir o meio ambiente, os ruralistas, e os que lutam para defendê-lo, os ambientalistas. Olhando para o problema dessa forma simplória, o julgamento é imediato. Entretanto, a despeito da improbabilidade de alguém, em pleno século 21, continuar empenhado em destruir o meio ambiente, é esclarecedor nos fazermos a seguinte pergunta: a agropecuária brasileira quer mesmo desmatar mais? Qual é a razão do descontentamento com a lei florestal? O que incomoda o setor rural no Código Florestal é que ele joga o custo da preservação ambiental apenas nos produtores.

17/11/2009

AGRONEGÓCIO: Conceitos e Preconceitos

Um dos conceitos econômicos mais injustiçados da atualidade tem sido o do Agronegócio. Mesmo profissionais que têm por obrigação o adequado trato com palavras e conceitos, como os Jornalistas, muitas vezes usam esse termo de forma inadequada. Essa equalização entre o termo estritamente técnico "Agronegócio" com seu indevido uso ideológico, onde se pretende que signifique "as grandes empresas", ou "as multinacionais", ou qualquer coisa de que algum ideólogo rançoso não goste, é totalmente incorreta.

13/11/2009

O Brasil real e Copenhague

Alguém disse certa vez, com muita propriedade, que a guerra é um assunto sério demais para ficar a cargo apenas dos militares. O que isso certamente significa: a guerra é um processo não só complexo, mas abrangente, gerando consequências que afetam a vida econômica, social e política das nações. Querer reduzi-la aos aspectos militares é uma perigosa simplificação. Penso que o mesmo raciocínio se aplicaria hoje às tormentosas e polêmicas questões da defesa do meio ambiente. Também aqui me parece justo dizer que essas questões são sérias demais para serem deixadas a cargo apenas dos ambientalistas e suas organizações particulares ou governamentais.

05/11/2009

Os tais índices de produtividade

Nas últimas semanas esquentou novamente a discussão da sociedade brasileira a respeito da reforma agrária. Um dos elementos centrais, que disparou as polêmicas subseqüentes, foi a pertinência da atualização dos índices de produtividade da agropecuária nacional. Os índices usados atualmente foram determinados em 1980, a partir dos dados do Censo Agropecuário de 1975, com abrangência para uma microrregião geográfica do País. Portanto, sua aplicação tem base na escala de município. Os novos índices seriam corrigidos a partir dos dados da Produção Agrícola Municipal, levantados pelo IBGE entre 1996 e 2007.

23/10/2009

Farsesca agrária

Preciosas informações sobre o campo foram recentemente divulgadas pelo IBGE. Elas confirmam o crescimento da agricultura familiar, cujas unidades passaram de 4,1 milhões para 4,5 milhões. Significam agora 88% do número total de estabelecimentos agropecuários do País. Esse interessante fenômeno da economia rural carece de melhor análise acadêmica. Tais dados, obtidos a partir do último Censo Agropecuário, destroem certo discurso boboca que brada estar o modelo do agronegócio acabando com a pequena agricultura.

15/10/2009

Contra a ortodoxia de Copenhague!

Em cinqüenta anos, 3,4 bilhões de pessoas dos países em desenvolvimento devem alcançar os níveis de renda, consumo, uso de energia e volumes de emissão de gases de efeito estufa (GEE) hoje existentes nos países mais avançados. O patético é que quando os líderes do planeta voltarem a se encontrar neste dezembro de 2009 em Copenhagen, eles mais uma vez abraçarão a mesma solução fracassada: promessas e mais promessas de corte drástico de emissões, que, como todos sabemos, não se concretizarão.

14/10/2009

A pecuária de leite merece respeito

Todo ano vemos, do alto de nossas porteiras, a gangorra do preço do leite balançar alucinadamente, impulsionada por diversos fatores que, em sua maioria, não têm a explicação necessariamente cristalina para seu fomento. O que nós precisamos é de, antes de tudo, exigir respeito não só dos governantes, mas, também, da sociedade que se esqueceu que tudo o que vem a sua mesa, de uma forma ou de outra, teve a intervenção de um produtor rural e que, se cerrarmos nossas porteiras, o mundo perecerá de fome.

13/10/2009

Brasil - O "Brand" da madeira - a hora do "WoodBusiness"

Para começar, o único país do mundo que tem nome de árvore é o Brasil. Portanto, uma inspiração lógica e natural. Brasil, a marca da madeira. Pau Brasil, artigo desejado por permitir a tintura vermelha (redwood). Chegou a hora de darmos a volta por cima nesse negócio do "sustentabilibusiness" (negócios fundamentados em sustentabilidade), e chutarmos em gol no melhor da nova mega onda que arrebata nosso minúsculo planeta. É a hora do bio-marketing: bio-energia, agricultura bio-dinâmica, bio-proteína, bio-fibras, bio-borracha, bio-tudo e o WoodBusiness, ou seja: o negócio da madeira.

08/10/2009

Em busca do produtor ideal

A pecuária leiteira brasileira é muito heterogênea em termos de vacas e de produtores, e predominam vacas de baixa produção e produtores de baixa capacitação, com pouca assistência técnica. Na busca do produtor ideal, vou partir da estimativa de que temos 1,3 milhões de produtores que, com cerca de 20 milhões de vacas, produzem algo próximo de 30 bilhões de litros por ano, o que representa uma produção média por vaca de 1.500 litros por lactação.

Qual a sua dúvida hoje?