Reprodução e genética

Por que algumas vacas se tornam "repetideiras" ou "repeat breeder"?
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Por que algumas vacas se tornam "repetideiras" ou "repeat breeder"?

A vaca com várias coberturas, sem problema diagnosticável, é chamada de "repetideira" ou "repeat breeder". A vaca "repeat breeder" é geralmente definida como qualquer vaca que não concebe após 4 ou mais serviços associados a estros verdadeiros. Em rebanhos com fertilidade normal, com taxas de concepção entre 45 a 55%, aproximadamente 9 a 12% das vacas acabam sendo classificadas como "repeat breeder".

Diagnóstico de Abortamento
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Diagnóstico de Abortamento

Manter as anotações em dia pode ser muito útil nas investigações de abortamento. Datas de cobertura, ordem da parição da vaca, produção e eventos relacionados à saúde (ocorrência de doenças, vacinações) podem ajudar a identificar os fatores relacionados com a ocorrência de abortamento. Outras informações como mudanças na dieta, novos aditivos da dieta, mudanças de funcionários, também devem ser anotadas.

Estratégias para reduzir perdas embrionárias - Parte 3
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Estratégias para reduzir perdas embrionárias - Parte 3

Uma melhor compreensão dos fatores envolvidos e as prováveis causas da mortalidade embrionária permitem limitar seus efeitos em nossos rebanhos. O conceito mais importante é que qualquer coisa que possa afetar as divisões iniciais e o crescimento do embrião irá afetar sua sincronia com o ambiente materno e diminuir sua capacidade de produzir os sinais adequados, em tempo para o reconhecimento materno da prenhez.

Estratégias para reduzir perdas embrionárias - Parte 2
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Estratégias para reduzir perdas embrionárias - Parte 2

No mundo todo, a perda embrionária pode ser responsável pela maior perda econômica isolada para os produtores de bovinos. É provável que as deficiências nutricionais maiores das dietas de animais reprodutores tenham efeitos prejudiciais sobre a fertilidade. Também, o estresse térmico certamente contribui para a mortalidade embrionária, e o momento da ocorrência do estresse térmico em relação ao dia do ciclo estral e cobertura é crítico.

Relação entre características reprodutivas e longevidade funcional em vacas leiteira Canadenses
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Relação entre características reprodutivas e longevidade funcional em vacas leiteira Canadenses

A longevidade é uma característica muito desejável se considerado seus efeitos na rentabilidade das fazendas leiteiras. Com o aumento da longevidade, a produção média do rebanho aumenta por duas razões. Primeiro, grande proporção dos descartes é feita baseada em produção. Segundo, a proporção de vacas maduras do rebanho, que são mais produtivas do que as vacas jovens, aumenta (Allaire and Gibson, 1992; VanRaden and Wiggans, 1995).

Práticas de manejo relacionadas com reprodução em grandes fazendas leiteiras comerciais dos EUA
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Práticas de manejo relacionadas com reprodução em grandes fazendas leiteiras comerciais dos EUA

O desempenho reprodutivo da vaca leiteira moderna é influenciado por múltiplos fatores. Este estudo apresenta um resumo das práticas de manejo, particularmente daquelas relacionadas com o desempenho reprodutivo, em grandes fazendas comerciais bem manejadas dos EUA, e pode ser usado como referencia para vários aspectos de manejo nas fazendas do Brasil.

Manejo de vacas primíparas visando aumentar a eficiência reprodutiva futura
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Manejo de vacas primíparas visando aumentar a eficiência reprodutiva futura

A reprodução é um dos principais fatores limitantes para a eficiência produtiva de bovinos. Atualmente, um problema reprodutivo comum que os produtores enfrentam é conseguir que as novilhas (ou vacas) de primeira parição (primíparas) voltem a emprenhar. Este é um problema comum porque estamos tentando emprenhar novamente uma vaca que ainda não alcançou o seu peso da maturidade e muitas vezes se vê frente à tarefa de consumir energia suficiente para atender as necessidades de crescimento, lactação e manutenção.

Proteína da dieta, balanço energético negativo e fertilidade em vacas leiteiras - Parte 2
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Proteína da dieta, balanço energético negativo e fertilidade em vacas leiteiras - Parte 2

O desenvolvimento com sucesso de um embrião durante o início da prenhez depende do ambiente uterino, que é dinâmico e apresenta diferenças secretórias acentuadas ao longo do ciclo estral devido à regulação pelos esteróides ovarianos. Durante o início da prenhez, a sinalização local do blastocisto modifica ainda mais o meio e induz a secreção de proteínas específicas pelo epitélio uterino.

Proteína da dieta, balanço energético negativo e fertilidade em vacas leiteiras - Parte 1
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Proteína da dieta, balanço energético negativo e fertilidade em vacas leiteiras - Parte 1

As estratégias para atender as necessidades nutricionais de vacas leiteiras de alta produção têm sido ajustadas em resposta aos ganhos genéticos na produção de leite. As dietas ricas em proteína bruta (17 a 19%) são geralmente utilizadas no início da lactação, tanto para estimular como para manter uma elevada produção de leite. Ainda que altos níveis protéicos na ração estimulem a produção de leite, alto nível de proteína tem sido associado muitas vezes com diminuição do desempenho reprodutivo.

Dicas para aumentar o sucesso da IA - Parte 2
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Dicas para aumentar o sucesso da IA - Parte 2

A IA em tempo fixo tornou-se bastante popular no Brasil por causa da redução de mão de obra que se associa com a detecção de cio, a dificuldade de detectar vacas no cio (principalmente à noite) e em muitos casos melhores taxas de prenhez com IA (Baruselli et al., 2004). Quando for provável que a cobertura ocorra em clima quente, é de se esperar que alterar os tratamentos de sincronização, de forma que a IA em tempo fixo seja realizada nas horas de temperatura mais fresca (ou levando ao período mais fresco do dia), ajude a superar os efeitos do stress térmico.

Holandês vs Jersey, um comparativo entre raças
Produção de leite

Holandês vs Jersey, um comparativo entre raças

O número de vacas Jersey está aumentando consideravelmente no Reino Unido. Muito possivelmente essa maior procura também ocorrerá aqui no Brasil em um futuro bastante próximo. Talvez não necessariamente um aumento expressivo na criação da raça Jersey, mas o produto do cruzamento de touros Jersey com vacas Holandesas, uma vez que o F1 possui características bastante interessantes para a produção de leite a pasto em nosso pais. Tal acontecimento tem sido uma resposta a demanda crescente pelo aumento da concentração de gordura e proteína no leite. Embora essa demanda tenha sido intensificada recentemente, desde o inicio da década passada ela já vem acontecendo.

Fatores a serem considerados visando elevar as taxas de concepção em vacas de leite - Parte 3
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Fatores a serem considerados visando elevar as taxas de concepção em vacas de leite - Parte 3

Antes da disponibilidade de PGF<sub>2</sub> e GnRH para controle do ciclo estral pela a indução de estro e ovulação, havia muita preocupação quanto a períodos longos demais de espera antes da IA pós-parto. O objetivo era chegar a intervalos entre partos de 12 a 13 meses. Para manter os intervalos entre partos nesta faixa, era comum observar PVE de 40 a 50 dias, porém com base em um resumo de 8 diferentes estudos Britt, (1975) concluiu que a concepção à primeira IA atinge o pico entre 80 a 90 dias pós-parto.

Fatores a serem considerados visando elevar as taxas de concepção em vacas de leite - Parte 2
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Fatores a serem considerados visando elevar as taxas de concepção em vacas de leite - Parte 2

A deposição do sêmen em local inadequado do trato reprodutivo pode ser um fator limitante quando o técnico não tem certeza da localização da ponta da pipeta. Pesquisas demonstram que menos espermatozóides móveis chegam ao oviduto quando o sêmen é depositado na cérvix. Na inseminação, o objetivo é chegar ao corpo do útero. Quando em dúvida, é melhor depositar o sêmen em um ou ambos cornos uterinos e a fertilidade será menos comprometida do que se o sêmen for depositado somente na cérvix. Como 85 a 90% do sêmen é expelido do trato reprodutivo da fêmea por fluxo retrógrado, é fundamental que a dose total seja depositada no útero (Hawk, 1983). Erros na deposição do sêmen são comuns entre técnicos profissionais (Graham, dados não publicados). Técnicos abaixo da média somente depositaram o sêmen no local desejado (corpo do útero) em 1 de cada 3 tentativas, contra 85,7% de precisão de técnicos acima da média.

Fatores a serem considerados visando elevar as taxas de concepção em vacas de leite - Parte 1
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Fatores a serem considerados visando elevar as taxas de concepção em vacas de leite - Parte 1

A relação entre secreção de estrógeno, manifestação do estro, onda de LH e ovulação é bem conhecida (Hansel e Convey, 1983). À medida que o folículo cresce, mais estrógeno é secretado pelas células do folículo, até que se atinja um pico de concentração sérica, que desencadeia o início do pico pré-ovulatório de secreção de LH, que inicia a fase final de maturação folicular e eventual ovulação. Este processo leva 27 horas a partir da elevação inicial os níveis séricos de LH até a ruptura do folículo e expulsão do ovócito no oviduto.

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