Uma ponta de esperança em Goiás

Voltando a patamares de preços que o produtor, gradualmente buscando granelização e melhorias, não esperava ver nem em pesadelos, de novo no Estado.

Publicado em: - 2 minutos de leitura

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Descontando impostos e fretes, o produtor goiano está recebendo em média R$0,23 a R$0,24/litro de leite na fazenda.

Em algumas regiões o preço livre chega a ser de R$0,19/litro/livre, voltando a patamares de preços que o produtor, gradualmente buscando granelização e melhorias, não esperava ver nem em pesadelos, de novo no Estado. A última vez que se registrou esta média de preços em Goiás foi em fevereiro de 1999, segundo levantamento da Scot Consultoria, embora sempre haja casos de produtores recebendo estes valores, mas que no entanto não representam a média.

A baixa de preços ao produtor no Estado chegou a atingir 30% na média geral, em relação aos valores pagos em junho (pico). Em algumas regiões, fora de estratégias de competição entre as empresas, a desvalorização chegou a ser mais elevada, atingindo 50%, como no caso de quem recebe cerca de R$0,19/litro.

Porém, nas últimas duas semanas de outubro, houve um aquecimento nos preços do queijo no Estado, embora este aquecimento não tenha se refletido em São Paulo. Na verdade, a indústria goiana apenas recuperou o valor perdido no produto após ter sido palco principal de todos os acontecimentos depreciadores de preço este ano.

Algumas cooperativas relataram elevação de R$0,90/kg de queijo. A mussarela é hoje comercializada entre R$4,00 a R$4,80/kg, dependendo da indústria.

O queijo, basicamente exportado para São Paulo e Rio de Janeiro, ainda chega a preços inferiores aos praticados pelas indústrias locais. Por enquanto, ainda não houve sinalização de repercussão nos preços dos produtos paulistas, que possam ser atribuídas ao fato.

Com relação à melhora nos preços do queijo goiano alguns atribuem o fato a uma redução de oferta de queijo de Rondônia, que estaria passando por protestos de produtores. No entanto, dificilmente a produção de Rondônia seria suficiente para alterar o mercado goiano, embora não haja lógica quando o assunto é mercado. Alguns agentes de mercado, numa posição mais conservadora, acreditam que o aquecimento dos preços seja passageiro, não devendo se tornar uma tendência.

Por enquanto, a firmeza no mercado de queijos cria no produtor uma expectativa de, ao menos, estabilidade nos preços do leite produzido em outubro, com pagamento a ser efetuado entre os dias 15 e 20 de novembro, na maioria dos laticínios e cooperativas.

Apesar de nada agradável a situação atual, com preços do leite valendo pouco mais que a metade do que o produtor ansiava como pico este ano, notícias de que o preço do leite não irá recuar mais, acabam sendo bem-vindas.

Surgiram, inclusive, boatos da possibilidade de aumento nos preços pagos ao produtor que, no entanto, não devem passar de boatos. Mesmo assim, cria-se uma expectativa com relação ao patamar do preço do extra-cota. Algumas indústrias já se adiantaram dizendo que não irão contabilizar o excesso, o que também ainda não representa uma tendência.

* Leitura complementar: Informativo A Nata do Leite, edição 44
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Material escrito por:

Maurício Palma Nogueira

Maurício Palma Nogueira

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