Levantamento preliminar indica que na média geral, os preços do leite de julho mantiveram-se estáveis, os mesmos pagos pelo leite entregue em junho.
Muitos produtores, no entanto, amargaram recuos, enquanto os de maior volume continuam recebendo valores iguais ou até acima do mercado "spot", leite negociado entre as indústrias, grandes produtores ou cooperativas.
O fim da firmeza nos preços andou assustando produtores e empresas de insumos pecuários. Vendedores de concentrados se mostravam preocupados com a possibilidade de queda nas vendas, caso os preços do leite começassem a recuar de maneira drástica.
No entanto, o cenário mais provável, pelo menos a curto prazo, é de estabilidade nos preços, o que pode ser comprovado pelo mercado "spot". Observe, na figura 1, o comportamento dos preços no mercado "spot" nas bacias de São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

Apesar da ligeira queda, de 2,2% em São Paulo, os preços de Goiás e Minas Gerais se sustentaram, até aumentando mostrando que ainda há firmeza nos preços.
Este comportamento de preço ocorre num ambiente, segundo informações, que é considerado como pouco procurado. Grande parte das maiores empresas não está comprando no mercado "spot".
O único impasse para a estabilidade de preços para o pagamento de setembro, produção de agosto, será o desequilíbrio entre oferta e demanda. Por causa da retração do consumo, muitas indústrias estão carregando estoques de leite, o que pode vir a ser um motivo para baixas no mercado. Por enquanto, ainda dá para se acreditar em manutenção dos preços. Vale a pena ficar de olho no comportamento dos preços de atacado e varejo nas próximas semanas.