Conforme esperava-se, para a produção de novembro, o recuo nos preços recebidos pelo produtor acabou sendo superior às expectativas anteriores. O recuo médio atingiu 5,4% para o leite tipo C e 1,6% para o leite tipo B considerando todas as praças. O comportamento foi semelhante no Estado de São Paulo (queda de 5,8% para o leite tipo C e 1,07% para o leite tipo B).
Os maiores recuos nos preços ocorreram, nas bacias menos tradicionais, de menor expressão entre todas as praças, como é o caso de Rondonópolis (MT) e Campo Grande (MS), os menores preços médios pagos pelo litro de leite. Nestas regiões, o recuo, apenas em novembro, atingiu quase 19%. A maior participação do rebanho não especializado, leite encarado como subproduto e distância dos principais centros consumidores são os principais motivos para tal comportamento nos preços.
Em Goiás, nas regiões onde se paga preços- cotas mais altos, também ocorrem os mais baixos valores do extra cota, um dos menores de todo o país.
Desta forma, mesmo com o valor médio de R$0,32/litro na região de Catalão, o produtor com excesso de produção teve sua receita reduzida nos mesmos índices que os demais.
Em Minas Gerais, região sul, o preço do leite B, na média geral, é o mais alto, perdendo apenas para o Vale do Paraíba em São Paulo. No entanto, caso o mercado se comporte como em 1998/1999, o preço pago pelo leite B tenderá a baixar mais acentuadamente que o leite C, para a produção de dezembro, que será paga em janeiro. É bom lembrar que o leite tipo B, no atacado, possui hoje praticamente o mesmo valor que o leite longa vida, apesar de, teoricamente, o mercado de lácteos deveria iniciar sua reação a partir deste mês.
Ultimamente, as perspectivas não tem sido favoráveis aos produtores. Novamente, o pagamento de janeiro, referente ao leite de dezembro, deverá trazer más novas para a grande maioria dos produtores. Espera-se, para janeiro, uma redução em torno de 1,5% a 3,5% nos pagamentos médios. Os laticínios e cooperativas que reduziram os preços antecipadamente tenderão a manter os preços pagos neste mês. Há casos de acordos entre produtores e direção de cooperativas para aumento nos preços, apesar de não condizer com a realidade de mercado.
No início da queda dos preços, os mais pessimistas diziam que a retração ocorreria na mesma intensidade que o aumento na entressafra, o que havia possibilitado o rejuvenescimento dos ânimos dos produtores. Em média, a queda nos preços já superou o aumento em 3,6%, o que representa um valor em torno de R$0,03/litro de leite. n
MERCADO DO LEITE - Preços brutos pagos pela produção de novembro

Fonte: Scot Consultoria
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