Os preços do leite ao produtor

O preço pago em junho pelo leite entregue em maio comportou-se da maneira esperada, com aumentos dentro dos 2 a 3% em relação ao mês anterior.

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Maurício Palma Nogueira

O preço pago em junho pelo leite entregue em maio comportou-se da maneira esperada, com aumentos dentro dos 2 a 3% em relação ao mês anterior. Em moeda, implica em avanços de R$0,01/litro de leite. Em média, o preço do leite subiu 2,97% em São Paulo e 3,24% no geral do País.

Observando bem no gráfico de preço de leite em reais deflacionados pelo IGP-DI, verifica-se que os valores, em moeda real, estão nos mesmos patamares do doloroso ano de 1999, péssimo ao setor leiteiro.

 

Gráfico



Para a remuneração da produção terminada no dia 30 de junho inicia-se o carnaval de água fria para o produtor.

Com a pressão nos preços do leite no mercado "Spot" (leite vendido na praça para as grande indústrias, principalmente por cooperativas de Goiás e de algumas regiões mineiras), acredita-se em baixa nos preços que serão pagos ao produtor no mês de julho (produção de junho) nos estados de Goiás e Minas Gerais.

Essa baixa, no entanto, deve atingir principalmente as cooperativas atuantes quase que exclusivamente no mercado de repasse do leite às indústrias. Outras indústrias e cooperativas de ambos os estados deverão manter os preços, em alguns casos, até aumentar os valores.

Regiões como Governador Valadares (MG), onde registrou-se os maiores aumentos nos preços, em torno de 11%, deverão ter os maiores recuos nos valores de julho.

Para as demais praças, como São Paulo, os compradores mantiveram a expectativa de aumento nos preços, que estão sendo pagos em julho, em torno de R$0,01 a R$0,02/litro, dependendo do comprador.

Apesar do aumento da produção em relação ao mesmo período de 2000, a maioria das praças ainda continua compradora. Especialmente no Oeste Paulista, produtores que ultrapassam o volume da cota formada em março, abril e maio (dependendo do critério de cada cooperativa) recebem bônus de R$0,10/litro de leite no volume que excedeu a cota. Como gostam de chamar, é a política do extra cota ao contrário. Essa política já era estratégia de alguns compradores, hoje é adotada por maior número de cooperativas.

Com o mercado de leite e derivados travado e a pressão no mercado de leite "Spot", o cenário atual aponta que este mês (pagamento de julho) sejam registrados os últimos aumentos nos valores do leite ao produtor. No mercado paulista fala-se em estabilidade para a produção de julho e recuo iniciando já para a produção de agosto, um recuo artificial em plena entressafra sem que o leite tenha "estourado" de preços como no ano passado.

Ainda há quem chame o produtor de leite de chorão.

 

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