Lamentáveis os últimos acontecimentos em torno do MST (Movimento dos Sem Terra), se é que esse grupo ainda pode ser chamado desta maneira. Bem colocado pelo deputado federal Xico Graziano, quando classificou as últimas ações do MST como "banditismo rural", intitulando assim o seu artigo publicado no jornal "O Estado de São Paulo". Não há outra definição para o movimento, senão a de banditismo.
No artigo, Graziano chama a atenção para outro fato surpreendente: acabaram-se as terras para fins de reforma agrária, não há mais o que ser desapropriado a não ser em regiões longínquas cobertas por florestas ou rochas em locais de topografia quase inacessível. O autor justifica o fato por dois motivos. Primeiro, foram desapropriados cerca de 20 milhões de hectares em todo o País nos últimos anos, quase 50% da área cultivada no Brasil, o que culminou com o fim do volume de terras aptas à desapropriação. O segundo motivo apontado foi a ocupação das terras pelos próprios proprietários temerários de que houvesse invasões ou desapropriações. Este comportamento dos proprietários de terra tem sido apontado pela Scot Consultoria há meses como um dos principais fatores de pressão de alta no mercado de bezerros, o que tem prejudicado os recriadores e invernistas e auxiliado os criadores e produtores de leite que mantém no bezerro uma fonte de renda de elevada importância nestes tempos de crise.
Pois bem, avaliando a fundo, o MST como nos foi apresentado há alguns anos atrás teve êxito, cumpriu sua missão, forçou a desapropriação de terras improdutivas, enfim, valeu a pena. Pode terminar o movimento pois a missão foi cumprida, certo?
Errado, o MST traiu a confiança da sociedade que, ignorante sobre a realidade no campo, acabou acreditando e apoiando aquela bandeira que escondia objetivos obscuros, revolucionários e antidemocráticos por trás de lemas nobres como terras para todos, dignidade para o trabalhador rural, justiça social, etc..
Quem aplaudiu o movimento agora vê o monstro que foi criado, as injustiças que estão sendo feitas por aí afora. O desrespeito às leis e ao direito de escolha do sistema de governo são frutos da metodologia para se chegar ao poder através da violência, que sempre foi o objetivo do MST. Observe abaixo o trecho escrito pela Scot Consultoria há dois anos atrás sobre os rumos que o movimento havia tomado:
"O que era para ser um movimento social virou um movimento político, antidemocrático. É pela força que o MST quer fazer prevalecer o seu ideário no Brasil, desrespeitando todas as bases de uma sociedade democrática.
O que antes era distribuição de terra e justiça social se transformou em novos dizeres publicados na revista Veja em maio (ano 2000), com base na cartilha do MST:
"Devemos lutar pela tomada dos bens de produção"; "Os caminhos a trilhar para a libertação do proletariado são a reforma agrária e o socialismo. Para isso são válidas todas as formas de luta possíveis, tendo sempre em mente o poder"; "A luta pela terra passou do plano da conquista econômica para a luta política contra o Estado e não simplesmente contra o latifundiário"; "Apenas ocupar a terra para trabalhar é uma posição já superada que não se sustentará".
Estes são só alguns. Existem mais e é difícil classificar qual é o pior de todos.
O excluído, em busca de terra passou a militante revolucionário. O que era busca por justiça social passou a sonho revolucionário, enfim, nada é o que deveria ser neste movimento." A Nata do Leite, setembro de 2000.
Para manter-se bem visto aos olhos do público, e justificar o movimento fraudulento, intitulam-se defensores das leis trabalhistas, da coleta de impostos, do meio ambiente e da justiça.
Gilmar Mauro, um dos coordenadores do MST, ameaça: "toda fazenda que não cumpre sua função social poderá ser invadida nos próximos meses". Afirma ainda que as ações devem-se à falha da justiça que não desapropria fazendas que desrespeitam as leis trabalhistas e ambientais. Como se a pena por não respeitar as leis trabalhistas e ambientais fosse ter a fazenda desapropriada. A lei do jeito que é aplicada já é absurda, imagine a lei que este indivíduo sugere?
Era inaceitável o MST tentar fazer "justiça" com as próprias mãos, agora querem fazer também a própria legislação. Querem ser o poder executivo, legislativo e judiciário ao mesmo tempo.
Outro cabeça da baderna, José Rainha Júnior, que deveria estar cuidando de sua terra (pois assim como os demais já recebeu há muito tempo o seu lote), lança sua ameaça: "O governo pode ficar preparado. O objetivo não é só apressar a reforma agrária, nem apenas atacar o governo. É preciso mudar o jogo que está aí. Se a regra do jogo é a democracia, precisamos mudá-la" O Estado de São Paulo, 27 de março.
Além de legisladores, executores e salvadores da justiça, viraram também "experts" em biotecnologia. Alguns deviam ganhar o prêmio Nobel pela capacidade de olhar para um pé de soja e conseguir afirmar que "acha que é transgênica".
Após o ocorrido na fazenda da família do Presidente da República, em Minas Gerais, e na fazenda do sócio do seu filho no Pontal do Paranapanema (SP), há quem ainda diga que os bandidos foram humilhados quando foram presos e deitados no chão. Entrar na casa de um cidadão, roubar seus pertences e destruir o que não pode levar é ato digno de cadeia, tanto de quem fez como de quem é cúmplice.
Olho para a casa do meu vizinho, que tem uma bela coleção de whisky, vinho tinto e charuto e sinto-me tentado a invadir e consumir tudo numa farra noturna e despreocupada. Não preciso nem destruir nada, pois nada tenho contra ele. Seria saudável se todos os brasileiros achassem que também têm esse direito?
É fundamental que os indivíduos que lideraram estes ataques, assim como todos os outros, sejam condenados de acordo com a lei. Passou da hora da sociedade perceber o que realmente acontece, o que querem de verdade as lideranças deste movimento sem propósito, cujo objetivo é instaurar à força se preciso, como eles mesmo dizem, um sistema político que meia dúzia de brasileiros acha que será melhor. Para quem?
O único ponto positivo destes acontecimentos é que a mídia está descobrindo aos poucos e denunciando os fatos verídicos. A máscara do MST está caindo e em breve a sociedade vai ficar do lado de quem realmente não quer a violência no campo: o produtor!
MST: A Agressão continua
Lamentáveis os últimos acontecimentos em torno do MST (Movimento dos Sem Terra), se é que esse grupo ainda pode ser chamado desta maneira.
Publicado por: Maurício Palma Nogueira
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Maurício Palma Nogueira
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