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Minuto Mercado [vídeo]: a taxa de câmbio e os impactos no leite brasileiro

Com o intuito de oferecer aos leitores informações de qualidade sobre o mercado lácteo, o MilkPoint retoma as publicações do Minuto Mercado. A ideia é disponibilizar vídeos curtos com os principais fatos que mais têm impactado o setor lácteo. O intuito é que os vídeos sejam publicados periodicamente acompanhados de um resumo sobre os principais tópicos citados. 

Nesta edição, Valter Galan, analista do MilkPoint Mercado e sócio do MilkPoint Inteligência, fala sobre como a taxa de câmbio – que vem se movimentando bastante nas últimas semanas – impacta na produção de leite brasileira.

Confira abaixo o vídeo na íntegra:

Principais tópicos abordados:

- a taxa de câmbio vem se movimentando consideravelmente nas últimas semanas por alguns motivos como: desvalorização do real frente ao dólar, juros aumentando nos Estados Unidos e diminuindo no Brasil, incertezas políticas e econômicas no mercado nacional, entre outros;

- no leite, como consequência, chama a atenção dois fatores: a competitividade do produto importado (conforme a taxa de câmbio aumenta, reduz a competitividade do produto importado) e a influência nos custos de produção (se aumenta a taxa, aumentam os custos, já que grãos, combustível, peças, entre outros, estão atrelados ao câmbio e ao mercado internacional).

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PAULO FIGUEIREDO

MIRACEMA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/05/2018

O Adir Fava disse muito bem.

A meu ver, a desvalorização do R$ frente ao US$ dólar vai impactar mais gravemente os custos dos insumos para a pecuária leiteira, com o progressivo aumento dos preços dos combustíveis, dos farelos de soja e do milho (para só falar nestes), o que só agravará o lastimável problema da remuneração do leite "entregue" pelos produtores brasileiros aos laticínios. Não dá pra ser otimista com este cenário!! Não temos mais fôlego pra isso!! Como será isso a médio e longo prazos? Será mesmo viável continuarmos a fazer investimentos em equipamentos e melhoramento genético do gado leiteiro, investirmos em fertilização in vitro, etc.??!?!
DIVANIR RUBENICH

CARLOS BARBOSA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/05/2018

Sr Paulo, bem colocado! Hoje a remuneração pelo leite não cobre mais os custos básicos com o gado leiteiro como alimentação, limpeza e higiene, manutenção de máquinas e equipamentos e os medicamentos básicos. Os pequenos aumentos recebidos no preço do leite vendido à indústria de longe não acompanham a subida dos preços de todos os itens básicos necessários para manter a produção da propriedade, então muito menos para investir. E o cenário que se apresenta indica a piora das coisas. Lamentamos o sofrimento de todos por essa situação caótica. Nossos representantes precisam agir para mudar isso!
EM RESPOSTA A DIVANIR RUBENICH
PAULO FIGUEIREDO

MIRACEMA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/05/2018

Exato, Divanir. Você expressou com propriedade a extensão do drama do empreendedor rural dedicado à exploração leiteira no Brasil inteiro, indistintamente. Sofremos com dificuldades comuns a todos os produtores pois não temos poder para mudarmos o modelo vigente. Aqui no Estado do Rio de Janeiro ainda nos ressentimos com a falta de união entre os pecuaristas; diferentemente do valoroso povo do Sul do Brasil, aqui não prosperam as cooperativas; como um entusiasta do cooperativismo, penso que, com união e empenho, poderíamos reduzir um pouco os efeitos danosos da submissão do produtor de leite aos preços vis que o mercado lácteo nos impõe, agravado pela importação de leite, contra o quê não temos força para impedir. A bancada ruralista não se move em favor do produtor de leite. Nem deputados nem senadores se ocupam da nossa causa com propósitos protetivos. Vamos tentando sobreviver a despeito de tudo e de todos os contrários. Grande abraço para você e todos os resilientes produtores de leite brasileiros.
EM RESPOSTA A PAULO FIGUEIREDO
DIVANIR RUBENICH

CARLOS BARBOSA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/05/2018

Sr Paulo, obrigado pela atenção às minhas palavras. Como você disse, aqui temos as importantes Cooperativas, mas tbm as empresas privadas e conheço perfeitamente a voracidade delas que vc cita. As privadas querem destruir umas as outras e tbm as Cooperativas, para dominarem o mercado e estabelecerem suas regras (preços, etc). E que ninguém me diga que não é assim pois tenho conhecimento de causa laboral.
EM RESPOSTA A DIVANIR RUBENICH
PAULO FIGUEIREDO

MIRACEMA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/05/2018

Olá Divanir; agradecido pela sua atenção e explanação consciente. Vamos perseverando enquanto pudermos. Grande abraço ao colega de lutas!
VALTER BERTINI GALAN

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA LATICÍNIOS

EM 28/05/2018

Olá Paulo,

Obrigado pela participação! Realmente você levanta um ponto importante. Como mostro no vídeo, boa parte dos custos do produto brasileiro é dolarizada e a desvalorização cambial representa perspectiva de aumento de custos!

Um abraço!

Valter
ADIR FAVA

MURIAÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/05/2018

O baixo preço do leite em todo Brasil pago ao produtor tem raízes profundas fora do Brasil. Os franceses estão no comando, forçando os prejuízos impostos ao produtor e à industria nacional de derivados do leite. As multinacionais francesas são verdadeiros desastres para a produção de leite no Brasil. Matam os produtores e industria de brasileiros em beneficio deles franceses que importam a produção de leite estrangeiro para dentro do Brasil. São injustificadas importações e são verdadeiros desastres para nosso mercado interno. A produção de leite no Brasil está cada dia mais inviabilizada para que eles franceses possam dominar completamente o mercado em beneficio dos produtores estrangeiros. É preciso dar um basta nisto. O cambio não teria tanto peso assim se essas importações escandalosas tivessem algum freio. As autoridades brasileiras fingem não saber da gravidade desta situação.
VALTER BERTINI GALAN

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA LATICÍNIOS

EM 28/05/2018

Olá Adir,

Obrigado pelo comentário. As importações tem sido um foco constante das ações do setor mas, neste ano, estão caindo quase 50% - não me parece, pelo menos este ano, que sejam o principal problema do produtor de leite, não?

Um abraço!

Valter