Leite spot: o mercado nacional iniciou o mês de outubro sob pressão de baixa, registrando desvalorização das cotações em todos os estados monitorados. Essa retração generalizada decorre da conjunção entre a maior oferta do produto no campo e o recuo nos preços dos derivados no atacado, com destaque para as quedas do leite UHT e da muçarela. Em decorrência desse cenário, a média nacional recuou R$ 0,145 em comparação com a quinzena anterior, ficando em R$ 2,645.
Muçarela: o mercado segue pressionado, refletindo estoques mais elevados e uma oferta superior à demanda. Nesse cenário, as cotações continuam apresentando recuos em todas as praças. Minas Gerais e Goiás lideraram as desvalorizações do período, caindo para R$ 32,7 (-R$ 1,0) e R$ 33,0 (-R$ 0,9), respectivamente. No Sul, Santa Catarina e Paraná também registraram quedas expressivas, fechando cotados a R$ 31,6 (-R$ 0,6) e R$ 31,7 (-R$ 0,5). São Paulo acompanhou a trajetória baixista com recuo de R$ 0,4, sendo negociado a R$ 31,8, enquanto Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul apresentaram retrações mais moderadas, encerrando o período em R$ 33,5 (-R$ 0,3) e R$ 30,5 (-R$ 0,3).
Leite em pó: o período foi marcado por comportamentos distintos no mercado. O leite em pó integral e o fracionado registraram variações negativas, pressionados por uma demanda mais retraída, enquanto o leite em pó desnatado permaneceu estável, sustentado pela maior procura ligada ao mercado de ingredientes proteicos. Em São Paulo, o leite em pó integral recuou para R$ 24,0 (-R$ 0,3), enquanto a versão fracionada fechou cotada a R$ 29,8 (-R$ 0,4) no estado paulista e a R$ 29,9 (-R$ 0,4) no Nordeste. Já o leite em pó desnatado manteve estabilidade nas cotações em São Paulo, permanecendo fixado em R$ 23,2.
Milho: em relação à quinzena anterior, o milho apresenta, até o momento, variação negativa de 2,5%, influenciada pela retração das cotações no mercado internacional e pelo avanço do plantio da safra de verão. Nesse contexto, o preço médio da saca está em R$67,7.
Soja: A soja acompanha o movimento observado no milho, registrando queda de 2,6% em relação à quinzena anterior, com preço médio de R$157,23 por saca. As cotações seguem pressionadas pelo cenário internacional, especialmente pela maior oferta global e pelo avanço do plantio.
Oferta: a oferta ainda elevada, amplia o volume destinado à indústria e, consequentemente, a disponibilidade de derivados no mercado. Esse cenário segue exercendo pressão sobre as cotações.
Demanda: demanda mais desaquecida mantém o mercado pressionado, limitando a sustentação das cotações. Nesse cenário, derivados como o leite UHT e a muçarela seguem apresentando ajustes, sem força suficiente para registrar avanços nos preços.
Veja mais informações sobre preços e produção aqui.
Vale a pena ler também:
Balança comercial: importações de lácteos voltam a crescer e ampliam déficit em setembro
PR: Castrolanda obtém licenças do IAT para expansão de R$ 500 milhões em Castro