Análise quinzenal: alta no GDT contrasta com pressão no preço do leite spot e muçarela no Brasil

Em parceria com o MilkPoint Mercado, o MilkPoint apresenta o panorama quinzenal dos principais movimentos de preços no mercado lácteo na primeira quinzena de outubro.

Publicado por: MilkPoint

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No 413º leilão da Global Dairy Trade, o preço médio foi de USD 3.928 por tonelada, com alta de 1,2% no GDT Price Index, impulsionado por leites em pó. No Brasil, o leite spot caiu para R$ 2,645, refletindo maior oferta e queda nos derivados. A muçarela enfrentou desvalorizações, com Minas Gerais e Goiás liderando. O leite em pó integral e fracionado tiveram queda, enquanto o desnatado se manteve estável. Milho e soja também registraram quedas de 2,5% e 2,6%, respectivamente, devido à alta oferta e demanda reduzida.
Leilão GDT: com o preço médio fixado em USD 3.928 por tonelada, o 413º leilão da Global Dairy Trade encerrou com valorização de 1,2% no GDT Price Index. O resultado praticamente compensou a retração de 1,1% do evento anterior e confirmou a firmeza dos preços no cenário global, mesmo diante da expansão sazonal da produção na Oceania. Esse avanço foi impulsionado pelo desempenho positivo dos leites em pó: o integral subiu 1,2%, alcançando USD 3.605/t, enquanto o desnatado deu um salto de 4,3%, atingindo USD 3.847/t. seu valor mais alto em quatro anos. Com isso, o leite em pó desnatado ampliou sua vantagem sobre o integral, consolidando a inversão de patamares observada recentemente entre ambos.

Leite spot: o mercado nacional iniciou o mês de outubro sob pressão de baixa, registrando desvalorização das cotações em todos os estados monitorados. Essa retração generalizada decorre da conjunção entre a maior oferta do produto no campo e o recuo nos preços dos derivados no atacado, com destaque para as quedas do leite UHT e da muçarela. Em decorrência desse cenário, a média nacional recuou R$ 0,145 em comparação com a quinzena anterior, ficando em R$ 2,645. 

Muçarela: o mercado segue pressionado, refletindo estoques mais elevados e uma oferta superior à demanda. Nesse cenário, as cotações continuam apresentando recuos em todas as praças. Minas Gerais e Goiás lideraram as desvalorizações do período, caindo para R$ 32,7 (-R$ 1,0) e R$ 33,0 (-R$ 0,9), respectivamente. No Sul, Santa Catarina e Paraná também registraram quedas expressivas, fechando cotados a R$ 31,6 (-R$ 0,6) e R$ 31,7 (-R$ 0,5). São Paulo acompanhou a trajetória baixista com recuo de R$ 0,4, sendo negociado a R$ 31,8, enquanto Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul apresentaram retrações mais moderadas, encerrando o período em R$ 33,5 (-R$ 0,3) e R$ 30,5 (-R$ 0,3).

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Leite em pó: o período foi marcado por comportamentos distintos no mercado. O leite em pó integral e o fracionado registraram variações negativas, pressionados por uma demanda mais retraída, enquanto o leite em pó desnatado permaneceu estável, sustentado pela maior procura ligada ao mercado de ingredientes proteicos. Em São Paulo, o leite em pó integral recuou para R$ 24,0 (-R$ 0,3), enquanto a versão fracionada fechou cotada a R$ 29,8 (-R$ 0,4) no estado paulista e a R$ 29,9 (-R$ 0,4) no Nordeste. Já o leite em pó desnatado manteve estabilidade nas cotações em São Paulo, permanecendo fixado em R$ 23,2.

Milho: em relação à quinzena anterior, o milho apresenta, até o momento, variação negativa de 2,5%, influenciada pela retração das cotações no mercado internacional e pelo avanço do plantio da safra de verão. Nesse contexto, o preço médio da saca está em R$67,7.

Soja: A soja acompanha o movimento observado no milho, registrando queda de 2,6% em relação à quinzena anterior, com preço médio de R$157,23 por saca. As cotações seguem pressionadas pelo cenário internacional, especialmente pela maior oferta global e pelo avanço do plantio.

Oferta: a oferta ainda elevada, amplia o volume destinado à indústria e, consequentemente, a disponibilidade de derivados no mercado. Esse cenário segue exercendo pressão sobre as cotações. 

Demanda: demanda mais desaquecida mantém o mercado pressionado, limitando a sustentação das cotações. Nesse cenário, derivados como o leite UHT e a muçarela seguem apresentando ajustes, sem força suficiente para registrar avanços nos preços. 

Veja mais informações sobre preços e produção aqui.

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