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Importações lácteas voltam a crescer em julho

De acordo com os dados apresentados recentemente pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em julho o Brasil importou 119 milhões de litros em equivalente leite, crescimento de 43,2% em relação a junho, e praticamente estável em relação a julho/17 (+1%). Com este aumento, o saldo da balança comercial foi afetado negativamente, fechando em -113 milhões de litros em equivalente leite, contra -76 milhões no mês anterior, como ilustra o gráfico 1.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da Secex.

Este aumento nas importações ocorreu principalmente por conta do maior volume de leite em pó enviado ao Brasil em julho. No mês, foram internalizadas 9,3 mil toneladas (entre leite em pó desnatado e integral), 61% a mais do que o volume de junho (5,8 mil toneladas). Neste volume, o integral participou com 5,7 mil toneladas, 58,5% a mais do que em junho (e ainda 14% menor em relação a julho/17). No desnatado, foram 3,7 mil toneladas importadas em julho, com crescimento de 65,6% em relação a junho/2018 e de 42% ante julho/17.

Neste volume, importante ressaltar que o produto do Uruguai teve grande influência nas importações de julho. No mês, o país enviou 3,8 mil toneladas ao Brasil, contra 1,9 mil toneladas em junho (+101%), elevando assim sua participação total para 41% do leite importado pelo Brasil, contra 33% em junho.     

Em julho, também se buscou um maior volume de gorduras no mercado externo. Entre manteiga e butter oil, houve aumento mensal de 70% nas importações, sendo internalizadas 0,74 mil toneladas em julho, contra 0,44 mil toneladas do mês anterior.

Já nos queijos, a variação foi de 4%, sendo internalizadas 2,8 mil toneladas em julho contra 2,7 mil toneladas em junho. Os dados de comércio exterior para o mês de julho/2018 são apresentados na tabela 1.

Tabela 1. Balança comercial láctea em julho de 2018. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da Secex.

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JOSÉ BENEDITO SEGATO

ITATINGA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/08/2018

ate quando vamos aguentar isso não sabemos espero que um dia essa pratica desleal acabe e assim nos poderemos crescer como produtores de leite nesse país
obrigado
CINTIA KUMAMOTO

BURITIS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/08/2018

Balde de água fria. Só o preço do leite reagir que vem uma notícia dessas.
LEONAM ALMEIDA

TIMÓTEO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/08/2018

Mais uma vez o governo engana o produtor rural e leva miséria para o campo. Não falta leite, falta é vergonha na cara. Se o governo não segura o preço quando cai porque vai segurar para não subir? Não existe regra de mercado no negócio do leite com tanta intervenção. Na minha região esse mês o leite foi pago a 35 centavos de dólar. Alguém no mundo produz mais barato e entrega no Brasil a preço mais competitivo? É manipulação pura.
DARLANI PORCARO

MURIAÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/08/2018

Realmente é complicado , um pequeno país, Uruguai , mandar tanto leite para nós , a ponto de atrapalhar até o prêço , recebido por nós produtores brasileiros , agora, espero que façam uma fiscalização rígida nesse leite , e em todos os leites expostos à venda no país , as fraudes existem , e são muitas , é preciso combater , o consumidor não merece ser enganado