Firme que nem Aroeira!

O fechamento preliminar do mercado de fevereiro afastou o temor que havia se formado, no início do mês, em torno da possível queda nos preços do longa vida.

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O fechamento preliminar do mercado de fevereiro afastou o temor que havia se formado, no início do mês, em torno da possível queda nos preços do longa vida no atacado.

Os preços do varejo, que cairam um mês atrás, voltaram a subir alcançando novamente os valores médios de R$1,31/litro no mercado paulista.

No atacado, os preços tendem a fechar o mês de fevereiro nos mesmos patamares de janeiro.

Sendo assim, a hipótese de que, pela primeira vez em quatro anos, os preços no atacado recuariam após janeiro fica cada vez mais afastada da realidade do mercado.

Observe na figura 1 o comportamento dos preços do leite longa vida no varejo e no atacado durante o período de "safra".
 

 


Para o produtor, o comportamento no mercado atacadista se traduz em firmeza do mercado. Firmeza esta que possibilitou manter os preços da produção de janeiro estáveis em São Paulo e Minas Gerais, além dos reajustes de 2,2% em Goiás. No Rio Grande do Sul, onde a concorrência é mais acirrada, os preços de janeiro aumentaram 10%. Hoje, o valor médio do leite gaúcho é de R$0,46/litro, preço bruto na plataforma.

A concorrência pelo leite tem marcado as condições de todas as praças pesquisadas.

Em São Paulo e Minas Gerais tem sido comuns negociações com maior nível de detalhamento em torno da compra de leite, ou seja, lentamente vão se ensaiando modelos contratuais para cada região. Enquanto a perspectiva de falta de leite no mercado perdurar, o produtor tende a conseguir melhores condições de venda, desde que se mantenha informado.

É possível encontrat, numa mesma região, preços variando de R$0,32 a R$0,52/litro. Produtores de mesmo volume de produção chegam numa mesma praça a ter seus preços diferidos em até R$0,14/litro, o que exige atenção por parte do produtor de leite. Como diz um "guru" da administração norte americano, neste século a maior causa de morte nas empresas será a falta de informações.

Outro dia, um produtor disse que as condições chegaram a tal ponto que pode-se considerar fundo de poço. Se está no fundo do poço, só existe uma alternativa: subir!

E de fato, pela preliminar do índice de consenso levantado pela Scot Consultoria, quase 40% dos entrevistados aposta em estabilidade nos preços para fevereiro, 44% não sabem como será o mercado e o restante acredita que haverá aumento nos preços. Os que afirmaram queda nos valores são chegaram a 0,5% entre os entrevistados.

Portanto, para os preços da produção destes 28 dias de fevereiro, pode-se esperar, no mínimo estabilidade.

Hoje, o preço médio do leite no Brasil é R$0,44/litro bruto.

Para o carnaval, daqui a 10 dias, fica a torcida: que os foliões comessem a curar ressaca com leite achocolatado ao invés de usar a Coca Cola.

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Material escrito por:

Maurício Palma Nogueira

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