Como os preços estão se saindo??

De fato, o cenário aceita aumento, mas os produtores devem se precaver dos efeitos que aumentos bruscos nos valores. Entenda melhor, acesse.

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As estimativas mais alarmistas apontavam para recuos nos preços do leite de maio, pagamento em junho, o que tende a não se concretizar, uma vez que se esperam aumentos ou, no mínimo, manutenção nos preços para o próximo pagamento.

Os valores recebidos pelos produtores em maio aumentaram cerca de 7% em relação ao pagamento de abril, quando se anunciava estabilidade ou queda. Reajuste, em ambiente de mercado procurado, possibilita uma boa expectativa para o próximo mês.

Em São Paulo, os preços, em valores médios, aumentaram 22% desde janeiro. No entanto, os valores ainda são 2,5% inferiores aos valores médios pagos no mesmo período (janeiro a maio) em 2001.

Muitos produtores se manifestaram relatando firmeza no mercado de leite, o que sugere a não ocorrência dos recuos nos valores pagos aos produtores.

De fato, o cenário aceita aumento, mas os produtores devem se precaver dos efeitos que aumentos bruscos nos valores tendem a causar nos preços médios ao longo do ano. É para esse fato que a equipe da Scot Consultoria tem chamado a atenção.

O ideal, tanto para o produtor de leite como para a indústria, é que os aumentos continuem ocorrendo, porém, ao longo do tempo e de maneira menos acentuada. Reajustes de 5 a 8% facilitam a iminente pressão negativa nos preços, enquanto reajustes leves tendem a recuperar o valor do produto ao longo do ano.

Observe no gráfico que o aumento dos preços vem se aproximando do comportamento do ano passado em termos de reajuste mensal.
 

 


As notícias que circularam nesta semana sobre o aumento nos preços trouxeram euforia.

É sempre essa euforia e a facilidade com que o produtor responde em aumento de produção que acabam por justificar as quedas nos preços: desequilíbrio entre oferta e demanda. Em junho, acredita-se, a maior parte dos silos já estarão abertos, o que, juntamente com a euforia causada pelo preço, pode acarretar em aumento desmedido da oferta.

Mesmo com o aumento da oferta, a produção brasileira ainda não seria elevada o suficiente para atender a demanda, principalmente com as iniciativas de exportação que estão sendo trabalhadas no País. Porém, para pressionar preços, qualquer recuperação de oferta já é suficiente.

Dentro do contexto do tema que tem sido tratado nesta coluna durante os últimos dois meses, vale a pena refletir sobre as possibilidades do cenário nas próximas semanas.

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Material escrito por:

Maurício Palma Nogueira

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