Muito tem se discutido ultimamente sobre programas de distribuição de leite para crianças. Tais programas revestem-se de grande importância social uma vez que possibilitam o acesso de crianças carentes, e que potencialmente apresentam um déficit nutricional, a um alimento nobre como o leite, justamente numa fase crítica de crescimento. Além disso, dependendo do enfoque, tais programas estimulam a freqüência dessas crianças à escola quando oferecido na merenda escolar ou como bônus à assiduidade na freqüência à escola. Além disso, tais programas também colaboram de forma significativa com o setor produtivo, pois geram uma grande demanda pelo produto, levando ao consumo de grandes quantidades do mesmo.
Dessa forma, julgamos que tais programas governamentais são estratégicos, relevantes e louváveis; um bom mecanismo utilizado pelo estado para combate parcial à pobreza, redução da subnutrição infantil e resgate da cidadania de futuros cidadãos, além de contribuir e estimular o setor produtivo.
No estado de São Paulo temos dois grandes programas de distribuição de leite bastante conhecidos, um promovido pelo governo do estado (VivaLeite) e outro pela prefeitura municipal da cidade de São Paulo (LeveLeite). Para que se possa ter uma idéia do impacto de tais programas, basta apontar que somados, tais programas potencialmente têm a capacidade de absorver sozinhos 20% de toda a produção de leite do estado de São Paulo. Além desses programas, vários outros existem em diferentes estados e prefeituras brasileiras, sendo bastante noticiados e de grande repercussão, por exemplo, os programas adotados nos estados do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro.
Com o objetivo de se fazer uma análise crítica dos 2 grandes programas existentes em SP, montamos o quadro abaixo:
SUMÁRIO DOS PROGRAMAS SOCIAIS DE DISTRIBUIÇÃO DE LEITE PARA CRIANÇAS, EXECUTADOS PELO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO E PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO

Uma análise simplista e sumarizada desse quadro nos permite concluir que é viável e vantajoso a utilização de leite fluído em tais programas sociais, embora o uso de leite em pó também seja uma alternativa desde que bem organizada e orientada.
Considerando que estamos em época de eleições para as prefeituras municipais, é pertinente o momento para que os movimentos sociais e as organizações do setor produtivo cobrem a inclusão de programas sociais de distribuição de leite nos programas de governo de todos os candidatos antes das eleições, de forma a gerar um compromisso dos futuros prefeitos para com o futuro das crianças e o desenvolvimento do setor produtivo.