A votação do relatório final da CPI do Leite do Rio Grande do Sul, na próxima segunda-feira, vai mobilizar os pequenos produtores gaúchos. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag) promete reunir mais de 400 pessoas em um ato público na Assembléia Legislativa, em apoio ao trabalho dos deputados.
Nos últimos seis meses os parlamentares promoveram 28 reuniões no Estado, ouvindo representantes de toda a cadeia produtiva do leite para apurar os motivos da diferença entre o valor pago pelos consumidores e o recebido pelos produtores. Foram colhidos 44 depoimentos. Na segunda-feira, o relator da CPI, deputado Giovani Cherini, apresentará aos colegas a conclusão, que será encaminhada ao Ministério Público Estadual, à Procuradoria Geral do Estado e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
"Esperamos que o relatório aponte quem está de fato ganhando dinheiro na cadeia do leite, se existe abuso de poder econômico e monopólio de indústrias. A partir dessas apurações, o Ministério Público poderá tomar medidas concretas em relação aos fatores que contribuem para o achatamento do preço do leite ao produtor", afirma o presidente da Fetag, Sérgio de Miranda.
O dirigente destaca que a cotação mínima do litro ao produtor está defasada e não cobre os custos de produção. O preço base pago pela empresa Elegê para o produto entregue em maio é de R$ 0,28 o litro. A Parmalat, segundo Miranda, ainda não divulgou seus valores. As duas empresas são responsáveis por mais de 70% da captação de leite no Estado. "Precisamos de um reajuste de pelo menos 25%", reivindica.
O presidente da CPI, Vilson Covatti, explica que, durante as investigações, as grandes indústrias e redes de supermercado foram identificadas como as principais responsáveis pelas distorções econômicas do setor. O varejo exigiria percentagem gratuita de leite das empresas, que acabariam repassando a perda de ganho ao produtor. Também foi constatado monopólio na fabricação de embalagens longa vida, diz.
A empresa Tetra Pak, fabricante de embalagens longa vida, argumenta que não é monopolista, uma vez que não tem proteção do Estado para suas atividades. Lembra ainda que o mercado está aberto para a entrada de qualquer produtor de embalagem cartonada e que também existem outras opções de embalagem para o leite longa vida.
Fonte: Zero Hora/RS, adaptado por Equipe MilkPoint
Votação de relatório da CPI do Leite mobiliza produtores gaúchos
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