Pedilúvios estão entre as ferramentas de manejo mais comuns em fazendas leiteiras, mas muitas vezes não recebem a atenção que merecem. Considerando que a claudicação está entre os problemas de saúde mais caros nas operações leiteiras atuais, adotar uma abordagem do tipo “instalou e esqueceu” não é uma forma eficaz de manter a saúde dos cascos.
Aerica Bjurstrom, educadora regional em bovinocultura leiteira da Universidade de Wisconsin-Madison, compartilha práticas-chave de manejo para ajudar os produtores a manterem seus pedilúvios funcionando de forma eficiente.
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Para serem eficazes, os pedilúvios devem ter pelo menos 3 metros de comprimento, permitindo que os cascos de cada vaca entrem duas vezes na solução. Além disso, a profundidade da solução deve ser mantida em no mínimo 10 centímetros, garantindo que os bulbos dos cascos estejam totalmente submersos. À medida que o nível da solução baixa, ela pode ser completada, mas é essencial manter a concentração adequada conforme as recomendações do produto.
“A solução do pedilúvio deve ser trocada após a passagem de 150 a 350 vacas”, orienta Bjurstrom. “Se as vacas estiverem com cascos e pernas mais limpos, a solução pode durar para 300 a 350 vacas. No entanto, cascos mais sujos exigem trocas mais frequentes.”
Registrar o tráfego diário de vacas no pedilúvio pode oferecer informações mais precisas sobre o momento certo para renovar a solução. Bjurstrom também observa que as vacas devem ter a opção de não passar pelo tratamento quando não for necessário. “Um banho simples com cloro ou sabão nos dias sem tratamento pode ajudar a manter a limpeza dos cascos.”
Ela também enfatiza que a frequência do tratamento deve ser ajustada conforme a necessidade do rebanho. “Durante um surto de dermatite digital, comece com três tratamentos por semana. Se a condição não melhorar, aumente para quatro ou cinco vezes por semana. Para manutenção, uma programação como segunda-terça-quarta ou segunda-quarta-sexta pode ser eficaz.”
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A eficácia do pedilúvio não é igual para todos, e o manejo correto da solução é essencial para o sucesso.
“A solução do pedilúvio deve manter um pH entre 3,5 e 5,5”, explica Bjurstrom. “Tornar a solução ácida ou alcalina demais não melhora o controle da dermatite digital. Como a pele saudável naturalmente possui um pH entre 4 e 5,5, manter a solução dentro desse intervalo ajuda a preservar a condição da pele e otimizar os resultados do tratamento.”
O sulfato de cobre é um dos tratamentos mais amplamente utilizados em pedilúvios, conhecido por reduzir tanto a incidência quanto a gravidade de lesões nos cascos. No entanto, Bjurstrom alerta que sua eficácia pode ser reduzida pela presença de matéria orgânica. “Pedilúvios sujos serão menos eficazes do que os limpos, já que a matéria orgânica pode neutralizar rapidamente o sulfato de cobre. A concentração recomendada é entre 2% e 5%.”
Não deixe para depois
Apesar de o manejo dos pedilúvios não ser a tarefa mais glamourosa, certamente é uma das que não podem ser negligenciadas. Um pedilúvio bem mantido desempenha um papel crucial na prevenção da claudicação e na manutenção da saúde do rebanho.
Reserve um tempo para desenvolver uma rotina de manutenção que inclua:
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Trocas regulares da solução, com base no tamanho do rebanho e no nível de limpeza
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Monitoramento consistente dos níveis de concentração e do equilíbrio do pH
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Limpeza completa para remover acúmulo de matéria orgânica e manter a eficácia
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Treinamento da equipe para garantir o manuseio correto e procedimentos de segurança
Ao adotar uma postura proativa e priorizar o manejo dos pedilúvios, você pode ajudar a evitar a propagação da dermatite digital e manter suas vacas — literalmente e figurativamente — no caminho certo.
As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint