Durante os próximos 12 anos, a Venezuela será o principal mercado, "obrigatoriamente", das exportações de leite em pó integral da cooperativa de lácteos argentina SanCor. Este destino não somente está condicionado pelo crédito que o Governo de Hugo Chávez outorgou à empresa através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bandes), mas também, por um acordo comercial que a SanCor firmou separadamente na semana passada.
Isso implica que, até 2019, a SanCor enviará à Venezuela 248 mil toneladas de leite em pó (mais do que a Argentina exporta anualmente), das quais 68 mil estão ligadas ao mecanismo de devolução do empréstimo de US$ 135 milhões feito pelo Governo venezuelano para ajudar a recuperar o quadro financeiro da SanCor e injetar capital.
O porta-voz da empresa, Sergio Montiel, ratificou que a entrega do produto para saldar o crédito será efetuada de forma escalonada. Serão três mil toneladas anuais nos primeiros dois anos; e três mil e quinhentas toneladas nos dois anos seguintes. Os envios se elevarão para cinco mil toneladas para cada ciclo dos anos cinco, seis e sete; enquanto que para os últimos cinco anos, serão oito mil toneladas por ano. Todas essas exportações serão livres de impostos; o período de amortização do capital será de 12 anos e a taxa de juros foi fixada em 3% anual.
Porém, além do compromisso pelo crédito, a SanCor confirmou mediante um comunicado que fechou um acordo comercial para enviar 15 mil toneladas anuais de leite em pó à Venezuela durante os próximos 12 anos. A operação fornece um oxigênio adicional à cooperativa, ainda que também a coloque em uma posição duvidosa de depender excessivamente de um só mercado comprador.
Segundo os compromissos firmados, este ano a SanCor deveria enviar 18 mil toneladas de leite em pó à Venezuela, o que representaria cerca de 27,9% do volume total que a empresa exporta deste produto.
Montiel disse que a SanCor está aguardando em curto prazo o envio de US$ 15 milhões para capital de trabalho. Depois, o Bandes enviará o valor restante, de US$ 40 milhões, com a mesma finalidade. Já os US$ 80 milhões destinados a reestruturar a dívida financeira aguardarão o fechamento dos acordos definitivos com os credores.
Quanto ao capital de trabalho, Montiel reiterou que será destinado a melhorar os prazos de pagamentos de matéria-prima e ajustar processos para elevar a capacidade de produção, que atualmente é de cerca de 75% da potência instalada.
A reportagem é do Diario La Voz del Interior, publicada no site Lechería Latina.
Venezuela: principal mercado da SanCor até 2019
Durante os próximos 12 anos, a Venezuela será o principal mercado, "obrigatoriamente", das exportações de leite em pó integral da cooperativa de lácteos argentina SanCor. Este destino não somente está condicionado pelo crédito que o Governo de Hugo Chávez outorgou à empresa através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bandes), mas também, por um acordo comercial que a SanCor firmou separadamente na semana passada.
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