O Serviço de Pesquisa Agrícola (Agricultural Research Service - ARS), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), realizou um estudo analisando o impacto da liberalização do comércio agrícola, que tem como objetivo eliminar as distorções geradas por medidas protecionistas, no mercado internacional de lácteos.
Apesar dos acordos da Rodada do Uruguai, o setor de lácteos é um dos mais protegidos por tarifas de importação, restituições, cotas de produção, ajuda a produtores, intervenção, entre outros.
Segundo o relatório, a eliminação destes apoios diminuiria a produção global, levando a um aumento nos preços. No entanto, a redução da produção seria pequena devido ao aumento da produção que seria gerado na UE e no Canadá pela eliminação das cotas.
A liberalização comercial no setor lácteo poderia afetar de forma diferente os países:
- os países com altos níveis de apoio e proteção, como o Japão, perderiam valor da produção com a eliminação do suporte;
- os países que produzem lácteos com baixo custo e com baixos níveis de apoio (Austrália e Nova Zelândia) ganhariam mais com a liberalização, beneficiando-se dos preços mais altos do mercado mundial;
- o efeito nos países com apoio moderado, como EUA, UE e Canadá seria variável. Na UE e no Canadá, o efeito de que a redução de preços levaria a uma redução na produção não ocorreria devido ao efeito do aumento da produção gerada pela eliminação das cotas. Nos EUA, outro grande produtor com apoio moderado, a liberalização geraria uma redução nos preços e na produção.
Além disso, a liberalização das políticas leiteiras levaria a uma redução na participação nas exportações de manteiga e leite em pó desnatado da UE - maior exportador de produtos lácteos do mundo -, mas a participação no mercado de queijos se manteria.
A Austrália e a Nova Zelândia manteriam sua participação nas exportações de manteiga e de leite em pó desnatado, mas a Austrália perderia participação em outros produtos lácteos.
A Argentina cresceria em todos os mercados, exceto na categoria de "outros produtos lácteos" e os Estados Unidos manteriam sua posição na maior parte dos mercados, com certo ganho no mercado de leite desnatado.
A reportagem é do site Agrodigital.
USDA: Efeitos da liberalização comercial no setor lácteo
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