Uruguai: gigante láctea começa a operar em 4 meses

Em quatro meses, os executivos da Schreiber Foods estimam que estarão operacionais as duas plantas que compraram em San José, no Uruguai, para produzir queijos e caseína. A firma prevê empregar cerca de 100 pessoas e industrializar 450.000 litros diários de leite.

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Em quatro meses, os executivos da Schreiber Foods estimam que estarão operacionais as duas plantas que compraram em San José, no Uruguai, para produzir queijos e caseína. A firma prevê empregar cerca de 100 pessoas e industrializar 450.000 litros diários de leite.

Há duas semanas, a Schreiber Foods - uma das maiores empresas de produtos lácteos do mundo -, concordou em adquirir as plantas da venezuelana Dulei (produção de queijos), Belficor (produção de soro) e DPU (uma sociedade de empresários locais com a General Mills para a produção de caseína) com um investimento estimado de pouco mais de US$ 30 milhões.

Na terça-feira (19), a operação foi fechada com a firma estabelecendo uma joint venture com o empresário uruguaio, Richard Spradling. Em outubro tinha começado o processo de auditoria das três plantas. O vice-presidente internacional da Schreiber, Helmut Felder, disse que tanto a planta de produção de queijos, como a de caseína, estariam produzindo em quatro meses e as primeiras exportações se realizariam em seis meses.

Somadas, as plantas têm capacidade para processar 450.000 litros de leite por dia e Felder estimou que empregará cerca de 100 pessoas, entre as quais técnicos norte-americanos e uruguaios.

Os executivos não veem problemas quanto à competição pela produção de leite. "Temos um contrato de Dulei e nosso sócio de desenvolvimento, Richard Spradling, terá uma relação próxima com os produtores", disse Felder. Por outro lado, Spradling disse que se buscará uma nova produção leiteira "inclusive pela New Zealand Farming - a firma neozelandesa que possui 26 fazendas no Uruguai. Não discutimos nada com eles ainda, mas aumentarão muito o volume (de produção)".

A ideia da empresa é que a ex-planta da Dulei - chamada agora de Schreiber Foods Uruguay - fabrique queijos e manteiga para abastecer suas plantas no Brasil e no México basicamente, enquanto que em outro empreendimento se fabricará caseína também para exportar. A General Mills será um dos clientes. Por sua vez, a Belficor industrializará e comercializará soro de leite, que abastecerá as outras duas plantas.

O executivo da empresa norte-americana disse que se aparecerem clientes "no mercado local, poderíamos vender a eles também, mas esperamos que 98% de nossos produtos sejam exportados".

Com exceção dos produtos destinados ao Brasil e ao México, o resto será comercializado através da subsidiária, Schreiber Trading, "que será quem venderá queijo, soro em pó e caseína ao redor do mundo", disse Felder.

A Schreiber Foods - que tem sua sede em Green Bay, nos Estados Unidos, fatura cerca de US$ 4 bilhões por ano. A empresa produz e distribui queijos naturais, cremosos, processados, iogurtes, manteiga e outros produtos lácteos. Entre seus clientes estão restaurantes, varejistas e empresas de serviços de alimentação - especialmente rápida - em todo o mundo. Possui operações de processamento, vendas e distribuição nos Estados Unidos, Brasil, China, Alemanha, Índia, México e, agora, Uruguai.

A reportagem é do El País Digital, adaptada e traduzida pela Equipe MilkPoint.
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