O Uruguai registrou queda nas exportações de lácteos em julho. Em volume, as exportações totalizaram 15.430 toneladas, uma queda mensal de 13,5% e o menor volume até agora neste ano, segundo dados da Alfândega. Em relação a um ano atrás, a queda foi mais moderada, de 5%.
Em valor, o dado de julho também foi o menor do ano, com US$ 57,2 milhões, marcando uma queda mensal de 18% e de 17% na comparação anual.
O Brasil voltou a ser, de longe, o grande impulsionador das exportações de lácteos do Uruguai no mês passado, com 7.851 toneladas. Bem abaixo aparece a Argélia, com embarques de 1.754 toneladas e a Argentina em terceiro lugar com 624 toneladas. Muito atrás ficou a China, com apenas 364 toneladas.
Se observado o acumulado anual, os dados são mais positivos. Os embarques para o exterior somam 124.259 toneladas e somam US$ 481 milhões, com o Brasil despontando como primeiro destino, seguido de Argélia e Rússia.
Isso representa um aumento de 2% em volume e valor em relação às 121.570 toneladas exportadas no mesmo período de 2022, por um valor de US$ 470,1 milhões.
A participação de mercado era mais equilibrada há um ano – com Argélia, China e Brasil como principais destinos – sem uma concentração tão acentuada como a verificada este ano no Brasil.
Valter Galán, analista da MilkPoint, disse ao programa 100% Mercados da rádio Rural que há empresas com altos estoques de leite em pó. "O movimento foi alterado para venda, para reduzir os estoques. Esse é um fator que talvez possa fazer cair o volume importado”, comentou, tendo em vista o restante do segundo semestre.
O preço ao produtor no país vizinho, embora esteja caindo, continua em patamares muito elevados, em torno de US$ 0,53 o litro. "Por conta dessa questão, as importações continuam competitivas", disse o analista.
As informações são do Blasina y Asociados, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.