Uruguai: entidades de produtores defendem exportação de leite fluido

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Cinco entidades que representam os produtores de leite do Uruguai - Intergremial de Produtores de Leite, Câmara Uruguaia de Produtores de Leite, Associação de Remitentes, Sociedade de Produtores de Leite de Flórida e Sociedade de Produtores de Leite de San Ramón - expressaram ontem seu apoio à livre exportação de leite fluido, fixando sua posição frente à promulgação do Decreto do Poder Executivo, de 30 de julho, pelo qual se decidiu a suspensão da devolução de impostos indiretos a este tipo de exportação, assim como frente às manifestações que estão sendo feitas ao Parlamento do país.

As referidas entidades afirmaram que "os produtores leiteiros têm todo o direito de decidir livremente o destino de sua produção" e que "a exportação de leite fluido tem sido uma prática comercial utilizada pela própria indústria no passado, recebendo como tal a devolução de impostos indiretos e, por isso, é de estrita justiça e de acordo com os critérios técnicos estabelecidos que se proceda de forma igual, de forma que se deve re-implantar a devolução de impostos".

Em um comunicado emitido na terça-feira pelas cinco entidades, estabelece-se que "o leite exportado atualmente alcança aproximadamente 5% da remissão total às indústrias, mas permitiu melhorar substancialmente o preço ao produtor pelo aparecimento de um novo competidor em um mercado com características de oligopólio".

Da mesma forma, as entidades ressaltam que o leite exportado "é pasteurizado e, por isso, incorpora um processo industrial, não muito diferente em termos de valor agregado a outros produtos lácteos que a indústria exporta". Além disso, elas dizem que a lei de criação do Fundo de Financiamento da Atividade Leiteira (FFAL) e seu posterior decreto "estabelecia normas muito claras e conhecidas por todos os membros envolvidos. Por isso, não é aceitável o argumento que os produtores que exportam devam pagar o FFAL por razões de presumida e inexistente simetria".

Postura

Com base nestes pontos, as cinco entidades manifestaram "sua oposição à suspensão da devolução de impostos indiretos à exportação de leite fluido e a todo tipo de ação que atente contra esta opção de comercialização". Além disso, elas informaram que não estão de acordo com a "intenção de cobrar o FFAL ao leite exportado".

Por fim, as entidades informam que não podem admitir que o preço para manter a competitividade do complexo leiteiro do país seja feito às custas do contínuo desaparecimento de produtores leiteiros, de forma que consideram "fundamental" que a indústria processe rapidamente as mudanças necessárias impostas regionalmente.

Fonte: El País
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