Funcionários da União Européia (UE) apresentaram aos ministros da Agricultura uma versão atenuada de reforma agrícola para controlar as despesas e tratar as demandas dos países pobres nas difíceis conversações sobre o comércio global. O pacote, denominado "compromisso final" pela sede da UE, diminui a relação entre a produção e os subsídios, em algumas áreas, e o apoio à política de preços mínimos para grãos e produtos lácteos, com o objetivo de evitar a superprodução.
Embora menos radical do que a proposta original, países com fortes interesses agrícolas, liderados pela França, continuam a exigir mudanças. Enquanto isso, partidários da reforma argumentam que ela não avançou o suficiente. "Espero poder levar as negociações para a direção correta", disse a ministra da Agricultura britânica, Margaret Beckett, que apoiou reforma ainda mais profunda.
As conversações foram suspensas no meio da tarde de ontem, mas esperava-se que fossem retomadas no fim do dia para chegar a um acordo ainda nesta semana.
Apesar de determinadas "isenções básicas", funcionários da UE insistiram que o mais recente compromisso preserva a "essência" dos objetivos da reforma. "Essa ainda é a verdadeira reforma", afirmou Gregor Kreuzhuber, porta-voz do comissário para assuntos agrícolas da UE, Franz Fischler.
O pacote fortalece a posição da UE na reunião decisiva da Organização Mundial de Comércio (OMC), em setembro, acreditam funcionários da UE, porque transfere parcela dos subsídios agrícolas, aos quais os países em desenvolvimento se opõem, para outras áreas, como proteção ambiental, que não distorce os mercados.
Fischler advertiu Paris que poderá ficar com a parte mais difícil das conversações da OMC. "Os franceses precisam saber que se os resultados das nossas negociações não forem satisfatórios, os mercados e nossos parceiros comerciais na OMC vão nos forçar a adotar reformas mais profundas", declarou ao jornal alemão "Handelsblatt". "Se decidirmos agora pela reforma completa, não teremos de fazer mais concessões".
O apelo da comissão pela separação da produção e dos pagamentos foi revisto para permitir a manutenção de até 30% vinculados no setor de carne bovina, que emprega mão-de-obra intensiva.
Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
União Européia apresenta reforma agrícola
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