A evolução das negociações entre Washington e Pequim foi anunciada no domingo, com o adiamento da aplicação, pelos EUA, de sobretaxas às importações de produtos chineses. Inicialmente, as tarifas entrariam em vigor no dia 1º de março.
Como parte das tratativas comerciais, a China se comprometeu a comprar mais 10 milhões de toneladas de soja americana. Ontem, o presidente americano Donald Trump afirmou estar "esperançoso" com um acordo comercial com Pequim. Amparadas pelo otimismo, as cotações de soja na bolsa de Chicago fecharam no campo positivo. Os papéis com vencimento em maio, os mais negociados, subiram 1,25 centavo de dólar, cotados a US$ 9,25 por bushel. No caso do algodão, os papéis para maio subiram 9 pontos na bolsa de Nova York, para 73,10 centavos de dólar por libra-peso.
O otimismo do mercado foi, contudo, limitado. Na avaliação da consultoria ARC Mercosul, a retórica comercial entre os dois gigantes do comércio precisa de dados mais concretos. "A gente já teve notícias assim, mas precisamos mesmo de confirmação das compras pela China", disse o analista da ARC, Tarso Veloso.
Afora as negociações entre EUA e China, a divulgação de dados americanos de exportação de soja contribuiu para a alta na bolsa de Chicago. Na semana encerrada no dia 21 de fevereiro, os americanos exportaram 1,3 milhão de toneladas de soja, uma aumento semanal de 31,3%, de acordo com informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na contramão da soja, as cotações do milho caíram ontem devido à frustração com os dados de exportação dos EUA. Os contratos para maio recuaram 4,5 centavos de dólar, a US$ 3,80 o bushel. Segundo o USDA, foram embarcadas 751,3 mil toneladas de milho na semana encerrada em 21 de fevereiro, queda de 20% ante a semana anterior. A expectativa para os embarques variava de 800 mil a 1 milhão de toneladas, segundo a Safras & Mercado.
As informações são do jornal Valor Econômico.