Transplante de embriões prepara Araguaína para se tornar bacia leiteira

Segundo uma reportagem de Milena Barros, publicada na Gazeta Mercantil, a região com maior tradição na pecuária de corte do Tocantins está se preparando para ser também a maior produtora de leite. As estratégias para atingir essa meta têm se concentrado principalmente na busca por parcerias e no desenvolvimento de projetos que visam ao melhoramento genético do rebanho.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 2 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Segundo uma reportagem de Milena Barros, publicada na Gazeta Mercantil, a região com maior tradição na pecuária de corte do Tocantins está se preparando para ser também a maior produtora de leite. As estratégias para atingir essa meta têm se concentrado principalmente na busca por parcerias e no desenvolvimento de projetos que visam ao melhoramento genético do rebanho.

Cerca de 60% do leite consumido no Tocantins precisa ser importado de outros estados. Isso acontece porque a maior parte do rebanho tocantinense é formado por animais da raça Nelore, que chegam a produzir 2 litros de leite por dia. Esse índice está bem abaixo dos 8,5 litros/dia da média nacional do gado leiteiro. Segundo diz César Hallum, presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), a importação de matrizes leiteiras, o uso de inseminação artificial e de transplante de embriões são alguns dos caminhos que já estão sendo colocados em prática para melhorar a produção de leite no estado.

Em 1999 o Ruraltins por intermédio do programa oficial Bacia Leiteira, realizou um projeto pelo qual importou 3.500 matrizes Girolanda, todas registradas, que foram distribuídas em 25 municípios. Como resultado, duas mil cabeças de gado já nasceram do projeto e até, o fim deste mês serão inauguradas 4 miniusinas de pasteurização, só na região de Araguaína.

Desde 1999, essa mesma região vem sendo beneficiada também com um projeto que pretende tornar mais acessível a prática de inseminação artificial e transplante de embriões por pequenos e médios produtores, que ainda fazem pouco uso dessas técnicas. O governo federal, por intermédio do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, fez um convênio com a Hungria para trazer ao Brasil embriões e sêmen com preços subsidiados.

O objetivo principal desse programa é desenvolver a bovinocultura de leite, por meio da substituição imediata do rebanho por animais de alta produção. É o produtor quem opta por fazer o uso do implante de embriões ou sêmen, mas todo material utilizado é proveniente de rebanhos leiteiros de elevado valor genético, de países como a Hungria e o Canadá. As fêmeas nascidas desse projeto, por serem puras, serão potenciais doadoras de embriões e produzirão uma média de 30 litros de leite por dia.

O Tocantins é o sexto estado brasileiro a entrar nesse programa. A experiência começou por Palmas, onde já foram registrados os nascimentos de alguns animais. Em Gurupi, os primeiros animais frutos desse programa deverão começar a nascer nos próximos dois meses. Já em Araguaína, os primeiros nascimentos deverão ocorrer nos próximos 4 meses. Apesar de ter sido a terceira cidade a participar do programa, Araguaína será a maior beneficiada, porque será a cidade onde acontecerá a maioria dos implantes de embriões.
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?